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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 61

Eloise subiu as escadas devagar, tentando deixar para trás o gosto amargo da troca com a tia Carla. No quarto, deixou o corpo cair por alguns segundos na cama, respirando fundo. Mas não resistiu à vontade de um banho demorado.

A água morna escorria pela pele, como se lavasse não só a tensão, mas também os rastros da última semana. Era impossível não lembrar… do beijo no carro, das mãos firmes dele explorando cada centímetro, das noites em que não existiu mundo fora da pele de Augusto Monteiro.

Uma risada escapou sozinha de seus lábios.

— O que você está fazendo, Eloise? — murmurou para si mesma, sacudindo a cabeça, como se pudesse convencer o coração a ser mais racional.

Depois do banho, vestiu um vestido folgado, leve, confortável. Penteou os longos cabelos ainda úmidos e espalhou creme pela pele, sentindo-se novamente em casa, sem maquiagem, sem armaduras. Apenas ela.

Quando desceu as escadas, ainda secando os fios com a toalha, o cheiro a envolveu antes mesmo de chegar à cozinha. Reconheceria aquele aroma em qualquer lugar.

Ela fechou os olhos por um instante, sorrindo.

— Estrogonofe…

O coração se aqueceu com a lembrança do telefonema daquela manhã. E quando dobrou o corredor e viu a cena, quase se emocionou: o pai estava de avental, mexendo a panela com toda a concentração de um chef, enquanto a tia Carla permanecia sentada ao canto, mexendo no celular, indiferente.

Mas para Eloise, só o pai importava naquele instante.

— Eu sabia que era isso… — disse ela, apoiando-se na porta da cozinha com um sorriso suave. — O melhor estrogonofe do mundo.

O pai se virou, rindo.

— Promessa é promessa, filha.

O pai serviu um pouco do estrogonofe em um prato pequeno e empurrou para ela, ainda com o olhar orgulhoso.

— Prova. Quero ver se ainda tenho mão boa.

Eloise riu, pegando o garfo. — Como se fosse possível o senhor perder o dom. — Levou à boca a primeira garfada, fechando os olhos de prazer. — Continua perfeito.

— Não quero que você se machuque. — disse enfim. — Esses homens de dinheiro… nem sempre jogam limpo.

— Eu sei. — A voz dela saiu firme. — Mas eu também não sou ingênua, pai. A gente está se conhecendo, e eu não vou deixar que nada interfira no meu trabalho. O que tenho na empresa, conquistei com meu esforço, não por causa dele.

O pai assentiu devagar, como se estivesse pesando cada palavra. Depois, um sorriso breve suavizou o rosto.

— Você sempre foi mais forte do que pensa, filha. Só não esquece de ouvir o coração sem deixar a razão em silêncio.

Eloise inclinou-se, apoiando a mão sobre a dele.

— Prometo, pai.

Por um instante, não havia empresa, nem tramas, nem desconfiança. Só os dois, partilhando o prato de estrogonofe e o aconchego de estarem juntos de novo.

Ela apoiou a cabeça no ombro dele por alguns segundos, permitindo-se apenas ser filha. Por mais que o mundo lá fora estivesse em guerra, dentro daquela cozinha ela encontrou paz.

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