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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 24

Capítulo 24 — Sem Cláusulas

Adrian Foley

Eu sabia que não deveria ceder. Minha mente racional, moldada por anos de pura frieza, gritava que eu deveria dar um passo atrás e fazer valer o maldito contrato que eu mesmo havia imposto.

Mas a verdade era que aquela armadura já estava reduzida a pó. Eu estava mais rendido do que jamais seria capaz de admitir em voz alta.

O que eu tinha acabado de propor, a trégua temporária da nossa realidade contratual, era errado, perigoso para o meu próprio controle, mas eu já tinha cruzado a linha de chegada. E não ia voltar atrás. Não quando eu estava desesperado para tê-la de novo.

Quando os lábios dela se moveram e a resposta veio em um sussurro decidido

— Sim... eu deixo — algo simplesmente explodiu dentro do meu peito.

Cortei a pouca distância que nos separava e a beijei profundamente. Minha língua invadiu a sua boca com uma fome represada há dias, encontrando a dela em um ritmo urgente, possessivo. Victoria soltou um gemido baixo contra os meus lábios, entrelaçando as pernas ao redor do meu quadril, e aquele foi o meu fim.

Afastei os lençóis com brutalidade, me desfazendo das poucas roupas que nos cobriam até que não restasse nada além de pele contra pele. Sob a luz fraca do abajur, eu a encarei por um segundo.

— Você é linda, Vic... Porra, você é perfeita — sussurrei, a voz rouca, quase irreconhecível enquanto meus olhos varriam cada curva do seu corpo.

Eu queria venerá-la. Queria que ela soubesse que cada centímetro dela me pertencia naquela noite. Desci meus lábios pelo seu pescoço, trilhando um caminho de beijos ardentes até os seus seios.

Abocanhei um dos mamilos rígidos, chupando-o com vontade enquanto minha mão massageava o outro, arrancando dela um arquejo alto, as mãos cravadas nos meus ombros.

Victoria arfava, jogando a cabeça para trás, completamente entregue ao que eu estava fazendo. Desci ainda mais, saboreando a sua pele quente, o cheiro doce que me enlouquecia, até me posicionar entre as suas pernas.

Afastei suas coxas com delicadeza e a toquei, sentindo-a completamente molhada, quente e pronta para mim. Quando levei meus lábios até ali, Victoria deu um solavanco na cama, os dedos se enterrando nos meus cabelos.

A chupei com precisão, ouvindo seus gemidos manhosos ecoarem pelo quarto, até que o corpo dela se esticasse por inteiro e ela escorregasse pelo primeiro orgasmo da noite, chamando meu nome em um sussurro desesperado.

Subi de volta pelo seu corpo, cobrindo-a, sentindo o seu peito subir e descer freneticamente. Fiquei por cima dela, os nossos olhares fixos, a tensão sexual no limite do suportável.

— Porra, Vic... você é tão gostosa — rosnei perto do seu ouvido, roçando o meu membro contra a sua intimidade.

Estiquei o braço esquerdo e abri a gaveta do criado-mudo com pressa. Victoria, manhosa e impaciente pelo calor do meu corpo, choramingou baixinho, segurando o meu ombro.

— O que você vai fazer? — ela perguntou, a voz sôfrega.

Soltei um riso curto, achando graça da sua urgência, e dei um beijo rápido em seus lábios.

— Seja paciente, querida. Vou pegar uma camisinha.

Agradeci mentalmente ao vovô por ter escolhido uma suíte nupcial, e o estoque do hotel estar cheio. Rasguei a embalagem com os dentes, protegi-me rapidamente e voltei a me posicionar sobre ela.

Segurei suas mãos, entrelaçando nossos dedos contra o colchão, e a tomei de forma lenta e profunda. Victoria soltou um gemido longo, os olhos se fechando enquanto seu corpo se moldava perfeitamente ao meu.

— Querida, você é tão apertada, e tão… minha. — minhas palavras a chamando de “minha” não mexeram só comigo, mexeram com ela também. Mas eu não queria pensar nisso. Não agora.

Comecei a me mover sem pressa, deliciando-me com a sensação esmagadora de estar dentro dela, aumentando o ritmo conforme ela clamava por mais, até que nós dois afundamos juntos em um ápice que fez o quarto inteiro parecer girar.

Minutos depois, com o ritmo cardíaco finalmente desacelerando, Victoria se debruçou sobre o meu peito nu, traçando círculos preguiçosos com o dedo indicador na minha pele. Um sorriso provocativo e tipicamente dela surgiu em seus lábios.

— Vai me expulsar da sua cama hoje também, senhor Foley?

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