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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 118

Ela começou a balançar a cabeça antes mesmo que ele terminasse.

— Bruno, não…

— Espera. — Ele ergueu a mão, pedindo que o deixasse concluir. — Eu só preciso que você vá comigo.

— Não.

A resposta saiu automática, firme.

— Não é nada demais. Você só precisa aparecer, ficar lá uma hora. Eu não posso chegar sozinho.

— Isso não é problema meu.

Ele passou a mão pelo rosto, como se tentasse conter a frustração.

— Ela me traiu, Mila. Mesmo assim… — soltou um riso breve, amargo — eu ainda amo aquela mulher, não quero que ela me veja destruído.

Milena o encarou com um olhar diferente, menos defensivo. Havia compreensão ali, talvez até compaixão.

— Então não vá.

— Eu preciso ir. São negócios, contratos, compromissos que não posso ignorar. Mas se eu aparecer sozinho, ela vai perceber que ainda me afeta. E vai estar lá com o novo marido… o homem com quem me traiu.

Milena permaneceu em silêncio, absorvendo cada palavra.

— Eu só preciso que ela acredite que eu segui em frente. Que encontrei alguém.

Ela cruzou os braços, analisando-o com cuidado.

— Se fizer isso, ela vai perceber que é mentira. Não tem como alguém acreditar que existe algo entre nós.

Bruno sustentou o olhar.

— Não encare como mentira. Pense como estratégia. Eu não vou expor você. Ninguém vai saber nada sobre a sua vida. Você entra comigo, fica ao meu lado por um tempo e vai embora. Só isso.

— Procure outra pessoa. Eu não sou do tipo que consegue fingir.

— Justamente por isso você é a única que faria parecer verdadeiro.

O silêncio que se formou não era mais tenso, mas reflexivo. Ele inclinou o corpo mais próximo, sem invadir.

— Por favor. Serão poucos minutos.

Milena respirou fundo. Parte dela dizia para recusar, para não misturar sua rotina com o mundo dele, para não abrir espaço para algo que pudesse sair do controle. Mas havia outra parte, mais cansada de fugir do que de enfrentar, que confiava naquela amizade construída aos poucos.

— Uma hora, Bruno. — disse, por fim. — Nada além disso.

O brilho nos olhos dele foi rápido e contido.

— Eu prometo.

Mais tarde Milena quase desistiu antes mesmo de começar a se arrumar.

Abriu o guarda-roupa e percebeu que não tinha nada que pudesse chamar de “roupa para festa corporativa”. Sua rotina não incluía coquetéis elegantes ou evento empresarial. Ainda assim, escolheu um vestido preto de comprimento midi, tecido leve, corte simples e ajustado na cintura. Discreto, adequado, sem chamar atenção além do necessário.

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