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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 127

Milena não se movia. Ela continuava olhando para as rosas espalhadas no chão como se estivesse diante de algo muito pior do que flores.

— Milena? — Marcelo chamou novamente.

Ela não respondeu. Os dedos dela tremiam levemente ao lado do corpo. Marcelo se aproximou mais um passo.

— Ei… olha para mim.

Milena finalmente ergueu o olhar. O rosto estava pálido.

— Lívia, arruma as coisas. Precisamos sair daqui. — repetiu ela, a voz quase falhando. — Agora.

Álvaro franziu o cenho.

— Calma, o que está acontecendo?

Milena passou a mão pelo rosto, tentando organizar os próprios pensamentos, mas o medo parecia crescer a cada segundo.

— Eu não devia ter feito isso… — murmurou.

Marcelo se aproximou mais.

— Feito o quê?

Ela olhou para ele, os olhos brilhando.

— Trazer você aqui para perto deles... — continuou ela, a respiração ficando irregular. — Sabrina sempre está um passo à frente. Sempre. Ela já tinha me avisado antes. Nós não podemos ficar juntos, Marcelo.— Ela apontou para as flores no chão. — Isso é prova disso.

Marcelo olhou para as quatro rosas negras. Então entendeu que as flores representam seus quatro filhos. A mandíbula dele se contraiu.

Milena começou a andar pela sala, nervosa.

— Eu passei três anos protegendo eles, dela. Três anos tomando cuidado com cada detalhe, mudando de nome, de casa, de rotina... trabalhando como uma condenada, abrindo mão de tudo, para que eles crescessem seguros. — Ela passou as mãos pelos cabelos. A voz dela começou a tremer. — E agora ela sabe que você nos encontrou. E não vai nos deixar em paz.

Marcelo deu um passo na direção dela.

— Milena...

— Eu coloquei eles em perigo... Coloquei vocês em perigo. — disse ela de repente, quase sem ar. — Por meu egoísmo de querer ter você novamente.

Marcelo segurou os ombros dela antes que ela começasse a desmoronar completamente.

— Ei.

Ela estava tremendo. Fazia tempo que a ansiedade não aparecia. Não daquela forma.

— Respira. Olha pra mim...

Mas Milena balançou a cabeça.

— Você melhor que qualquer um aqui sabe que Sabrina não faz ameaças vazias. Ela nunca fez.

Ela olhou para o chão outra vez.

— Essas quatro flores são um aviso.

Marcelo já tinha entendido isso. E a raiva começou a crescer dentro dele. Do corredor veio a voz animada de Mason:

— Papai! O que aconteceu com a mamãe?

Marcelo fechou os olhos por um segundo pensando no risco que colocou os filhos. Ele abriu os olhos novamente e puxou Milena para mais perto.

— Olha para mim.

Ela tentou, mas ainda parecia perdida.

— Milena.

A voz dele ficou firme.

— Ela não vai encostar nos nossos filhos.

Ela riu nervosamente.

— Você conhece a Sabrina... isso não foi só uma ameaça, está mais para um aviso.

Do corredor, as crianças prestavam atenção na conversa. Assim que viu Marcelo olhar para eles, voltaram correndo. Leon apareceu primeiro.

— Papai! Eu coloquei dois carrinhos na mochila!

Dominic levantou sua mochila da escola.

— Eu já estou pronto!

Vallentina ficou parada perto da mãe, observando o rosto dela.

— Mamãe… você está triste?

Milena se abaixou imediatamente e abraçou a filha.

— Não, meu amor.

Mas os olhos estavam cheios de lágrimas. Marcelo se aproximou e colocou a mão nas costas dela.

— Fica calma. Vocês estão comigo. Venho me preparando esses três anos para quando eu puder confrontar aquela mulher pessoalmente.

Milena levantou o olhar para ele.

— Você não pode se colocar em risco.

Marcelo respondeu sem hesitar.

— Eu não vou. Mas posso prometer que ninguém vai machucar eles.— Ele olhou para os quatro filhos. Completamente alheios ao perigo que acabou de chegar à porta da casa. Marcelo apertou o maxilar.— Mesmo que eu tenha que dar minha vida por isso.

Milena sentiu o coração apertar. Ele estava falando sério. O olhar de Marcelo estava mais frio. Ela só viu ele com aquele vazio quando Caio tentou abusar dela.

Álvaro e Lívia já estavam pegando algumas malas. Ajudou as crianças a arrumar as mochilas. A casa que minutos antes estava cheia de risadas agora parecia tomada por uma urgência silenciosa.

Marcelo pegou as quatro rosas negras do chão. Observou-as por um segundo. Depois as jogou no lixo.

— O jogo acabou, Sabrina. E dessa vez não sou eu quem vai sair ferido. — murmurou.

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