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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 573

A sexta-feira começou estranha.

Alana acordou cansada mesmo depois de uma noite inteira de sono. Ou talvez não fosse cansaço. Talvez fosse excesso de pensamentos. Porque desde a noite anterior, a única coisa que conseguia fazer era reviver cada segundo da conversa com Enzo. Cada olhar. Cada toque. Cada vez que ele tinha recuado por ela.

E isso só piorava tudo.

No escritório, a situação não era muito melhor. Enquanto organizava alguns documentos para Sofia, percebeu que estava olhando para a mesma página havia quase três minutos sem ler absolutamente nada.

— Alana.

Ela levantou os olhos.

— Hm?

— Esse documento está de cabeça para baixo.

Alana piscou, olhou para as folhas e constatou que Sofia estava certa.

— Ah.

Sofia cruzou os braços.

— Certo.

— Certo o quê?

— O que está acontecendo?

— Nada.

— Mentira.

Alana suspirou.

— Sofia...

— Alana, nós trabalhamos juntas. Mas também somos amigas. E eu sei identificar quando você não está normal.

Aquilo desmontou parte da resistência dela. Porque Sofia tinha razão. Sempre tinha.

Alana largou a caneta sobre a mesa e afundou na cadeira. Por alguns segundos ficou apenas encarando o chão, tentando organizar sentimentos que nem ela mesma compreendia completamente.

— É que eu...

Ela fez uma pausa.

— Eu quero.

Sofia permaneceu em silêncio, esperando.

— Mas ao mesmo tempo não quero.

A advogada arqueou uma sobrancelha.

— É a aposta?

Alana balançou a cabeça.

— No começo eu achei que fosse.

E era verdade.

Durante semanas tinha colocado a culpa na aposta. Em Eduarda. Nas regras absurdas que tinha aceitado.

Mas agora sabia que não era isso.

— Mas não é.

Sofia ficou pensativa por alguns segundos antes de puxar uma cadeira e sentar de frente para ela.

— Então me explica.

Alana passou as mãos pelo rosto.

— Eu gosto dele.

A confissão saiu tão simples quanto assustadora.

Porque era a primeira vez que falava aquilo em voz alta.

— Eu gosto muito dele.

Sofia continuou ouvindo sem interromper.

— E quando as coisas começam a ficar sérias eu travo.

— Por quê?

Alana demorou para responder. Porque aquela era exatamente a pergunta que vinha evitando havia semanas.

— Porque se acontecer...

Ela parou.

Respirou fundo.

— Vai deixar de ser uma possibilidade.

Sofia continuou observando.

— E vai virar realidade.

Os olhos de Alana começaram a ficar marejados.

— E se virar realidade, eu posso perder.

O silêncio tomou conta da sala.

— Eu sei que parece ridículo.

— Não parece.

— Parece sim.

Ela soltou uma risada sem humor.

— Eu fico imaginando o depois o tempo todo. E se ele se arrepender? E se enjoar de mim? E se descobrir que eu não sou tudo isso? E se um dia simplesmente decidir ir embora?

A voz dela ficou mais baixa a cada pergunta. Mais vulnerável. Mais sincera.

Sofia permaneceu alguns segundos em silêncio antes de finalmente falar:

— Então não é sobre a primeira vez.

Alana balançou a cabeça.

— Não.

— É sobre o que vem depois.

Uma lágrima escapou antes que ela pudesse impedir.

— É.

Sofia sorriu de forma suave. Daquele jeito que usava quando não estava sendo advogada. Apenas amiga.

— Sabe qual é o problema?

Alana limpou rapidamente o rosto.

— Qual?

— Você está tentando ter garantias.

Ela franziu a testa.

— Como assim?

— Você quer ter certeza de que nada vai dar errado. Que ele não vai embora. Que não vai se machucar. Que não vai sofrer. Que vai dar certo.

Alana ficou em silêncio.

Porque era exatamente aquilo.

— Só que amor não funciona assim.

A frase ficou entre elas.

Pesada.

Verdadeira.

— Não existe contrato. Não existe garantia. Não existe cláusula de proteção emocional. Você simplesmente escolhe confiar.

Alana abaixou os olhos.

— E se eu me machucar?

Sofia sorriu.

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