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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 10

Capítulo 10 — As Regras do Jogo

Adrian Foley

Eu a encarei por um segundo a mais do que o profissionalismo exigia. Ouvir o "tudo bem, eu aceito" sair dos lábios de Victoria Clark trouxe um alívio que eu não pretendia admitir para mim mesmo, muito menos para ela.

O jogo estava ganho. O império que passei a juventude erguendo continuava seguro nas minhas mãos. Meu avô teria o casamento que queria, e eu teria o controle de volta.

Mas olhar para ela, parada ali com os braços cruzados, os olhos castanhos ainda faiscando de puro rancor, me lembrava de que o controle era uma ilusão frágil. Ela estava rendida pela situação, mas não estava quebrada. E isso a tornava perigosa.

Dei um passo na direção dela, quebrando a distância e fazendo com que ela tensionasse os ombros. Eu precisava estabelecer os limites imediatamente. Para o bem da empresa, e para o bem da minha própria sanidade.

— Vamos aos termos — ditei, a minha voz adotando o tom gélido que eu usava nas salas de reunião da Foley Enterprises. — O contrato terá validade até que meu avô faça a transferência oficial e irrevogável das ações da holding para o meu nome. O que deve levar cerca de um ano. Até lá, você será legalmente a minha esposa.

Victoria ergueu o queixo, sustentando o olhar.

— Um ano — ela repetiu, como se estivesse calculando o tempo de uma sentença. — E quais são as suas regras para esse ano de tortura?

— Regra número um: aparências — comecei, mantendo as mãos nos bolsos do terno. — Diante do meu avô, da mídia e da sociedade, seremos o casal perfeito. Quero sorrisos, trocas de olhares e toda a encenação necessária para que ninguém desconfie de que isso é um negócio. Se formos vistos em público, você agirá como uma mulher apaixonada.

— Eu sou ótima atriz, senhor Foley. Engoli a minha repulsa por você em menos de cinco minutos pela minha tia, fingir que gosto da sua presença vai ser moleza — ela disparou, o sarcasmo pingando de suas palavras.

Travei o maxilar, mas ignorei a provocação.

— Regra número dois: privacidade. Dentro da minha casa, manteremos distância absoluta. Dormiremos em quartos separados. Minha ala da mansão é estritamente privada; você não entra lá a menos que seja convidada, o que não vai acontecer.

— Excelente. É a minha cláusula favorita — ela rebateu prontamente. — Mas já que isso é um acordo comercial, eu também tenho o direito de estabelecer os meus termos — ela cravou os olhos castanhos nos meus, dando um passo à frente. — E quero acrescentar uma cláusula. Enquanto estivermos casados, não podemos dormir com outras pessoas. Nem eu, nem você. Se eu tenho que manter a pose de esposa perfeita e fiel diante da mídia para proteger o seu império, você vai fazer o mesmo. Não vou passar a vergonha de ver o meu marido estampado em portais de fofoca com outras mulheres.

O pedido dela me pegou desprevenido. Por dentro, uma satisfação possessiva e irracional cresceu no meu peito. A mera ideia de visualizar Victoria com outro homem, de pensar em outros braços ao redor daquela cintura que eu tinha mapeado na noite anterior, causava uma queimação de fúria no meu estômago. Aquela regra me servia perfeitamente. Eu não queria vê-la perto de ninguém.

Mas eu era Adrian Foley. Eu não deixava transparecer uma única fraqueza. Esbocei um sorriso frio, o olhar descendo pelos lábios vermelhos dela antes de voltar para os seus olhos.

— Não tenho tempo para isso, Victoria. Minha vida é o trabalho. Resumindo... — dei de ombros, adotando um tom de descaso. — Fique tranquila. Eu não tenho a intenção de ficar com ninguém. E ontem, você só conseguiu ficar comigo porque eu estava drogado.

Vi o instante exato em que as palavras a atingiram, mas antes que ela pudesse retrucar, usei a vantagem para testar os limites dela. A verdade é que a memória da pele dela sob a minha ainda estava viva demais na minha mente. Se íamos ficar confinados na mesma casa, sob exclusividade, meu corpo exigia uma válvula de escape.

— No entanto — continuei, abaixando o tom de voz, estreitando a distância entre nós até que eu pudesse sentir o calor sutil que emanava dela — Já que seremos exclusivos e o contrato vai exigir muito de nós diante do público... pensei em colocar uma subcláusula. Já que não vamos dormir com mais ninguém, podemos extravasar o estresse juntos quando for necessário. Afinal, a química ontem à noite não foi um problema.

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