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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 650

~ BIANCA ~

— O que você quer dizer com ser culpa sua? — Nico perguntou imediatamente, a voz tensa com preocupação crescente.

Respirei fundo, sabendo que precisava contar tudo. Absolutamente tudo dessa vez.

Sem omissões. Sem meias-verdades.

— Renata me ameaçou — comecei, forçando as palavras para fora. — No dia do acidente. Ela apareceu no meu escritório.

Vi os músculos do maxilar de Nico tensionando.

— Continue — encorajou, embora a voz saísse dura.

— Ela pediu dinheiro — revelei. — Muito dinheiro. Disse que era pelo silêncio dela. Para não contar para você que eu tinha comprado sua dívida. E para não usar essa informação para... para montar um caso e pedir a guarda total da Bella.

Nico fechou os olhos brevemente, processando.

— E você? O que fez?

— Neguei — respondi imediatamente. — Recusei completamente. Mandei ela sair do meu escritório.

Nico assentiu com aprovação clara no rosto.

— Bom — disse com firmeza. — Não se cede a chantagem. Nunca.

— Exatamente — concordei. — Porque se eu pagasse uma vez, ela pediria mais. E mais. E mais ainda. Nunca terminaria.

Pausei, reunindo coragem para a parte mais difícil.

— E não era só sobre dinheiro — continuei. — Era sobre controle. Era sobre dar a ela a mensagem de que tínhamos medo. De que ela tinha poder sobre nós. Que bastava usar a Bella como peão em um tabuleiro de xadrez distorcido para conseguir qualquer coisa.

Minha voz ficou mais firme agora, mais convicta.

— Eu não podia me dar a esse luxo, Nico. Não podia deixar ela pensar que tinha esse tipo de influência. Achei que poderíamos ter um plano de contenção diferente. Que eu poderia chegar até você primeiro. Que poderia te contar eu mesma antes que ela tivesse chance.

Vi entendimento começando a aparecer no rosto dele.

— Foi por isso que você estava dirigindo daquele jeito — concluiu lentamente.

— Foi — confirmei. — Saí correndo do escritório. Cancelei todas as reuniões. Entrei no carro e dirigi o mais rápido que consegui. Precisava chegar antes dela.

Nico estava me olhando intensamente agora, conectando pontos mentalmente.

— Espera — disse subitamente, olhos arregalando com realização. — Espera. Chegar antes da Renata? Vocês estavam tentando ir para a Tenuta ao mesmo tempo?

Concordei com a cabeça lentamente.

— Sim.

— Então vocês...

— Estávamos na mesma estrada — completei por ele. — Foi por isso que o acidente aconteceu da forma que aconteceu.

Nico ficou completamente imóvel.

— Como assim? — perguntou, a voz saindo baixa e perigosa.

Fechei os olhos, lembrando. Revivendo aqueles segundos horríveis.

— Eu estava tentando ultrapassar um carro na estrada — comecei devagar. — Carro comum. Não prestei atenção em quem era. Só queria passar, queria chegar mais rápido. Mudei de faixa, acelerei.

Abri os olhos, olhando diretamente para Nico.

— Só que quando estava no meio da ultrapassagem, quando olhei para o lado... era ela. Era Renata. E ela me viu também. Reconheceu meu carro.

Senti minha respiração acelerando com a memória.

— Ela acelerou junto — continuei, voz tremendo levemente agora. — Me impediu de completar a ultrapassagem. Me impediu de voltar para a pista certa. Eu estava presa na contramão e ela simplesmente... continuou me mantendo ali.

— E então, surgiu o caminhão — Nico completou, a voz absolutamente fria.

Senti raiva fria subindo.

— Acha que foi ela? — perguntei, embora já soubesse a resposta. — Renata?

— Quem mais? — Nico retrucou com lógica simples e devastadora.

Dei de ombros, querendo argumentar, mas não tendo contra-argumento sólido.

— Eu não sei — admiti. — Mas queimar uma casa com pessoas dentro...

— Bella estava lá — Nico disse, voz quebrando levemente. — Nossa filha estava dormindo naquela casa.

A realidade bateu forte.

— Precisamos provar — declarei com determinação renovada. — Precisamos provar que ela está envolvida no incêndio.

— Mas enquanto isso — Nico continuou, claramente pensando estrategicamente agora — se pudermos provar que ela causou seu acidente...

Balancei a cabeça negativamente antes mesmo que terminasse.

— Não tem como — interrompi com frustração. — O motorista do caminhão não viu ela me forçando a ficar na pista contrária. Ele só apareceu de repente na curva, viu o acidente acontecendo. Era a única testemunha além de nós duas. E obviamente Renata não vai admitir.

Nico concordou com a cabeça relutantemente.

— Então ela sai impune — disse com amargura.

— Não — discordei firmemente. — Ela não sai. Ela precisa pagar pelo que fez. E vai pagar. Se não pelo acidente... pelo incêndio.

— Como?

— Ainda não sei exatamente — admiti honestamente. — Mas acredite em mim, não estou falando de karma metafórico. Embora isso também. Estou falando de consequências reais e concretas.

Senti raiva e determinação queimando no peito.

— Se ela colocou a vida da Bella em risco desse jeito — continuei, a voz ficando mais dura, mais fria, mais Bellucci — ela vai se ver com Bianca Bellucci.

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