Sem palavras, Sem permissão.
O clima na mesa era leve, mas Eloise já não se importava com a conversa. A música chamava seu corpo, e ela se deixou levar pelo ritmo, levantando-se com um sorriso atrevido.
Nathalia vibrou, erguendo o copo:
— Isso, garota! Mostra como se faz!
Ela caminhou até a frente da mesa, deixando que a batida grave dominasse seus movimentos. O vestido vinho acompanhava cada curva, a fenda revelando flashes provocativos de sua perna. Os cabelos soltos caíam em ondas sobre os ombros, e o batom vermelho brilhava sob as luzes da boate.
Eloise sabia que estava sendo observada. Sabia, porque cada olhar masculino na área VIP grudava nela, desejando, avaliando, imaginando. E, por algum motivo que não entendia, aquilo não a fez recuar. Pelo contrário — a fez sorrir com ainda mais ousadia.
Mas entre todos os olhares, havia um que queimava diferente.
Augusto Monteiro a observava em silêncio. O maxilar rígido, os dedos tamborilando contra a lateral do copo, o olhar verde em chamas. O ciúme latejava em cada músculo dele, mas a expressão permanecia fria, controlada… até não ser mais possível.
Quando Eloise deslizou a mão pelo próprio quadril e deixou o corpo girar devagar, revelando a curva acentuada da cintura, Augusto se levantou.
Sem dizer uma palavra.
Ignorando os olhares e cumprimentos, agarrou-lhe a mão com firmeza. O toque não era agressivo, mas também não deixava espaço para resistência.
Eloise ofegou, surpresa, mas não teve tempo de protestar.
Augusto simplesmente a puxou para fora da pista, guiando-a com passos longos e decididos em direção à saída da boate.
Ele não olhou para trás.
Não explicou nada.
Não pediu permissão.
Com um movimento brusco, abriu a porta do passageiro e praticamente a guiou até o banco. Eloise entrou sem resistência, ainda sentindo a intensidade do toque dele.
Ele se inclinou, puxou o cinto e passou pelo corpo dela, encaixando-o com firmeza. O rosto chegou perigosamente perto do dela por um segundo. O perfume dele era inebriante, e Eloise precisou prender a respiração para não se perder ali mesmo.
Sem uma palavra, Augusto fechou a porta, deu a volta e entrou no banco do motorista.
O motor rugiu, e o carro deslizou pela avenida iluminada. O silêncio entre eles era denso, carregado de tudo o que não diziam.
No primeiro sinal vermelho, Augusto apoiou o braço no volante, desviando os olhos para o lado — e prendeu o olhar na fenda do vestido vinho. A perna dela se revelava sob o tecido, iluminada pelas luzes da rua, e por um instante ele esqueceu de respirar.
Eloise percebeu. E riu, suave, atrevida.
— Cuidado, senhor Monteiro… — provocou, virando o rosto para ele com um sorriso malicioso. — Vai acabar batendo o carro se continuar olhando assim… mas se quiser, eu seguro o volante por você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...