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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 12

Capítulo 12 — O Xeque-Mate do Vovô

Victoria Clark

— É assim que quero ver sempre os meus netos — a voz alegre e firme do senhor Victor ecoou, vinda de trás de nós. Ele nos encarava com os olhos brilhando de felicidade e um sorriso enorme no rosto. — Juntos, e apaixonados!

Me afastei de Adrian com o coração batendo na garganta, tentando recuperar a compostura enquanto o calor do hálito dele ainda evaporava da minha pele. Curvei os lábios no meu melhor sorriso e caminhei na direção do patriarca dos Foley.

— Senhor Foley, que bom vê-lo — assumi o tom mais caloroso que consegui, aproximando-me para um abraço.

Ele me envolveu em seus braços imediatamente, transbordando um carinho que há muito tempo eu não sentia vindo de ninguém além da minha tia.

— Vic, minha querida, já disse que é para me chamar de vovô — ele me corrigiu docemente assim que nos separamos, segurando minhas mãos.

— Vovô — repeti, sentindo um aquecimento genuíno no peito.

— Isso mesmo! — Ele sorriu, radiante, antes de se voltar para o neto e puxá-lo para um abraço forte. Deu dois tapinhas entusiasmados nas costas de Adrian. — Você não tem ideia de como estou feliz em ver você finalmente se casar, meu rapaz. E com uma mulher linda e maravilhosa como a Vic.

Adrian se separou do avô, ajeitando discretamente o paletó do terno.

— Também estou feliz, vovô — ele respondeu.

Virei o rosto para ele no mesmo instante. Por uma fração de segundo, a frieza habitual daqueles olhos azuis pareceu dar lugar a algo profundo e denso. Havia uma pontada tão nítida de sinceridade na voz dele que meu estômago despencou. Parecia, por um momento assustador, que ele realmente estava feliz em se casar comigo.

Antes que eu pudesse decifrar aquele enigma de gelo, Henry se aproximou a passos rápidos, indicando a entrada da prefeitura.

— Com licença, senhores. O juiz já está nos aguardando.

Nós quatro seguimos pelo corredor imponente até a sala de audiências. A cerimônia civil foi muito mais rápida do que eu imaginava. O juiz leu as palavras protocolares, coletou nossas assinaturas naquele papel que ditava o início da minha sentença de um ano e, por fim, fechou a pasta com um sorriso formal.

— Sendo assim, eu os declaro casados perante a lei. Pode beijar a noiva.

Adrian se virou para mim. Ele inclinou o corpo e me deu apenas um selinho rápido, frio e puramente protocolar. Mal nossos lábios se encostaram e ele já estava se afastando.

O senhor Victor, obviamente, não engoliu a encenação.

— Pelo amor de Deus, Adrian! É o seu casamento, não seja tímido — o velho esbravejou, indignado. Ele estendeu a mão e deu um tapa direto no peito de Henry, que estava parado ao lado. — Prepara a câmera do celular, Henry! Eu quero a foto desse beijo em cima da mesa do escritório do Adrian na segunda-feira de manhã.

— Vovô, não há necessidade de... — Adrian começou a protestar, o maxilar já travando de irritação.

O senhor Victor o encarou de volta, estreitando os olhos, pronto para armar um barraco familiar bem diante do juiz de paz. Vendo que os dois começariam uma discussão desnecessária e que aquilo colocaria nosso acordo em risco, tomei a iniciativa.

Dei um passo à frente, quebrando o espaço entre nós, e lacei meus braços ao redor do pescoço de Adrian. O corpo dele tensionou instantaneamente sob o meu toque.

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