Entrar Via

Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 22

Capítulo 22 — Ruídos no Silêncio

Adrian Foley

A fúria que queimava no meu peito enquanto eu cruzava os corredores do resort era alimentada por puro orgulho ferido. O momento incrível que havíamos compartilhado na piscina privativa, a entrega dela, a confiança, o calor da sua pele contra a minha, tinha sido estraçalhado no segundo em que o nome daquele maldito Lucas ecoou pelo espaço.

Mas o que realmente me quebrou, o que me fez dar as costas e sair andando sem olhar para trás, foi ouvi-la dizer com tanta naturalidade: “Mas você sabe que é só um contrato.”

Era isso. Mesmo depois de quase se afogar e de se agarrar a mim como se eu fosse o seu único porto seguro, era assim que ela sempre nos veria. Como um negócio. Um pedaço de papel assinado para garantir o tratamento da sua tia.

Me tranquei no banheiro da suíte, deixei a água gelada do chuveiro bater contra a minha cabeça, mas nem isso foi capaz de resfriar o meu sangue.

Quando saí, enrolado na toalha, e Victoria passou os braços ao redor da minha cintura por trás, deixando um beijo terno nas minhas costas, a minha vontade real foi virar de frente, puxá-la pela nuca e terminar o que havíamos começado na água. Eu a queria tanto que chegava a doer.

Mas o orgulho falou mais alto. Me forcei a resistir. Se ela me via estritamente como um contrato, era exatamente assim que eu a trataria. Devolvi a frieza que achei que merecia dar, nós discutimos como sempre e, inflamada, ela se trancou no banheiro.

No mesmo instante, caminhei a passos largos até a porta de madeira, com os punhos cerrados, pronto para esmurrar a estrutura e gritar que a nossa conversa não tinha acabado. Eu queria o controle de volta. Mas, no segundo em que ergui a mão, um som abafado me fez congelar no lugar.

Victoria estava chorando.

Não era um choro de raiva; era um pranto doloroso, sofrido, de alguém que parecia estar se quebrando em pedaços do outro lado da tranca. Aquele som atingiu o meu peito com a força de um estilhaço de vidro. Meu estômago revirou de culpa. De novo.

Lentamente, abaixei a mão e encostei a testa na madeira fria, fechando os olhos. Toda a minha presunção e o meu desejo de confrontá-la evaporaram. Fiquei ali, imóvel, sem coragem alguma para seguir em frente com a minha ideia idiota. Eu tinha causado aquilo.

Me afastei em silêncio, me sentei na beirada da cama e fiquei apenas esperando que ela saísse. Minutos longos e tortuosos se passaram até que o clique da fechadura ecoou. A porta se abriu e Victoria passou por ela.

Meu coração apertou ao ver seu rosto; os olhos castanhos estavam visivelmente vermelhos e inchados de tanto chorar. Tentei puxar um assunto trivial para limpar o clima pesado.

— Você não está com fome? — perguntei, a voz saindo mais mansa do que o habitual. — Nós não comemos nada desde que desembarcamos em San Diego.

— Estou sem fome — ela respondeu de forma seca, sem sequer me olhar nos olhos. Caminhou até a mala, pegou uma muda de roupa leve e completou: — Vou descansar um pouco antes do luau.

Arqueei uma sobrancelha, surpreso.

— Você ainda vai a esse luau?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo