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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 25

Capítulo 25 — A Sombra do Status

Victoria Clark

Eu sabia que não deveria. Uma voz bem lá no fundo da minha mente, aquela parte racional que passou os últimos anos me blindando de decepções, tentava me alertar de que eu estava pisando em terreno perigoso.

Mas a verdade é que a felicidade estava transbordando dentro do meu peito, vívida e incontrolável. Desde o segundo em que Adrian Foley e eu havíamos nos conhecido, nossa relação tinha sido um campo de batalha repleto de farpas, humilhações silenciosas e desconfiança.

No entanto, contra todas as expectativas, hoje estava sendo o melhor dia da minha vida em muito tempo. O beijo na decolagem, a entrega na piscina privativa e a intensidade avassaladora que compartilhamos entre os lençóis da suíte presidencial haviam mudado tudo.

Nós estávamos caminhando de mãos dadas pelo saguão do resort, seguindo a trilha indicada em direção à praia onde o luau já estava acontecendo, quando uma voz masculina, arrastada e carregada de ironia, cortou o ar:

— Adrian Foley? Então é aqui que você está se escondendo do mundo?

No mesmo milésimo de segundo, senti o corpo de Adrian enrijecer sob o meu toque. Como se tivesse sido atingido por uma descarga elétrica, ele soltou a minha mão de forma abrupta, restabelecendo uma distância formal entre nós.

Olhei para ele, genuinamente confusa com aquela reação repentina, mas Adrian já exibia sua máscara fria de CEO. Ele virou o corpo devagar, encarando o homem que se aproximava, e pronunciou o nome dele com puro escárnio:

— Edgar Walton. E eu não estou me escondendo. Estou apenas curtindo um final de semana.

O tom de voz do Adrian era cirúrgico, cortante como uma lâmina de gelo, mas isso não pareceu abalar o homem nem por um segundo. Edgar Walton era um homem de meia-idade, vestindo roupas de grife milimetricamente alinhadas, com um sorriso cínico que não chegava aos olhos.

— Sim, curtindo... — Edgar semicerrou os olhos, desviando o foco do Adrian para cravar o olhar em mim. Ele me mediu de cima a baixo com uma lentidão insolente que me causou náuseas instantâneas, antes de concluir: — E em excelente companhia, pelo visto.

O homem me deu uma piscadinha cúmplice, um gesto carregado de uma audácia que me fez dar meio passo para trás. Adrian percebeu. Em um movimento rápido e inteiramente possessivo, ele deu um passo à frente, passando a mão espalmada pela minha cintura e colando o meu corpo ao seu de forma firme.

— A melhor — Adrian respondeu, a voz seca e perigosamente baixa.

Edgar soltou um sorriso de lado, visivelmente se divertindo com a demonstração de território do jovem bilionário.

— E você não vai me apresentar a sua acompanhante, Foley? Onde estão os seus modos?

Adrian hesitou, o maxilar travando de irritação. Vendo que o clima estava prestes a azedar antes mesmo de pisarmos na praia, decidi não esperar pela iniciativa dele. Dei um passo à frente, desfazendo sutilmente o aperto na minha cintura, e estendi a mão com o meu melhor sorriso social:

— Victoria Clark. É um prazer conhecê-lo.

Edgar ergueu as sobrancelhas, surpreso com a minha audácia. Ele pegou a minha mão com uma delicadeza exagerada, curvando o corpo levemente para levar os nós dos meus dedos até os lábios, depositando ali um beijo demorado e desconfortável.

— O prazer é todo meu, senhorita Clark — ele respondeu, mantendo os olhos cravados nos meus enquanto falava.

O problema é que ele continuou segurando a minha mão por tempo demais. Olhei de relance para Adrian e vi que ele estava absolutamente furioso, as pupilas dilatadas de puro ódio.

Puxei sutilmente os meus dedos de volta, desfazendo o contato com o homem. Adrian não perdeu tempo; ele me puxou ainda mais para perto do seu peito e encarou o homem com o olhar mais gélido que eu já o vi usar.

— Foi bom ver você, Walton. Mas, se nos der licença, nós temos um luau para aproveitar.

Sem esperar por qualquer resposta ou formalidade de despedida, Adrian simplesmente girou nos calcanhares e saiu me puxando em direção às portas de vidro que davam acesso à praia.

Ele manteve o braço firmemente enlaçado na minha cintura, guiando-me com passos largos e apressados pela areia. O silêncio dele era pesado, sufocante. Ele permaneceu calado o caminho inteiro, os olhos fixos na linha do horizonte, como se estivesse processando uma ameaça iminente.

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