Brincando com fogo.
O mundo ao redor parecia desaparecer. A música, as luzes, a multidão dançando — tudo sumia diante da presença dele.
A mão firme em sua cintura não se movia. O corpo colado às suas costas era como uma prisão e, ao mesmo tempo, um convite perigoso, deixava a respiração dela curta demais para disfarçar.
Eloise sorriu, mas não se virou. O álcool doce ainda ardia em seus lábios, e talvez fosse isso que lhe dava coragem.
— Não sabia que precisava da sua autorização para viver, senhor Monteiro.
Augusto riu baixo, um som curto e perigoso. Apertou um pouco mais a mão em sua cintura, inclinando o rosto para sentir o cheiro do cabelo dela.
— Viver, eu incentivo. Se expor… é outra história.
Ela finalmente girou o rosto, apenas o suficiente para encará-lo de lado. Os olhos verdes queimavam de ciúmes, mas o disfarce era um sorriso frio. Eloise, no entanto, já não estava com medo. Não agora.
— Se expor? — provocou, erguendo as sobrancelhas. — É isso que você chama de dançar? Achei que a sua lista de proibições fosse infinita…
Ele arqueou a sobrancelha, aproximando-se ainda mais.
— Talvez eu precise mesmo fazer uma lista, se você continuar me testando.
O coração dela disparou, mas a bebida a impedia de recuar. Pelo contrário. Eloise deu um passo para trás, colando-se ainda mais nele, e deixou os lábios quase tocarem sua orelha.
— Lista ou não… eu decido onde piso.
Augusto fechou os olhos por um instante, tentando controlar o próprio corpo que reagia a cada palavra atrevida. As mãos dele deslizaram da cintura até a lateral do quadril dela, puxando-a de volta quando ela ameaçou se afastar.
— Cuidado, Eloise — murmurou, a voz mais rouca agora. — Está brincando com fogo.
— Vamos.
Sem dar explicações, Augusto a guiou de volta pela pista até a mesa onde Nathalia gargalhava com Thiago, os copos já quase vazios.
— Ora, ora… — Thiago ergueu as sobrancelhas, observando os dois com um sorriso malicioso. — Eu avisei que seu segurança viria atrás, Eloise. E olha só, pontual como sempre.
Nathalia riu alto, batendo no braço dele.
— Thiago, foi você que entregou nossa localização.
Eloise gelou, mordendo o lábio inferior em silêncio. O comentário era uma piada para todos, mas para ela era uma confirmação. Thiago sabia. Augusto sabia. E, de algum modo, todos pareciam estar dois passos à frente dela.
Augusto, por sua vez, apenas ajeitou o punho da camisa, indiferente em aparência, mas os olhos fixos em Eloise denunciavam um controle que pendia por um fio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...