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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 35

Capítulo 35 — Primeira reunião

Victoria Clark

Eu estava irritada.

Não, irritada era pouco, eu estava com uma puta raiva, de mim mesma. Por ter sido uma idiota de imaginar que, por uma fração ridícula de segundos, eu cheguei a pensar que nós estávamos caminhando para o término de um contrato e o início de um relacionamento de verdade...

Deus, eu sou uma completa idiota por ter me permitido flutuar desse jeito.

No instante em que me aproximei dele no corredor do shopping e o ouvi dizer de forma categórica ao telefone: “Ela é a minha esposa por contrato, e nada mais”, a realidade caiu como uma bigorna sobre a minha cabeça.

Eu vi o quanto estava errada e completamente fodida por estar nutrindo sentimentos por esse Babaca Foley.

A viagem de volta para a empresa foi um teste de resistência física e mental. O silêncio dentro do carro era denso, quase palpável. Eu conseguia sentir os olhos azuis dele queimando a minha pele o caminho inteiro, mas permaneci firme, com o rosto colado na janela, sem perder um único segundo do meu tempo olhando para a cara desse cretino.

Assim que Henry estacionou o veículo em frente ao imponente edifício espelhado, Adrian quebrou a trégua silenciosa.

— Henry, pode nos esperar lá fora por um minuto, por favor? — ele ordenou, o tom de voz calmo, mas inquestionável.

Henry apenas assentiu com um aceno curto e saiu do carro de imediato, fechando a porta e nos deixando completamente sozinhos no isolamento do banco traseiro.

Ouvi o tecido do terno de Adrian farfalhar quando ele girou o corpo no estofado para ficar de frente para mim.

— Vai me dizer o que aconteceu, ou quer que eu tente adivinhar? — ele perguntou, estreitando os olhos.

Virei o rosto lentamente na direção dele, sustentando o olhar mais gélido que consegui formular.

— Virou vidente também, senhor Foley? Suas funções de controle só aumentam a cada dia, agora até “adivinhar” está no pacote. — falei, deixando o deboche pingar em cada palavra.

Adrian bufou, visivelmente irritado com a minha defensiva.

— Se não aconteceu nada com as funcionárias da grife como você mesma me garantiu na garagem, eu só posso imaginar que você tenha escutado a minha conversa com o Henry ao telefone.

Desviei os meus olhos dos dele por um breve instante, focando na alça da minha bolsa nova, antes de responder de forma direta.

— Ouvi.

Ele se aproximou mais um pouco no banco, encurtando a distância entre nós, enquanto eu me encostava instintivamente contra a porta do carro para manter o meu espaço de segurança.

— Você ouviu a conversa toda, Victoria? Exatamente tudo o que eu disse para ele?

Voltei a encará-lo, erguendo o queixo.

— Ouvi o suficiente, senhor Foley.

Adrian quebrou o restante da distância entre nós com um movimento rápido. Ele estendeu a mão e posicionou os dedos longos e quentes no meu rosto, segurando o meu maxilar.

O simples contato da pele dele contra a minha causou um arrepio imediato que subiu pela minha nuca, e eu me odiei internamente por ele ainda ter esse efeito avassalador sobre o meu corpo.

— Ouviu mesmo, Vic? — a voz dele saiu baixa, rouca e, puta que pariu, extremamente sexy contra os meus lábios. — Ou você apenas pegou uma frase isolada pela metade e entendeu tudo errado?

Franzi o cenho para ele, a confusão ameaçando quebrar a minha barreira de orgulho.

— Como assim?

Mas antes que ele pudesse responder ou limpar o mal-entendido, duas batidas firmes no vidro escuro da janela cortaram a nossa atmosfera. Henry apontava para o relógio de pulso do lado de fora.

Adrian soltou o ar de forma nitidamente frustrada, afastando-se de mim e soltando o meu rosto de uma vez.

— Nós vamos conversar sobre isso assim que encerrarmos o expediente hoje à noite, Victoria. Sem falta — ele sentenciou, ajeitando o paletó. — Agora nós precisamos subir para a nossa primeira reunião de transição.

Antes que eu pudesse responder qualquer coisa ou protestar que queria resolver aquela situação agora, ele abriu a porta do carro e saiu.

Eu sabia que ele já estava atrasado por minha causa e, além do mais, eu tinha um compromisso importante agendado para mais tarde, eu só não tinha tido tempo ou coragem de falar para ele sobre isso ainda.

Adrian colocou a cabeça de volta para dentro do veículo, arqueando uma das sobrancelhas escuras.

— Victoria, você vai sair ou está esperando que eu entre aí e te arraste para fora?

Bufei irritada, arrumando o blazer.

— Já estou indo!

Saí do carro e nós três seguimos em direção à entrada monumental do prédio. Henry ia o caminho inteiro um passo à frente, com um tablet em mãos, atualizando Adrian em tempo real sobre os nomes dos diretores, os setores da nova filial e as primeiras medidas burocráticas que precisavam ser tomadas pela holding.

Antes de cruzarmos as portas giratórias de vidro, Adrian parou bruscamente e se virou para mim, bloqueando o meu caminho.

— Lembra da nossa conversa: você é a minha assistente pessoal nesta empresa e não sai do meu lado por nada. O Henry vai te ajudar com o treinamento no que for preciso.

Ergui a minha mão esquerda onde o diamante solitário reluzia até a altura da testa, como quem b**e uma continência militar perfeita, e disparei:

— Sim, senhor Foley. Às suas ordens.

Ele deu uma leve revirada de olhos diante do meu sarcasmo. Percebi o descontentamento dele e não consegui conter um riso baixo antes de entrarmos de vez no saguão principal.

Assim que passamos pela portaria, notei que os funcionários de alto escalão estavam posicionados em uma fileira formal, aguardando a chegada do novo dono. Um homem alto, de porte atlético e aparentemente da mesma idade que Adrian, deu um passo à frente com um sorriso polido no rosto.

— Senhor Foley. Sou Liam Hamilton, diretor de operações desta empresa — ele se apresentou, estendendo a mão com firmeza. — É uma honra recebê-lo. Vou conduzi-los pessoalmente até o andar da diretoria e à sala de reuniões.

Adrian apertou a mão do homem com uma rigidez profissional e formalizou as apresentações:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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