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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 30

Capítulo 30 — Condições…

Victoria Clark

Girei o corpo para o lado e segurei a maçaneta, decidida a encerrar aquela discussão e sair do carro. Mas eu não fui rápida o suficiente.

Senti o braço forte de Adrian envolver a minha cintura com precisão e, em um movimento fluido e totalmente inesperado, ele me puxou para trás, suspendendo o meu corpo e me sentando direto no seu colo.

— Adrian!! — o repreendi, o coração dando um salto com o impacto do calor do corpo dele contra o meu.

Ele me ignorou totalmente. Manteve o braço robusto trancado ao redor da minha cintura, colando as minhas costas ao seu peito.

— Você não vai sair deste carro sem resolvermos essa situação de uma vez por todas, Victoria — ele ditou, a voz grave vibrando contra as minhas costas. — Eu já tolerei essa sua história de procurar trabalho, sendo que você nem mesmo precisa mais disso.

Virei o rosto um pouco de lado para encará-lo de perfil.

— Eu já resolvi a situação, Adrian. Você é quem não aceitou as minhas condições — rebati, cruzando os braços e desviando o olhar para o vidro escuro.

Houve um momento de silêncio tenso. Ouvi quando ele soltou um suspiro longo e pesado. Em seguida, senti a testa dele encostar suavemente no meu ombro, um gesto de pura rendição que me pegou desarmada.

— Por que você tem que ser tão teimosa desse jeito? — ele sussurrou, a voz saindo mansa, naquele exato tom terno que ele havia usado comigo sob o luar de San Diego.

Prendi a respiração. Quando ele falava comigo daquele jeito, sem a rigidez habitual, meu coração traidor amolecia por completo. Fiquei firme na minha posição, esperando. Adrian levantou a cabeça devagar, me obrigando a virar o corpo para encará-lo de frente no seu colo.

— Tudo bem... — ele cedeu, os olhos azuis fixos nos meus. — Eu vou deixar você trabalhar aqui.

Um sentimento súbito de alegria invadiu o meu peito. Abri um sorriso imenso e, tomada pelo entusiasmo do momento, envolvi meus braços ao redor do pescoço dele em um abraço apertado.

— Obrigada, Adrian!

Ouvi uma risada contida e rouca escapar dos lábios dele diante da minha empolgação genuína. Mas o meu entusiasmo murchou no segundo seguinte, assim que as próximas palavras dele ecoaram:

— Mas eu tenho algumas condições bem rígidas para isso.

Desfiz o abraço imediatamente, afastando o meu corpo e apoiando as mãos na minha cintura, o encarando com os olhos estreitados.

— Eu sabia. Você nunca cede fácil sem querer algo em troca, senhor Foley.

Fiz menção de empurrar o peito dele para sair do seu colo, mas Adrian foi mais rápido. Ele segurou os meus dois pulsos com firmeza, sem forçar ou machucar, me mantendo presa sob o seu domínio.

— Você quer trabalhar nesta empresa ou não, Victoria? — ele perguntou, arqueando uma das sobrancelhas escuras.

Respirei fundo, engolindo a minha objeção.

— Ok. Fala logo as suas condições.

Ele apertou o braço ao redor da minha cintura, me trazendo um centímetro mais perto, fechando o cerco.

— Você não vai ser copeira nesta filial. De jeito nenhum. Essa função está completamente extinta e proibida para você.

Abri a boca indignada, pronta para iniciar um protesto barulhento sobre como eu precisava daquela vaga, mas Adrian me impediu antes que a primeira palavra saísse. Ele ergueu o dedo indicador e o pressionou suavemente contra os meus lábios, um comando silencioso e claro para eu me calar.

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