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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 128

O som das turbinas já vibrava pelo ar quando o carro de Marcelo entrou no hangar privado. O jatinho estava pronto na pista. Luzes acesas. Porta aberta. Dois seguranças aguardavam ao lado da escada.

Marcelo saiu do carro primeiro, observando o ambiente com atenção. O olhar dele varreu o hangar inteiro antes de abrir a porta traseira.

— Vamos.

As crianças desceram animadas, apesar da pressa.

— Uau! — Mason abriu um sorriso enorme. — É um avião de verdade!

— Claro que é. — respondeu Leon, tentando parecer mais experiente.— Quando eu crescer vou pilotar um desses.

Dominic já olhava tudo com curiosidade.

— A gente vai voar agora?

Marcelo bagunçou o cabelo dele com um sorriso tranquilizador.

— Sim, meu filho, agora.

Vallentina desceu por último. Ela segurava a mão da mãe com força.

Milena ainda parecia pálida. Os olhos dela analisavam tudo ao redor como se esperasse ver alguém surgir a qualquer momento.

Marcelo percebeu e aproximou-se dela.

— Amor... relaxa. Está tudo sob controle.

Milena olhou para o avião.

— Sabrina sabe que estamos aqui. Eu não sei como ela sempre esteve um passo na frente, mas esse avião só vai decolar se ela permitir.

— Não dessa vez.

Marcelo colocou a mão nas costas dela, conduzindo-a para a escada.

— Esse hangar não aparece em nenhum registro público.

Milena respirou fundo.

— Você tem certeza?

Marcelo respondeu sem hesitar.

— Absoluta.– ele respirou fundo e a olhou nos olhos.— Parece que não confia no seu homem.

— Eu... eu confio... mas e se...

— Não existe, "e se".— Interrompeu Marcelo.— Não somos bonecos para ela controlar as nossas vidas.

As crianças subiram a escada correndo fazendo Milena relaxar um pouco.

— Eu quero sentar na janela! — gritou Mason.

— Eu vi primeiro! — respondeu Dominic.

Leon entrou logo atrás deles, encantado por estar dentro do que para ele parecia o maior brinquedo do mundo.

Dentro do jatinho, tudo parecia silencioso e confortável demais para a tensão que estavam vivendo.

Marcelo ajudou Milena a subir. Ela entrou e imediatamente olhou para os quatro filhos. Eles estavam explorando os assentos como se fosse uma grande aventura. Aquilo apertou o coração dela.

Marcelo percebeu o olhar.

— Eles vão ficar bem.

Milena assentiu lentamente, mesmo ainda havendo medo ali.

Marcelo se aproximou.

— Olha para mim.

Ela hesitou por um momento, mas logo obedeceu.

— Ninguém vai encostar neles... em você ou no seu pai.

Milena respirou fundo.

— Você prometeu isso antes… mas Lívia se machucou no meu lugar, meu pai foi torturado, você... meus Deus... ela te machucou por anos. A única que ela não feriu ainda sou eu.

— Eles já decolaram.

Sabrina não pareceu surpresa.

— Eu sabia que fariam isso.

Bruno colocou a mão no bolso e levantou um pen-drive.

— Talvez eu tenha algo que você não saiba.

Sabrina estreitou os olhos e pegou o objeto. Girou-o lentamente entre os dedos.

— Aí é que você se engana. Eu sei cada suspiro que Milena dá. Mas com esses vídeos as coisas começam a ficar ainda mais divertidas.

Ela entregou o dispositivo novamente. Bruno pegou frustrado por ela saber o que ele pensou ser um trunfo. Girou os calcanhares saindo do escritório, quando Sabrina falou novamente.

— Ah… Bruno.

Ele parou.

— Sim?

Sabrina inclinou a cabeça.

— Garanta que o vídeo comece a rodar antes deles pousarem. Quero que todos saibam o tipo de mulher que o grande Marcelo De Valliére escolheu para ser a mãe dos filhos dele.

Bruno sorriu de lado.

— Entendido.

Quando ele saiu, Sabrina voltou a olhar para o céu. O jatinho já havia desaparecido entre as nuvens.

Ela riu baixo.

— Você ainda acha que pode fugir de mim, Marcelo…

Sabrina pegou o celular. Na tela, uma foto ampliada. Milena na sala com as quatro crianças. E as rosas negras no chão. Ela deslizou o dedo pela tela.

— Agora vamos ver até onde vai o seu amor por eles.

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