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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 29

Capítulo 29 — Sob as Minhas Regras

Victoria Clark

Mesmo instalada em um quarto que exalava um conforto absurdo, deitada em uma cama monumental com lençóis de fios egípcios que pareciam abraçar o corpo, a minha noite de domingo havia sido uma tortura completa.

Eu não consegui pregar o olho por mais de duas horas seguidas. Minha mente traiçoeira recusava-se a cooperar, me arrastando de volta para os braços de Adrian Foley a cada segundo em que eu fechava as pálpebras.

Eu repassava cada toque dele em San Diego, dividida entre o desejo latente e a necessidade urgente de blindar o meu coração para não me apaixonar perdidamente por um homem que tinha data de validade na minha vida.

Para tentar espantar a insônia antes de finalmente adormecer de madrugada, me lembrei de uma mensagem que uma colega do meu antigo emprego de garçonete havia me enviado. Ela comentou sobre uma vaga aberta de copeira em uma grande empresa de tecnologia aqui em São Francisco.

O lugar estava passando por uma transição massiva, tinha acabado de ser vendido para um grande grupo corporativo e eles estavam renovando todo o quadro de funcionários. Como eu não tinha formação acadêmica ou um currículo robusto, aquela vaga de copeira parecia o encaixe perfeito para eu retomar a minha independência.

Pela manhã, fui para o café decidida a seguir com o plano, mas Adrian me surpreendeu com aquele gesto na sala de jantar. O beijo na têmpora, o toque possessivo na minha cintura...

Aquilo me confundiu por completo. Eu nunca sabia exatamente o que esperar dele; em um momento ele me tratava com uma frieza cortante, e no outro agia como se eu fosse a coisa mais preciosa do seu mundo.

Ele era extremamente bipolar, eu precisava admitir.

Como sempre, nós dois tivemos aquela leve discussão sobre o contrato à mesa do café. O engraçado era que, hoje, aquele embate já não me deixava com raiva ou magoada. Pelo contrário, apenas me instigava a provocá-lo ainda mais para ver as rachaduras na sua fachada de homem de ferro.

No final das contas, o orgulho dele venceu e eu permiti que ele me trouxesse de carro para a entrevista. Eu só não imaginava que o mundo estivesse prestes a desabar direto sobre os meus ombros no instante em que o veículo estacionou.

— É, senhora Foley... — Henry disse, ajustando o retrovisor com um sorriso nitidamente divertido. — Parece que o senhor Foley, além de seu marido, também será o seu novo patrão.

Fiquei estática no banco de couro. Olhei para o homem sorridente e descarado na minha frente e, em seguida, virei o rosto devagar para encarar o resmungão de terno escuro ao meu lado.

— De jeito nenhum! — Adrian disparou imediatamente, a voz ríspida e carregada de uma irritação genuína. Ele travou o maxilar e me encarou. — Esquece, Victoria. Você não vai trabalhar como copeira aqui. Nem pense nisso.

Cruzei os braços sobre o peito, sustentando o olhar azul dele, e o encarei com o cenho franzido.

— E posso saber o motivo, senhor Foley?

Ele me olhou como se eu estivesse falando em outra língua, ultrajado com a minha audácia em questioná-lo.

— Eu realmente preciso responder a essa pergunta, Victoria? — ele rebateu, arqueando uma sobrancelha.

— Adrian, você mesmo vive repetindo que ninguém no mercado ou na holding pode saber que eu sou a sua esposa — disparei, inclinando o corpo na direção dele. — É muito simples. Eu entro por aquela porta, faço a minha entrevista com o gerente de serviços, garanto o meu emprego honesto e prometo ficar bem longe da sala do CEO. Nunca, em hipótese alguma, vou mencionar para um único colega de trabalho que sou casada com o dono do prédio. Problema resolvido.

Ele manteve os olhos azuis frios e analíticos fixos nos meus, sem ceder um milímetro.

— Resolvido? E como vai ser quando o departamento de Recursos Humanos pedir a sua documentação para a admissão e ler o nome Victoria Foley no contrato de trabalho? — ele questionou, vitorioso.

Dei de ombros, soltando uma bufada audível.

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