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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 126

Marcelo endireitou o corpo e sentiu algo apertar dentro do peito. Ele olhou para cada um deles com cuidado, gravando cada detalhe dos filhos.

Os cabelos desalinhados do sono. Os olhos curiosos. As mãos pequenas segurando o cobertor.

— Sim meus filhos, é o papai… — respondeu com a voz baixa, rouca de emoção.

O silêncio durou apenas um segundo. Depois Mason abriu um sorriso enorme.

— Eu sabia que o papai ia vir!

O menino praticamente escalou a cama e se jogou contra ele. Marcelo riu baixo, ainda meio atordoado, e o abraçou com força.

— Ei… devagar… — murmurou, passando a mão pelos cabelos dele.

Os outros dois meninos subiram logo em seguida, disputando espaço ao redor dele.

— Você demorou... — disse Dominic cruzando os braços, com a seriedade típica de criança que acredita estar dizendo algo muito importante.

Marcelo soltou um pequeno riso emocionado.

— Eu sei… — respondeu. — Me desculpem por isso.

Milena acordou com a movimentação. Ela piscou algumas vezes, ainda sonolenta, até perceber o que estava acontecendo. Ela levantou sem dizer nada. Aquele momento não precisava de grandes palavras. O silêncio e as lágrimas nos olhos diziam tudo.

Marcelo estava tentando responder a todas as perguntas ao mesmo tempo.

— Você mora longe?

— Por que não quis a gente?

— Você vai embora de novo?

— Você viu meu carrinho?

— A mamãe disse que estamos fugindo de pessoas más!

Marcelo levantou as mãos, rindo.

— Calma, calma… um de cada vez.

Milena sorriu, emocionada.

Enquanto os meninos falavam sem parar, uma pequena figura continuava parada nos pés da cama. A menina observava tudo em silêncio. Os olhos grandes e atentos piscava lentamente.

Marcelo percebeu e seu rosto suavizou.

Milena se aproximou da filha e se agachou ao lado dela.

— O que foi, meu amor?

Vallentina olhou para Marcelo, depois para os irmãos que ocupavam completamente o colo dele.

— É mesmo o papai? — perguntou baixinho.

Milena sentiu os olhos arderem.

— É sim.

A pequena mordeu o lábio, ainda insegura.

Milena então falou suavemente:

— Vai lá dar um abraço nele.

Vallentina olhou para Marcelo outra vez. Os olhos dela estavam brilhando.

Marcelo percebeu e, com cuidado, afastou um pouco os meninos do colo. Então abriu os braços.

A voz dele saiu calma, carregada de carinho.

— Vem com o papai, meu amor.

A menina hesitou por um segundo. Olhou para Milena, a mãe apenas sorriu, emocionada. Vallentina correu e pulou nos braços dele.

Marcelo a segurou com força, levantando-a facilmente. No mesmo instante a menina começou a chorar, agarrando-se ao pescoço dele.

Marcelo fechou os olhos.

— Ei… — murmurou, apertando-a contra o peito. — Está tudo bem, princesa… o papai está aqui.

Ela só chorava. As pequenas mãos seguravam a camisa dele como se tivessem medo de soltá-lo.

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