Promessa Quebrada.
— Isso é uma farsa! — a voz quebrou, mas não vacilou. — Você acha que me conhece, mas está me julgando pelas mentiras do seu pai e pelas traições do seu passado.
Augusto se aproximou ainda mais, até que os olhos verdes dela refletiam o fogo dos dele.
— Eu estou te julgando pelas escolhas que você fez.
As lágrimas finalmente escaparam, mas Eloise não baixou a cabeça.
— Então olhe bem, Augusto. — disse, a voz embargada, mas firme. — Porque eu sei quem eu sou. E sei que não fiz nada do que está dizendo.
O silêncio caiu pesado. Apenas a respiração acelerada dos dois preenchia o espaço. Ele, dominado pela raiva e pelo orgulho. Ela, ferida e injustiçada, mas ainda de pé.
Era um empate brutal.
Nenhum deles cedia.
Mas o estrago já estava feito.
— Augusto! — Claudia foi a primeira a se levantar, a voz firme. — Não faça nada precipitado. Você sabe que pode estar sendo manipulado!
Thiago a apoiou de imediato, o rosto tenso.
— Eu concordo. Esse vídeo pode ter sido adulterado. É cedo demais pra…
— Chega! — Augusto explodiu, o tom grave ecoando como um trovão na sala. — Eu não preciso da defesa de vocês. Eu vi o suficiente.
Virou-se de volta para Eloise, que permanecia de pé, a respiração trêmula, os olhos marejados mas ainda fixos nele.
— Está demitida, Eloise. — a sentença saiu gelada, definitiva. — Pegue suas coisas e saia da minha empresa.
— Augusto… — Claudia tentou mais uma vez, mas ele ergueu a mão, cortando-a.
— Sua carreira acabou. — disse, cruel, cada palavra como um golpe. — Nunca mais vai conseguir trabalho nesta cidade. Nem de faxineira. Eu vou enterrar a sua reputação, Eloise Nogueira. O único lugar que lhe resta é o esgoto, da onde nunca deveria ter saído.
As palavras caíram sobre ela como lâminas afiadas. O peito ardia, o coração parecia despedaçar. Mas, mesmo com as lágrimas escorrendo, Eloise não baixou a cabeça.
Respirou fundo, buscando forças no fundo da dor.
— Você prometeu… que antes de tirar conclusões me ouviria. — sua voz falhou, mas a raiva brilhou em meio ao choro. — Você quebrou sua promessa, Augusto Monteiro.
Ele cerrou o maxilar, sem responder. O silêncio pesado era ainda pior que o ódio.
Eloise deu um passo para trás, os olhos verdes dele gravados em sua mente como feridas abertas. A voz saiu trêmula, mas firme:
— Pode destruir minha carreira, Augusto. Pode me esmagar como ameaça agora… Mas nunca vai apagar a verdade.
— Eu vou atrás da verdade. — afirmou com firmeza. — Juro que vou trazer a verdade inteira. E se for isso mesmo… se for exatamente o que parece, pode ter certeza que eu vou apoiar você em qualquer decisão.
Augusto não respondeu, apenas manteve o maxilar travado. Thiago o encarou por mais alguns segundos, depois virou-se e saiu da sala, os passos pesados ecoando pelo corredor.
Mas a mente dele fervia. Não era que duvidasse do vídeo — era que não conseguia acreditar que Eloise, aquela mulher doce e atrevida, que tinha Augusto na palma da mão se quisesse… fosse capaz de vender um projeto por dinheiro. Se ela quisesse riqueza, poderia conseguir muito mais sem precisar disso.
Cláudia, então, deu um passo à frente. A expressão, antes serena, agora era de indignação.
— O que você fez foi errado, Augusto. — disse, firme, quase dura. — Julgar sem ouvir, ferir sem dar a chance de se defender… você sabe que não é justo.
Mas ele se virou, os olhos faiscando de raiva contida.
— Basta, Cláudia. — cortou, rude. — Me deixe sozinho.
Ela suspirou, decepcionada, mas não insistiu. Pegou a bolsa e saiu da sala, fechando a porta atrás de si.
Augusto ficou sozinho, encarando a cidade pela janela.
Por fora, era o CEO implacável.
Por dentro, era apenas um homem consumido pelo ódio… e pela dúvida que insistia em corroer suas certezas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...