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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 31

Capítulo 31 — Controle de Caos

Adrian Foley

Copeira é uma função digna como qualquer outra no mundo, eu sabia disso. No entanto, a simples ideia de ver Victoria caminhando por todos os andares daquela filial, vulnerável a comentários maliciosos e no meio de tantos homens e olhos curiosos, fazia o meu sangue ferver.

Já que ela insistia tanto em trabalhar e ocupar a mente, os únicos olhos que estariam fixos nela seriam os meus. Eu jamais permitiria que, no meio daqueles velhos tubarões do conselho de acionistas, alguém ousasse pensar que ela estava disponível.

Droga, eu estava parecendo um completo ogro possessivo com esses pensamentos, mas eu simplesmente não conseguia evitar.

Eu ainda a mantinha firme e acomodada no meu colo enquanto Henry dava a partida no motor, quando a ouvi me chamar com a voz mansa:

— Adrian... Posso voltar para o meu banco?

A pergunta dela me puxou direto do transe em que eu me encontrava. Em vez de soltá-la, apertei um pouco mais os meus braços ao redor da sua cintura fina e inclinei o rosto, sussurrando bem perto do seu ouvido:

— Você não acha o meu colo mais confortável, querida?

Victoria revirou os olhos castanhos, mas notei uma leve coloração avermelhada subir pelo seu pescoço.

— Para quem passou a noite passada me tratando como uma completa estranha e me confinando a um quarto de hóspedes, hoje você acordou bem assanhado, senhor Foley — ela rebateu, a voz carregada de uma ironia que camuflava uma mágoa legítima.

As palavras dela me atingiram direto no peito, como um soco bem dado. Ela tinha toda a razão. Foi exatamente isso o que eu fiz na noite anterior: vesti a minha maldita máscara e fingi não me importar com a presença dela, quando, na realidade, tudo o que eu mais queria era puxá-la para mim e ficar exatamente assim como estávamos agora.

Pelo espelho retrovisor interno, notei que Henry acompanhava a nossa interação com um olhar atento e divertido. Decidi que não era o momento de discutir ou tentar me justificar.

Levei a minha mão direita até a nuca de Victoria, espalmando meus dedos ali para segurá-la de forma firme, trazendo o seu rosto ainda mais para perto do meu.

— Nós vamos conversar sobre ontem à noite, Vic. E sobre tudo isso o que está acontecendo... Eu prometo — sussurrei de um jeito que apenas ela pudesse ouvir, encostando a minha testa na dela, sentindo uma necessidade absurda de absorver o calor da sua pele. — Só... me dá um pouco de tempo.

Ela me encarou por alguns segundos e assentiu com um aceno sutil de cabeça. Ficamos ali, colados daquele jeito por alguns minutos imersos no ronco suave do motor, até que ela se afastou devagar, deixando um daqueles sorrisos debochados que eu já estava aprendendo amar surgir nos seus lábios.

— Agora me diz, que história delirante é essa de anel? Você tem consciência de que isso soa de forma extremamente exagerada, não é?

Me ajeitei no banco de couro do carro, mas fiz questão de mantê-la presa no meu colo.

— Isso se chama controle de caos, Victoria. E não exagero.

Ela soltou uma risada limpa e gostosa.

— Entendi. Então "marcar território" agora mudou de nome e se chama controle de caos? Que moderno.

Ouvi o som de uma risada abafada vinda do banco da frente. Encarei Henry pelo retrovisor com o meu pior olhar de chefe, o fazendo se ajeitar rapidamente no volante e recuperar a postura séria no mesmo segundo.

Voltei a minha atenção para ela.

— Não estou marcando território. Eu admito que deveria ter te dado uma aliança com o anel no dia em que nos casamos, mas com toda a correria acabei esquecendo. Minha intenção era levar você para comprar um no sábado, antes que o meu avô percebesse a minha falha e me desse um dos seus sermões. Mas, já que você insiste tanto com essa ideia de trabalhar na empresa, eu só vou antecipar as coisas.

Victoria me avaliou por um momento, o sorriso murchando de leve.

— Tudo pelo vovô Victor, claro — ela murmurou.

Em um impulso provocativo, ela ergueu a mão e passou a ponta do dedo indicador pelo meu rosto de forma lenta, contornando a linha da minha boca. Ela se inclinou, deixando seus lábios a centímetros dos meus, e sussurrou:

— E você? Também não deveria estar usando uma aliança de casamento a partir de hoje? Não por mim, claro... Mas pelo vovô.

Fui tomado por uma vontade quase incontrolável de quebrar as minhas próprias regras, segurar a nuca dela e beijá-la até deixá-la sem fôlego. Mas resisti, mantendo o foco.

— O vovô Victor sabe perfeitamente que eu não posso assumir o nosso relacionamento para o conselho e para o mercado agora. Ele vai entender a minha mão nua.

Notei algo brilhar nos olhos dela, uma faísca de decepção que ela tentou disfarçar rapidamente. Sem dizer mais nada, Victoria moveu o corpo e saiu do meu colo de forma abrupta.

Senti a falta imediata do calor dela quando ela se acomodou no canto oposto do banco traseiro, cruzando os braços e olhando para o vidro.

— Entendi. A fachada de mulher casada e intocável serve para mim, mas não para você. Muito conveniente, senhor Foley.

Olhei para ela, ligeiramente confuso com a interpretação dela.

— Eu preciso terminar a transição e a auditoria com a nova empresa parceira sem ruídos na mídia, Victoria. Eu prometi a você e ao meu avô que tornaríamos o nosso casamento público em breve, e eu vou cumprir a minha palavra. Eu garanto.

Minha afirmação, no entanto, não pareceu nem um pouco suficiente para aplacar a indignação dela.

— Você foge dos seus próprios roteiros com muita facilidade, Adrian — ela rebateu, virando o rosto para me encarar. — Diz que vai me assumir em breve, mas me coloca para trabalhar como a sua assistente pessoal ostentando o status de casada? Qual é a lógica disso?

A lógica dela era absurdamente assustadora. E real. Victoria Clark tinha a capacidade irritante de me tirar tanto do meu eixo que eu me vi agindo por puro impulso, sem medir as consequências corporativas.

Passei a mão pelo rosto, respirando fundo, tentando organizar o turbilhão que estava se formando na minha cabeça, até que finalmente respondi:

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