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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 60

Os dias seguintes foram tudo, menos tranquilos.

O nome Nicole Martins começou a aparecer com mais peso do que Sofia esperava.

Não era só uma jovem desaparecida.

Era um rastro mal apagado.

Transferências frias.

Testemunhas que “não lembravam”.

Relatórios incompletos.

E um silêncio conveniente demais para ser coincidência.

Sofia passou a dormir pouco.

Comia mal.

Pensava demais.

O caso não era claro — era sombrio.

Mas não eram apenas os investigadores que estavam se movendo.

— Eles ainda não aprenderam. — disse a mulher, com a voz fria, enquanto observava a tela à sua frente.

A imagem congelada mostrava Sofia e Thomas no café, segundos antes do primeiro disparo.

— Estão cavando fundo demais.

O homem ao lado assentiu.

— Quer que a gente elimine?

A mulher não piscou.

— Não. Ainda não. — fez uma pausa. — Vamos mandar um recado.

Ela deslizou um pen drive sobre a mesa.

Um leve sorriso surgiu no canto dos lábios da mulher.

— Vamos brincar um pouco. Eles sempre erram quando acham que estão no controle.

___

Na delegacia.

Alex foi o primeiro a notar o envelope pardo sobre a mesa de triagem.

Não tinha remetente.

Não tinha protocolo.

Não tinha registro de entrada.

— Isso aqui não estava aí antes… — murmurou, franzindo a testa.

Thomas se aproximou.

— O que tem dentro?

Alex abriu com cuidado.

Lá dentro, um caderno pequeno, de capa preta, gasto nas bordas. Parecia antigo. Usado. Vivido.

E um bilhete dobrado, escrito à mão:

> “Ela não é quem vocês pensam.

Nicole não fugiu.

Nicole sobreviveu.”

O silêncio caiu pesado.

Thomas pegou o caderno.

As primeiras páginas estavam preenchidas com uma letra feminina, irregular — às vezes firme, às vezes tremida.

Datas.

Nomes riscados.

Valores.

Frases soltas.

> “Mamãe diz que é só uma fase.”

“Não confio mais em ninguém.”

“Se algo acontecer comigo, não foi escolha.”

Thomas engoliu seco.

— Isso é… — começou.

— Plantado. — Sofia concluiu, fria, ao entrar na sala naquele momento.

Ela pegou o caderno das mãos dele, folheando rápido demais para quem estava lendo pela primeira vez.

— Quem mandou isso quer uma coisa muito específica. — disse firme.

Alex coçou a nuca.

— Que a gente acredite que a Nicole é vítima. Mas… e se ela for?

Sofia levantou o olhar, séria.

— Esse é o perigo das pistas falsas bem feitas. — respondeu. — Elas misturam verdade com encenação.

Thomas cruzou os braços.

— Se isso cair na imprensa…

— Transforma Nicole em mártir. — Sofia completou. — E muda completamente a narrativa do caso. Confundindo todos, inclusive a gente.

Ela fechou o caderno devagar.

— Quem mandou isso sabe nossos passos. está jogando com a gente.

Um silêncio denso se instalou.

Mas, Sofia teve certeza de uma coisa:

> Alguém estava jogando com eles.

E estava jogando muito bem.

— Sofia… vamos tomar um café. — Thomas sugeriu, fechando a pasta, como se precisasse sair dali.

Ela assentiu em silêncio.

Minutos depois, os dois saíram juntos.

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O café estava cheio demais.

Barulhento demais.

E, ainda assim… algo parecia fora do lugar.

Xícaras batendo, vozes misturadas, o cheiro de café recém-passado preenchendo o ambiente.

Um lugar comum demais para uma conversa que não era.

Sofia estava sentada de costas para a janela, o notebook aberto, pastas espalhadas pela mesa pequena. Thomas, à frente dela, observava o ambiente mais do que os documentos.

— Você não confia em ninguém rápido. — ele comentou, baixo.

— Confiança não é talento, Thomas. — Sofia respondeu sem levantar os olhos. — É consequência.

Ele respirou fundo, aceitando o golpe sem rebater.

— Nicole não sumiu por acaso. — Sofia disse, sem levantar os olhos. — A resposta está nela.

— É ela, Sofia. Nicole não é a vítima.

Thomas apoiou as mãos na mesa.

— Eu conheço esse padrão.

Sofia finalmente ergueu o olhar.

— Eu também. — disse firme. — E não é de agora.

O garçom se aproximou.

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