~ RENATA ~
— O quê? — ele respondeu, rápido demais. — Ninguém me mandou… eu vi seu perfil e… e…
Eu inclinei a cabeça, só o suficiente para ele entender o que eu estava ouvindo — e julgando.
— Você é bonitinho, sabe? — eu disse, com um sorriso pequeno. — Mas não sabe mentir.
Ele piscou.
Eu completei, sem pressa, como quem já tinha chegado no fim do caminho.
— Foi a Bellucci, não foi?
— Quem? — ele soltou, fingindo confusão. — Eu não sei do que você tá falando.
Eu deixei o silêncio trabalhar.
Homens sempre se denunciam no intervalo entre a pergunta e a resposta. Nesse intervalo, o corpo decide.
E o corpo dele tinha decidido mal.
Claro que foi.
Claro que foi a Bianca.
Por algum motivo, ela se apagou a Bella de verdade e é exatamente por isso que ela é perigosa. Porque amor faz a Bella obedecer sem medo. Faz minha filha confiar. Faz minha filha escolher.
E escolha é o único luxo que eu não posso deixar essa criança ter.
E eu vi, com mais clareza ainda, o que veio depois da fuga.
Se Bella tinha falado alguma coisa…
Eu apertaria o controle.
Eu deveria ter apertado o controle antes.
— O que você tá fazendo aqui? — eu perguntei, e dessa vez eu deixei a doçura cair. — Você tá gravando? Vai me expor?
Ele abriu a boca, fechou.
O olhar dele escorregou para o bolso, mas eu fui mais rápida. A mão dele tentou proteger, mas eu já tinha avançado com uma impaciência limpa.
— Me dá — eu mandei.
Ele hesitou meio segundo.
Eu não dei tempo, enfiei a mão no bolso do paletó dele e senti o celular, puxando com raiva.
Tela preta. Desligado. Como as regras.
Então não era isso.
Se não era para me filmar…
Eu levantei o rosto devagar.
Ah, merda.
Eles armaram um flagrante.
Eu vi o cenário completo em um segundo: um homem “cliente” dentro da minha casa, a criança trancada no quarto, uma denúncia, polícia chegando e Bianca Bellucci aparecendo depois com o sorriso de quem tem razão.
Prova oficial.
Manchete nova.
Dessa vez, não “sequestro”. Dessa vez, “mãe negligente”, “ambiente inadequado”, “perigo”.
Eu senti o sangue subir.
— Sai da minha casa — eu rosnei, e a voz saiu alta.
Ele recuou um passo.
— Mas eu paguei e…
Eu não discuti, apenas caminhei até a penteadeira do quarto, enquanto ele me seguia com o olhar, confuso, ainda tentando entender a mudança de temperatura.
Eu fui direto na penteadeira.
Terceira gaveta.
Tirei o organizador sem pressa, como quem repete um hábito antigo.
O fundo falso cedeu sob a pressão do meu dedo — o clique era quase silencioso.
A pistola estava ali, no lugar exato, embrulhada e pronta.
Eu precisava manter aquilo.
Eu estava exposta demais trazendo homens para dentro da minha casa e um pouco de segurança era necessário.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....
Uma semana sem desbloquear os capítulos...
Não vão desbloquear o restante dos capítulos?...
Ja tem uns 2 dias que não desbloqueiam os capítulos, parou no capítulo 714 e nada... Afff...
Então, cade os capítulos? Parou no 731 e não segue mais, acabou?...
Não entendi nada. Cadê os extras autora. Já terminou o livro?...
Alguém me indica um livro parecido com esse. Gostei muito...