Entre Olhares e Provocações
Às 9h40, Augusto levantou-se da cadeira, ajeitou o paletó e saiu do escritório. O corredor estava silencioso, mas um detalhe chamou sua atenção: a mesa de Eloise estava vazia.
Franziu o cenho.
Seguiu até a sala de reuniões, empurrando a porta de vidro.
Lá estava ela.
Eloise já organizava o material sobre a mesa: contrato aberto, canetas alinhadas, copos de água dispostos com precisão. Os cabelos caíam em ondas sobre os ombros, e o vestido desenhava suas curvas de maneira sutil, mas inegável.
— Estava à sua procura. — a voz dele soou grave, preenchendo a sala.
Eloise ergueu os olhos rapidamente, corando.
— Me desculpe, senhor Monteiro. Eu deveria ter avisado. Só quis deixar tudo pronto para a reunião.
Augusto fechou a porta atrás de si e caminhou até ela com passos firmes. Cada movimento parecia calculado, mas havia algo diferente em seu olhar — algo faminto.
Parou próximo, tão próximo que o perfume amadeirado invadiu o espaço dela. Inclinou-se, deixando a boca roçar a pele macia do pescoço dela. Um beijo lento, quente, se depositou ali, fazendo Eloise arrepiar da cabeça aos pés.
O mundo pareceu se calar naquele instante. Não havia relógio, contratos ou compromissos. Apenas a boca dele contra sua pele e o arrepio que percorreu sua espinha, denunciando o quanto já estava perdida.
Ela prendeu a respiração, tentando manter o controle, mas o corpo já o reconhecia.
A mão dele deslizou até a cintura dela, firme, puxando-a contra si. O corpo de Eloise se encaixou no dele com naturalidade perigosa, como se ambos pertencessem àquele instante.
O silêncio da sala se encheu apenas da respiração acelerada de Eloise.
— Augusto… — ela murmurou, sem forças para afastá-lo.
O sorriso dele contra a pele dela foi a única resposta.
E então, a porta se abriu.
— Ops… — a voz divertida quebrou o clima como um estalo. — Acho que cheguei cedo demais para a reunião.
Thiago estava na porta, braços cruzados, um sorriso maroto estampado no rosto.
Augusto ergueu o olhar devagar, os dedos ainda firmes na cintura de Eloise, antes de soltá-la com relutância. Endireitou a gravata e, com a voz grave, disparou:
— Sempre atrapalhando, não é, Thiago?
O outro riu, entrando com a maior naturalidade.
— Que culpa eu tenho se tenho timing perfeito? — retrucou, piscando para Eloise, que recuou de imediato, ajeitando o vestido, o rosto em chamas.
— Augusto. — cumprimentou com firmeza, em tom respeitoso. — Thiago.
Os dois retribuíram com profissionalismo. Mas quando o olhar pousou em Eloise, a formalidade suavizou.
— Senhorita Nogueira. — disse com um sorriso que demorou um pouco mais do que o necessário. — Preciso dizer… está ainda mais elegante pessoalmente.
Eloise corou levemente, agradecendo com um sorriso educado.
— Muito obrigada, senhor Heitor.
Augusto não disfarçou o maxilar contraído.
Mas Heitor já desviava o olhar para Nathalia, sorrindo com ousadia.
— Começo a achar que o requisito para trabalhar nesta empresa não é só competência, mas também beleza. — comentou em tom brincalhão, deixando os olhos deslizarem de Eloise para Nathalia. — Porque veja só… mais uma joia rara neste escritório.
Nathalia tinha uma beleza que enchia a sala de imediato. Diferente da sofisticação contida de Eloise, a secretária de Thiago irradiava algo naturalmente radiante. Os cabelos loiros em ondas leves moldavam o rosto de traços delicados, a pele alva contrastava com os olhos azuis vivos, sempre brilhando como se escondessem uma travessura. O corpo esguio, bem equilibrado, tinha a postura de quem chamava atenção sem precisar forçar.
Era uma beleza jovem, espontânea, quase arrebatadora — do tipo que atraía olhares sem pedir licença.
Nathalia riu curto, pousando a pasta sobre a mesa com naturalidade. Eloise desviou o olhar, desconfortável.
Augusto apenas observava em silêncio. Mas os olhos verdes, agora escurecidos, denunciavam cada músculo retesado pela irritação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...