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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 104

Milena congelou no lugar por dois segundos depois da fala dele. Ela respirou fundo tentando controlar a raiva e a indignação. O gerente estava perto do balcão, observando com olhos atentos, mas sem mover um músculo para ajudá-la.

Ela sabia que não podia reagir ou responder como realmente queria, precisava daquele trabalho. Sem coragem para responder, virou-se para seguir até a cozinha.

Atrás dela, uma risada ecoou alta..

— Ih… ficou ofendida, ruivinha?

Ela continuou andando. O som da cadeira arrastando no chão veio antes do que ela esperava. Passos rápidos e pesados se aproximando. Milena sentia o coração bater forte demais, tudo piorou quando uma mão fechou forte em seu braço. Os dedos apertaram acima do cotovelo.

— Eu falei com você.— Disse o cliente. Ocheiro de bebida era forte. Ele se aproximou demais.— Não faz essa cara não. Mulher que trabalha assim sempre aceita proposta melhor, principalmente quando tem muito dinheiro envolvido.

Algumas pessoas começaram a olhar desconfortáveis, mas ninguém ousou ajudar.

Milena tentou puxar o braço dando um sorriso fraco para o casal da mesa ao lado.

— Senhor, solta... por favor.

Ele riu e apertou mais.

— Ou o quê? Vai chorar?

Ela fechou a mão e se virou de uma vez. O som seco do tapa ecoou alto no salão. A cabeça dele virou para o lado. Todos do restaurante ficaram em silêncio. O homem levou a mão ao rosto, incrédulo.

— Você tá maluca?!

O gerente que minutos atrás não tinha reação, veio correndo.

— O que está acontecendo aqui?!

O homem se exaltou.

— Sua funcionária me agrediu! Eu só estava conversando!

— Ele me segurou pelo braço. — Milena disse, firme. — Eu pedi para soltar.

— Mentira! — outro da mesa interferiu. — Ele só encostou nela.

— Isso é um absurdo. — disse o primeiro, elevando a voz. — Olha o nível do lugar que você mantém. Com um telefonema eu fecho essa espelunca.

O gerente olhou para o braço dela. Já estava avermelhado. Depois olhou ao redor, as mesas cheias, gente filmando.

Ele baixou o tom, mas a decisão já estava tomada.

— Milena… vai lá para dentro.

— Por que? O que foi que eu fiz de errado?— ela perguntou olhando nos olhos do gerente.

— Eu não posso ter esse tipo de escândalo aqui.

Ela sentiu o estômago doer.

— Eu só me defendi.

Ele suspirou, impaciente.

— Eu não estou discutindo quem começou. Eu estou olhando para o meu salão cheio.

Ela entendeu antes dele terminar.

— Você está me demitindo?

Ele hesitou por meio segundo.

— Eu sinto muito. Mas não posso manter alguém que agride cliente. Depois explico o ocorrido para o dono. Acertarmos seus duas trabalhados.

O homem da mesa riu baixo, satisfeito.

— Se ela pedir desculpas de joelhos eu deixo essa passar.

Milena olhou para ele. Não respondeu imediatamente, tirou o avental, dobrou com cuidado e colocou sobre o balcão.

— Só peço desculpas quando faço algo errado ou me arrependo, e te dar um tapa na cara... só me arrependo de não ter batido mais forte. — disse apenas e saiu sem olhar para trás.

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