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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 11

Capítulo 11 — O Teatro dos Foley

Victoria Clark

O dia da assinatura do contrato tinha sido um borrão de alívio e humilhação silenciosa. Adrian Foley sequer se deu ao trabalho de aparecer pessoalmente para me entregar as folhas que selariam o meu destino; em vez disso, enviou seu assistente, Henry.

No fundo, pensei enquanto encarava as linhas frias do documento, foi melhor assim. Eu não teria estômago para olhar na cara daquele cretino enquanto abria mão da minha liberdade.

Mas uma coisa eu precisava admitir, o que ele promete, ele cumpre. Ele prometeu cuidar da tia Marie e em menos de vinte e quatro horas, ela foi transferida para a melhor ala do hospital particular, com uma equipe médica de ponta e todos os medicamentos que precisava para respirar sem dor.

Vê-la confortável, com a cor voltando às bochechas, fez cada gota do meu orgulho ferido valer a pena. Mesmo que eu estivesse me ligando àquele babaca arrogante, minha tia estava bem. Isso era tudo o que importava.

Adrian tinha sido estratégico até com o anúncio do casamento. Ele convenceu o senhor Victor a manter o matrimônio em segredo absoluto por enquanto, alegando que estava no meio de uma transação corporativa crucial e que um casamento da Foley Enterprises exigiria uma festa monumental para o conselho e investidores.

Se fizessem algo às pressas, pegaria mal para o mercado. O velho Victor, embora relutante no início, acabou concordando. Ele disse que um casamento planejado para dali a alguns meses significaria que a tia Marie já teria alta e poderia estar na igreja comigo e então a família toda estaria reunida.

Em apenas uma semana, o senhor Victor tinha se tornado um porto seguro. Ele era um fofo, atencioso ao extremo, e visitava o hospital quase todos os dias, enchendo o quarto da minha tia de flores e conversas alegres. Era quase inacreditável que um homem tão caloroso tivesse sangue em comum com o monstro de gelo do neto.

— Terra chamando Vic! — A voz de Sara me puxou de volta à realidade.

Eu estava de pé, no centro do meu pequeno apartamento, usando um vestido simples, mas elegante, que Henry havia mandado entregar. Sara terminou de ajustar o zíper nas minhas costas, deu um passo para trás e a campainha tocou. Um sorriso debochado e cúmplice surgiu no rosto da minha amiga.

— Seu Homem de Ferro chegou — ela brincou, cruzando os braços.

Revirei os olhos, ajeitando uma mecha do cabelo.

— O apelido casa bem, ele é arrogante exatamente como o Tony Stark.

Sara deu um passo à frente e segurou a minha mão, o olhar amolecendo com carinho.

— Então seja a Pepper Potts, amiga. E doma esse homem.

Nós duas rimos, quebrando um pouco da tensão que esmagava meu peito. Girei em direção ao espelho, avaliando o caimento do tecido no meu corpo, e depois me voltei para ela.

— Como eu estou? — perguntei, com um frio genuíno na barriga.

— Linda. Maravilhosa — Sara garantiu, os olhos brilhando. — Eu duvido que o Babaca Foley vá conseguir resistir vendo você assim.

Balancei a cabeça em negação, fingindo indiferença.

— O melhor para nós dois é manter a distância, Sara. É um negócio.

Eu não respondi mais nada, mas, lá no fundo, uma pontinha traidora do meu subconsciente desejou que ele realmente não resistisse. O magnetismo daquele homem era um veneno perigoso, e eu já estava infectada.

Caminhei até a porta, respirando fundo e esperando dar de cara com aqueles olhos azuis gélidos, mas quando abri, encontrei o sorriso simpático de Henry.

— Bom dia, Victoria. Pronta? — ele cumprimentou, olhando ao redor. — Onde estão as bagagens?

— Só tenho uma — respondi, apontando para a mala solitária perto do sofá.

Henry assentiu, pegando a alça com rapidez.

— Vou levar para o carro e espero você lá embaixo. Com licença.

Assim que ele saiu, Sara parou ao meu lado e me envolveu em um abraço apertado.

— Boa sorte, Vic. Você vai precisar para aguentar o Adrian.

Soltei uma risada anasalada, apertando-a de volta.

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