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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 97

O gosto Amargo da Dor

Os saltos de Eloise ecoavam pelo mármore frio, mas sua respiração estava falhando. As lágrimas insistiam em cair, borrando a maquiagem que ela havia passado pela manhã para disfarçar o cansaço.

O elevador se abriu, e assim que ela pisou no saguão, os olhares se voltaram.

Todos.

Primeiro, apenas silêncio. Depois, os sussurros cortantes, como lâminas invisíveis.

— Primeiro ela chegava sozinha… e agora desce chorando. — murmurou uma voz.

— O golpe foi descoberto. — outra completou. — Certeza.

Eloise apertou a bolsa contra o peito, o passo vacilante, mas manteve a cabeça erguida — mesmo que os olhos marejados a denunciassem.

— Ela achou mesmo que Augusto Monteiro, o imperdoável, ia se apaixonar por uma secretáriazinha? — alguém disse, rindo baixo.

— Mulher pra ele é a Thamires Santana. — outra voz, carregada de veneno. — Elegante, poderosa… uma deusa. Não essa coitadinha.

Cada palavra era um peso extra em seus ombros. Eloise caminhava em meio àquele corredor invisível de julgamentos, sem forças para responder, sem coragem de encarar ninguém.

Quando as portas se fecharam atrás dela e o ar da rua a atingiu, respirou fundo, tentando manter-se de pé.

O táxi a deixou em casa minutos depois. Ela abriu a porta com mãos trêmulas.

Silêncio.

Vazio.

O coração apertou ao perceber que a sala parecia ainda mais fria sem o pai ali.

O relógio na parede marcava as horas devagar, mas o tempo não passava.

Eloise deixou a bolsa cair no sofá, caminhou até o quarto e sentou-se na cama.

Sozinha.

Sem Augusto.

Sem o pai.

Sem ninguém para defendê-la da mentira que já começava a destruí-la. As lágrimas, que ela tentou conter no caminho, finalmente caíram livres.

Eloise deitou sobre os lençóis, abraçando o próprio corpo como se fosse a única âncora.

Naquele instante, percebeu: não era apenas o mundo que havia virado as costas para ela.

Era o homem que ela começava a amar.

Um calafrio percorreu sua espinha.

Ela apagou a luz da sala e voltou para o quarto, mas o sono não veio mais.

A sensação de que não estava sozinha — de que havia algo errado desde o começo — a perseguiu até o amanhecer.

Enquanto isso, em outro canto da cidade, o copo de cristal girava lentamente entre os dedos de Augusto Monteiro.

O ambiente era sofisticado, iluminado por luzes baixas. Não era um bar qualquer — mesas de jogo ao fundo, um piano preenchendo o ar com notas suaves, garçons discretos servindo bebidas caras.

Mas nada daquilo importava.

O whisky descia queimando pela garganta, mas não apagava o fogo que consumia seu peito.

A raiva, o orgulho, a mágoa. E, no fundo, a dúvida que ele não conseguia admitir nem para si mesmo.

Eloise.

O nome dela vinha como um veneno doce, impossível de ignorar.

Augusto apoiou os cotovelos na mesa, passando a mão pelos cabelos. O reflexo no vidro mostrava não o CEO implacável que todos temiam, mas um homem à beira de perder o controle.

E, pela primeira vez em muito tempo, ele não tinha certeza se estava vencendo… ou apenas se destruindo.

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