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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 65

A noite promete.

Eloise estava parada diante do espelho, observando o reflexo como se não o reconhecesse de imediato. O vestido justo em tom vinho abraçava suas curvas com elegância, sem ser vulgar. O decote discreto, o tecido macio que descia até a altura dos joelhos e a fenda lateral davam um ar sofisticado — quase ousado para alguém que passara semanas presa entre escritório e casa.

Nos pés, os saltos pretos alongavam ainda mais sua silhueta. O cabelo, solto em ondas leves, caía sobre os ombros, com aquele brilho natural que ela quase tinha esquecido de notar. Um batom vermelho, passado com cuidado, completava a produção.

Eloise piscou para o próprio reflexo, respirando fundo.

— Faz tempo que você não se vê assim… — murmurou para si mesma. — Ok, Eloise, você é jovem, precisa viver.

De repente, uma dúvida passou por sua cabeça.

“Será que deveria avisá-lo? Mas, afinal… nem somos um casal.”

Ajeitou a bolsa pequena sobre o ombro e desceu as escadas. O pai, sentado na sala, ergueu os olhos do livro e parou por alguns segundos, como se estivesse diante de outra versão da filha.

— Uau… — comentou, com orgulho evidente no olhar. — Minha menina está linda.

Eloise sorriu, um pouco tímida.

— Obrigada, pai. Vou sair com uma amiga hoje. Prometo não voltar tarde.

Ele fechou o livro devagar, analisando-a com atenção, mas sem julgamento. Apenas aquele cuidado paterno que nunca diminuía.

— Só toma cuidado, filha. Não é a roupa, nem a noite… é você que vale ouro.

Ela se aproximou, rindo baixinho.

— Eu sei, pode deixar.

O celular vibrou em sua mão. Uma notificação do Uber piscou na tela: “Seu motorista chegou.”

Eloise respirou fundo, pegou as chaves e se inclinou para beijar o rosto do pai.

— Te amo, pai. Qualquer coisa, me liga.

Ele segurou a mão dela por um instante, como se quisesse prolongar o momento.

— Se cuida, filha. — sorriu. — Te amo, princesa.

Ela se afastou devagar, o coração aquecido pelo gesto. Na porta, antes de sair, olhou mais uma vez para trás e o viu ali, sentado, orgulhoso e um pouco preocupado, mas feliz em vê-la viver.

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O carro parou em frente a uma fachada iluminada por letreiros em neon. A música já se fazia ouvir da calçada, o som das batidas graves reverberando no peito de quem passava. Uma pequena fila se formava na entrada, mas Eloise não teve tempo nem de pensar em esperar.

— Eloise! — a voz animada cortou o barulho.

Nathalia acenava com força logo à frente, eufórica, como se fosse a dona da noite. Estava em um vestido curto de paetês prateados que refletiam cada luz, o cabelo solto e um sorriso de quem não aceitava um “não” como resposta.

Eloise riu, rolando os olhos.

— Por favor… como se eu tivesse cabeça para isso.

— Ai, até parece! — Nathalia cutucou, divertida. — Mas relaxa, hoje você vai esquecer de trabalho, esquece de problemas, esquece de… tudo.

— Nathalia. — Eloise interrompeu com um olhar sério, mas o riso logo entregou que não havia raiva, apenas um segredo que ela não revelaria.

Nathalia gargalhou alto, brindando com ela.

— Tá bom, tá bom. Mas se aparecer um deus grego, pelo menos olha, combinado?

Eloise apenas balançou a cabeça, rindo, antes de dar mais um gole no drink.

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Do outro lado da área VIP, em um espaço ainda mais reservado, alguém observava.

Thiago Albuquerque recostava-se no sofá de couro escuro, o copo de cerveja na mão e o olhar fixo nas duas mulheres. O contraste entre Nathalia, brilhante e barulhenta, e Eloise, sofisticada e contida, lhe arrancou um sorriso quase imperceptível.

— Mas olha só… — murmurou para si mesmo, rindo baixo. — Conheço alguém que vai gostar muito disso.

Antes de ir até as meninas, pegou o celular, tirou uma foto delas e enviou a alguém. Só então seguiu para cumprimentá-las, com a alegria de sempre estampada no rosto.

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