~ NICOLÒ ~
Ver a destruição pessoalmente foi completamente diferente de ver pelas fotos no celular.
Dirigi pela estrada familiar até Montepulciano com sensação crescente de pavor no estômago. Mas nada me preparou para virar na entrada da propriedade e ver minha casa assim.
A ala leste estava irreconhecível.
Paredes externas enegrecidas por fuligem densa. Janelas completamente quebradas, apenas buracos irregulares onde antes tinha vidro. Parte considerável do telhado tinha desabado, vigas de madeira carbonizadas expostas ao céu aberto como costelas quebradas.
O cheiro ainda estava no ar. Fumaça velha. Madeira queimada. Algo químico e sufocante que grudava na garganta.
Estacionei em frente à casa e fiquei sentado por alguns minutos, apenas olhando.
Minha casa.
A casa onde cresci. Onde Bella estava crescendo. Onde gerações da minha família tinham vivido.
Destruída.
Eventualmente saí do carro, caminhando lentamente até a fita de isolamento amarela que cercava a área mais danificada.
Havia pessoas trabalhando. Alguns com uniformes de bombeiros fazendo inspeção estrutural final. Outros com jalecos de perícia técnica examinando pontos específicos com equipamento especializado.
E, surpreendentemente, Dante Bellucci estava ali também.
Ele me viu se aproximando e acenou, caminhando na minha direção com passos firmes.
— Nico — cumprimentou, apertando minha mão. — Christian me mandou vir supervisionar o progresso. Garantir que tudo está sendo feito corretamente.
Olhei para ele com gratidão genuína que não consegui expressar em palavras adequadas.
— Obrigado — consegui dizer eventualmente. — Por estar aqui. Por... tudo.
Dante deu de ombros como se fosse insignificante.
— Somos família agora — disse simplesmente. — E família cuida de família.
Aquela palavra de novo. Família.
Vinda de um Bellucci, significava algo que ainda estava aprendendo a processar completamente.
Ficamos em silêncio por alguns segundos, ambos olhando para os danos.
— Quando começam a reconstrução? — perguntei eventualmente.
— Já começou tecnicamente — Dante respondeu. — O arquiteto finalizou plantas revisadas ontem. A empreiteira começa a demolição controlada do que não pode ser salvo amanhã cedo. Depois disso, a reconstrução propriamente dita. Estimativa de três a quatro meses para estar completamente habitável novamente.
Senti o peso da informação cair sobre mim como pedra.
— Três a quatro meses sem poder receber hóspedes — repeti, fazendo as contas mentalmente. — Três a quatro meses sem receita nenhuma entrando.
A Tenuta dependia das hospedagens. Era nossa principal fonte de renda. A temporada alta estava chegando, quando normalmente ficávamos lotados por finais de semanas seguidos.
E agora teríamos que cancelar tudo. Devolver depósitos. Perder reservas.
— Como vou... — comecei, mas a frase morreu.
Como ia pagar funcionários? Manter a propriedade funcionando? Cobrir despesas básicas por meses sem entrada de dinheiro?
Mesmo com a parceria Bellucci, mesmo com tudo...
Dante deve ter visto o pânico crescendo no meu rosto.
— A reconstrução está coberta — disse firmemente. — Seguro e investimento do grupo. E podemos discutir compensação pela perda de receita. Você não vai ficar na mão, Nico.
Assenti mecanicamente, mas a preocupação não sumiu.
— E a investigação? — perguntei, gesticulando vagamente para os peritos que continuavam trabalhando.
— A polícia ainda está coletando evidências finais — Dante informou cuidadosamente. — Mas a confirmação não oficial é incêndio criminoso. Vestígios de acelerante em três pontos diferentes. Iniciado deliberadamente.
Senti raiva fria subindo pela espinha.
— Alguém fez isso de propósito — declarei, não foi pergunta.
— Sim — Dante confirmou sombriamente. — Alguém fez.
— Sabem quem?
— Ainda não oficialmente — ele admitiu. — Mas estão investigando algumas linhas.
Quis perguntar se Renata era uma dessas linhas. Se alguém tinha conectado os pontos entre ela ameaçando consequências e incêndio criminoso dias depois.
Mas antes que pudesse formular a pergunta, Dante se virou para mim com uma expressão que mudou.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Tem previsão pra sair o resto dos capítulos?...
Renata é a pior das vilãs até agora. Sem escrúpulo nenhum! Usar criança para fazer o mal, e pior… a própria filha… :’(...
Eu amo esse casal!!!! Que lindos!...
Parei no 636 e não consigo mais lê . Alguém pra me ajudar ? Como faço...
Algumas pessoas falaram que ela ainda está escrevendo o livro, eu até entendo essa parte, mas ela deveria só lançar um “episódio” com novos personagens qd tivesse condições de liberar alguns capítulos por dia. Acho que ela deve ter tirado férias ou aconteceu algo, mas seria de bom tom ela informar aos leitores. Qd acaba a história de um personagem ela sabe deixar um recadinho e pedir para passar para história seguinte, não era nada demais dar uma satisfação aos leitores....
Compromisso nenhum com os leitores, verdadeiro desrespeito....
Como quer que indique e compartilha algo com esse total desrespeito…faz nós leitores gastar dinheiro e no fim não faz atualizações, e quando fizer vai soltar 2 capítulos…...
Até agora nada , será que vai ser mais um dia sem capítulos novos? As histórias são boas , mais falta soltar mais capítulos por dia . Falta de planejamento e falta de respeito pelos leitores que pagam pra ler as histórias , se não fosse pago ótimo mais como é pago , isso não é nada legal ....
Pelo q parece só vai ser liberado mais capítulos se for compartilhado, acima está descrito. Quanto mais compartilhamentos e leituras mais rápido será liberado mais capítulos. Desrespeito com quem todos os dias espera por um novo capítulo e como disse uma leitora q entrou 20 vezes. Ou seja estamos todos os dias fazendo a leitura e ansiosas p os próximos e isso não conta?...
Cadê os novos capítulos. A autora esqueceu de postar?...