~ NICOLÒ ~
Assinar os documentos foi fácil.
Surpreendentemente fácil, na verdade.
Porque a decisão por trás deles era simples e clara: eu precisava de ajuda na Tenuta. E não qualquer ajuda superficial ou temporária. Ajuda de quem realmente sabia o que estava fazendo. Ajuda estruturada, profissional, competente.
Ajuda como a que o Grupo Bellucci podia oferecer.
Christian não perdeu tempo. No minuto em que assinei a última página, ele já estava pegando o telefone, fazendo ligações rápidas e precisas para as pessoas certas.
Seguro? Resolvido. Ele conhecia pessoalmente o diretor regional da seguradora.
Investigação policial? Ele colocou o advogado corporativo da Bellucci à disposição para lidar com toda burocracia e acompanhar o processo de perto.
Reconstrução da casa? Arquiteto e empreiteira de confiança já estavam a caminho de Montepulciano para avaliar danos estruturais e começar planejamento de restauração.
Tudo isso enquanto eu mal tinha tido tempo de ver algumas fotos pixeladas que Paola tinha mandado por mensagem. Fotos que me deixaram fisicamente mal. A ala leste da casa principal completamente queimada. Paredes enegrecidas. Janelas quebradas. Parte do telhado desabado.
Minha casa. A casa onde Bella crescia. A casa onde eu cresci. A casa da minha família.
Destruída.
Mas Christian simplesmente... cuidou de tudo. Com eficiência assustadora.
E fez mais.
Mandou um motorista particular direto para Montepulciano no mesmo dia. Um Mercedes preto confortável que buscou Martina e Bella na casa de Paola algumas horas depois.
Quando chegaram ao apartamento da Bianca, já era final de tarde.
Abri a porta e Bella praticamente voou para meus braços.
— Papai! — gritou, apertando meu pescoço com força. — A casa pegou fogo! Foi assustador! Mas a tia Paola disse que você ia consertar tudo.
— Vou sim, meu amor — prometi, beijando o topo da cabeça dela repetidamente. — Vou consertar tudo. Não se preocupa.
Martina entrou mais devagar, carregando duas malas grandes. Olhou ao redor do apartamento luxuoso com olhos arregalados.
Vi nela o mesmo choque de realidade que eu tinha sentido na primeira vez. Os tetos altos. O piso de mármore. A decoração impecável. A vista absurda de Florença pela parede inteira de vidro.
— Madonna santíssima — murmurou baixinho. — Nico... isso aqui é...
— Eu sei — cortei gentilmente, pegando as malas das mãos dela. — Eu sei, mamma. É muito. Mas é o apartamento da Bianca. E Christian insistiu que vocês fiquem aqui o tempo que precisarem. Disse que Bianca gostaria disso.
E era verdade. Eu sabia que era. Bianca ficaria feliz sabendo que Bella estava segura aqui, que minha mãe estava confortável.
Bella já tinha largado meu colo e estava explorando tudo com entusiasmo infantil.
— Papai! Papai! Tem uma piscina no teto! — gritou do terraço, praticamente pulando de animação. — Posso nadar? Por favor? Por favor?
Sorri apesar de tudo.
— Mais tarde, Bella. Depois que a vovó te der banho e jantar.
— Mas eu quero tanto!
Martina revirou os olhos com carinho, pegando a neta pela mão.
— Vem, pequena. Vamos ver seu quarto primeiro.
Bella não entendia absolutamente nada além do fato óbvio de que a tia Bia tinha uma casa muito, muito legal e que mais tarde ela ia poder nadar naquela piscina incrível.
Para ela, aquilo era uma aventura emocionante.
Apertei a mão dela levemente.
— E Bella está aqui. No seu apartamento. Martina também. Christian insistiu. Disse que você ia querer isso — dei risada baixa. — Bella está completamente apaixonada pela piscina. Não para de falar sobre nadar lá.
Fiquei olhando para o rosto dela. Para os hematomas que já estavam começando a amarelar, indicando cura. Para os cortes que estavam fechando bem.
— Nossa Bella — murmurei carinhosamente. — Ela pergunta por você todo dia, sabe? "Quando a tia Bia vai acordar?" Eu digo logo, logo. E ela diz "mas eu quero mostrar meu nado borboleta para ela AGORA" — imitei a voz indignada da minha filha, sorrindo.
E então vi.
Um movimento sutil no canto da boca de Bianca.
Um sorriso.
Pequeno. Fraco. Mas definitivamente um sorriso.
Meu coração disparou.
— Bianca? — chamei urgentemente, me aproximando. — Você consegue me ouvir?
Ela não abriu os olhos ainda. Mas os lábios se moveram levemente.
— Nico... — saiu como sussurro rouco, quase inaudível.
Lágrimas começaram a descer pelo meu rosto sem permissão.
— Estou aqui — disse, voz quebrando completamente. — Estou bem aqui. Você voltou para mim — sussurrei, a voz saindo embargada, quebrada, cheia de alívio esmagador.
Senti os dedos dela apertarem levemente os meus. Fraco, mas presente.
— Sempre — ela murmurou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Hoje 04/04, até agora não foram desbloqueados os restantes dos capítulos. Último capitulo liberado 729.... Sem nenhuma explicação. Falta de respeito com os leitores... affff...
Estou achando a história da Anne muito chata. Até agora só enrolação. Aff......
Amei esse livro!! que venham os proximos, com certeza lerei......
O último capítulo desbloqueado foi o 729...isso a quase 15 dias... Qdo a autora irá desbloquear o restante dos capítulos?...
Amei todo o livro Mas infelizmente ficou sem alguns capítulos E agora não liberam o final Muito triste 😞...
Quando vai liberar os extras?...
Um salto de 20 capítulos???? E ainda por cima depois de "obrigarem" os leitores a gastarem dinheiro, pois não disponibilizaram os 2 últimos capítulos da história para depois saltar a história e terminar desta maneira, não achei correto 🤬...
Então dá entrada do Kristian passa para a avó Martina e para a Bella, não entendi......
Poxa autora, é interessante a gente disponibilizar os capítulos gratuitos mesmo já tendo acabado de postar a história... Não dá pra toda hora ficar comprando moedas pra ler....
Boa noite... Desde 6f que não liberam os capítulos... já está ficando cansativo.... affff...