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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 646

~ NICOLÒ ~

Assinar os documentos foi fácil.

Surpreendentemente fácil, na verdade.

Porque a decisão por trás deles era simples e clara: eu precisava de ajuda na Tenuta. E não qualquer ajuda superficial ou temporária. Ajuda de quem realmente sabia o que estava fazendo. Ajuda estruturada, profissional, competente.

Ajuda como a que o Grupo Bellucci podia oferecer.

Christian não perdeu tempo. No minuto em que assinei a última página, ele já estava pegando o telefone, fazendo ligações rápidas e precisas para as pessoas certas.

Seguro? Resolvido. Ele conhecia pessoalmente o diretor regional da seguradora.

Investigação policial? Ele colocou o advogado corporativo da Bellucci à disposição para lidar com toda burocracia e acompanhar o processo de perto.

Reconstrução da casa? Arquiteto e empreiteira de confiança já estavam a caminho de Montepulciano para avaliar danos estruturais e começar planejamento de restauração.

Tudo isso enquanto eu mal tinha tido tempo de ver algumas fotos pixeladas que Paola tinha mandado por mensagem. Fotos que me deixaram fisicamente mal. A ala leste da casa principal completamente queimada. Paredes enegrecidas. Janelas quebradas. Parte do telhado desabado.

Minha casa. A casa onde Bella crescia. A casa onde eu cresci. A casa da minha família.

Destruída.

Mas Christian simplesmente... cuidou de tudo. Com eficiência assustadora.

E fez mais.

Mandou um motorista particular direto para Montepulciano no mesmo dia. Um Mercedes preto confortável que buscou Martina e Bella na casa de Paola algumas horas depois.

Quando chegaram ao apartamento da Bianca, já era final de tarde.

Abri a porta e Bella praticamente voou para meus braços.

— Papai! — gritou, apertando meu pescoço com força. — A casa pegou fogo! Foi assustador! Mas a tia Paola disse que você ia consertar tudo.

— Vou sim, meu amor — prometi, beijando o topo da cabeça dela repetidamente. — Vou consertar tudo. Não se preocupa.

Martina entrou mais devagar, carregando duas malas grandes. Olhou ao redor do apartamento luxuoso com olhos arregalados.

Vi nela o mesmo choque de realidade que eu tinha sentido na primeira vez. Os tetos altos. O piso de mármore. A decoração impecável. A vista absurda de Florença pela parede inteira de vidro.

— Madonna santíssima — murmurou baixinho. — Nico... isso aqui é...

— Eu sei — cortei gentilmente, pegando as malas das mãos dela. — Eu sei, mamma. É muito. Mas é o apartamento da Bianca. E Christian insistiu que vocês fiquem aqui o tempo que precisarem. Disse que Bianca gostaria disso.

E era verdade. Eu sabia que era. Bianca ficaria feliz sabendo que Bella estava segura aqui, que minha mãe estava confortável.

Bella já tinha largado meu colo e estava explorando tudo com entusiasmo infantil.

— Papai! Papai! Tem uma piscina no teto! — gritou do terraço, praticamente pulando de animação. — Posso nadar? Por favor? Por favor?

Sorri apesar de tudo.

— Mais tarde, Bella. Depois que a vovó te der banho e jantar.

— Mas eu quero tanto!

Martina revirou os olhos com carinho, pegando a neta pela mão.

— Vem, pequena. Vamos ver seu quarto primeiro.

Bella não entendia absolutamente nada além do fato óbvio de que a tia Bia tinha uma casa muito, muito legal e que mais tarde ela ia poder nadar naquela piscina incrível.

Para ela, aquilo era uma aventura emocionante.

Apertei a mão dela levemente.

— E Bella está aqui. No seu apartamento. Martina também. Christian insistiu. Disse que você ia querer isso — dei risada baixa. — Bella está completamente apaixonada pela piscina. Não para de falar sobre nadar lá.

Fiquei olhando para o rosto dela. Para os hematomas que já estavam começando a amarelar, indicando cura. Para os cortes que estavam fechando bem.

— Nossa Bella — murmurei carinhosamente. — Ela pergunta por você todo dia, sabe? "Quando a tia Bia vai acordar?" Eu digo logo, logo. E ela diz "mas eu quero mostrar meu nado borboleta para ela AGORA" — imitei a voz indignada da minha filha, sorrindo.

E então vi.

Um movimento sutil no canto da boca de Bianca.

Um sorriso.

Pequeno. Fraco. Mas definitivamente um sorriso.

Meu coração disparou.

— Bianca? — chamei urgentemente, me aproximando. — Você consegue me ouvir?

Ela não abriu os olhos ainda. Mas os lábios se moveram levemente.

— Nico... — saiu como sussurro rouco, quase inaudível.

Lágrimas começaram a descer pelo meu rosto sem permissão.

— Estou aqui — disse, voz quebrando completamente. — Estou bem aqui. Você voltou para mim — sussurrei, a voz saindo embargada, quebrada, cheia de alívio esmagador.

Senti os dedos dela apertarem levemente os meus. Fraco, mas presente.

— Sempre — ela murmurou.

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