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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 13

Capítulo 13 — Fora de Controle

Adrian Foley

— Dois dias em um resort de luxo em San Diego. O avião particular já está na pista e as bagagens de vocês já foram enviadas. Podem ir.

As palavras do meu avô ecoaram na minha mente como um teste absurdo para os meus limites. Dois dias. Lua de mel. O velho realmente tinha enlouquecido de vez. Senti o maxilar travar, mas recuperei minha postura rígida antes de responder.

— Não tenho tempo, vovô. O senhor não podia ter feito isso sem me consultar — rebati, a voz cortante.

— Ora, Adrian, deixe de ser um robô! É o seu casamento! — ele esbravejou de volta.

Antes que a nossa discussão escalasse ali mesmo, no meio dos degraus da prefeitura, Victoria interveio. Exatamente como fez na sala do juiz, ela deu um passo à frente para desarmar a bomba.

— Vovô, eu agradeço, de verdade — ela disse, se aproximando do meu avô com um sorriso doce. — Mas podemos remarcar para um dia em que o Adrian esteja disponível. O que acha?

A encarei, surpreso pela sensatez, mas ela nem me deu chance de falar e continuou:

— Além do mais, eu não posso sair por dois dias sem avisar a tia Marie, não posso deixá-la sozinha. E também... um amigo meu acaba de desembarcar da Europa e prometi almoçar com ele amanhã.

A última frase me atingiu como um soco direto no estômago.

— Amigo? Que amigo? — A pergunta escapou da minha boca em um tom muito mais ríspido e cortante do que eu pretendia.

Victoria virou o rosto para me encarar, os olhos castanhos estreitados em desafio.

— Você deixou bem claro que não tinha planos, Adrian. Meu amigo Lucas estava na Europa a negócios, ele voltou e convidou a mim e a Sara para almoçar.

Fechei as mãos em punhos ao lado do corpo, sentindo meu sangue esquentar instantaneamente. Uma sensação incômoda e desconhecida se acendeu no meu peito, algo que eu não sabia e nem queria decifrar. Lucas. Que diabos era esse cara?

Desviei o olhar por um segundo e notei os olhos do meu avô cravados em mim. Ele tinha um sorriso vitorioso, quase cínico, no canto dos lábios, como se tivesse farejado perfeitamente o meu incômodo ao saber que a minha esposa almoçaria com outro homem amanhã.

O velho se voltou para Victoria, segurando as mãos dela com afeto.

— Eu sabia que você seria perfeita para o Adrian, querida — ele disse, antes de me lançar um olhar provocativo. — Tudo bem, eu cancelo a viagem e remarcamos depois. Já que você prefere trabalhar e deixar sua mulher em plena lua de mel almoçar com outro...

— Vovô, não diga isso — Victoria interrompeu, soltando um risinho cúmplice para ele. — Não é "outro", é só um amigo.

Os dois riram, e aquela cumplicidade barata foi a gota d'água. Minha paciência explodiu.

— Não haverá almoço nenhum! — decretei, a voz ecoando firme. — Faremos a viagem. Agora mesmo.

Antes que ela pudesse rebater, segurei a mão de Victoria e comecei a puxá-la em direção ao carro.

— O que você pensa que está fazendo? — ela protestou, tentando frear os passos, mas eu a mantive firme sob o meu comando.

— Te levando para o carro. Nós vamos para San Diego.

Atrás de nós, a voz estridente do meu avô começou a berrar no meio da rua:

— Fotos! Quero muitas fotos de vocês dois se divertindo!

Olhei por cima do ombro e vi o velho e Henry rindo abertamente da situação. Bufei, irritado por ter sido manipulado tão facilmente, mas não voltei atrás.

— Cuida da tia Maire, vovô. — Victoria gritou, e ele respondeu.

— Eu cuido, querida. Divirta-se!

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