O som das turbinas já vibrava pelo ar quando o carro de Marcelo entrou no hangar privado. O jatinho estava pronto na pista. Luzes acesas. Porta aberta. Dois seguranças aguardavam ao lado da escada.
Marcelo saiu do carro primeiro, observando o ambiente com atenção. O olhar dele varreu o hangar inteiro antes de abrir a porta traseira.
— Vamos.
As crianças desceram animadas, apesar da pressa.
— Uau! — Mason abriu um sorriso enorme. — É um avião de verdade!
— Claro que é. — respondeu Leon, tentando parecer mais experiente.— Quando eu crescer vou pilotar um desses.
Dominic já olhava tudo com curiosidade.
— A gente vai voar agora?
Marcelo bagunçou o cabelo dele com um sorriso tranquilizador.
— Sim, meu filho, agora.
Vallentina desceu por último. Ela segurava a mão da mãe com força.
Milena ainda parecia pálida. Os olhos dela analisavam tudo ao redor como se esperasse ver alguém surgir a qualquer momento.
Marcelo percebeu e aproximou-se dela.
— Amor... relaxa. Está tudo sob controle.
Milena olhou para o avião.
— Sabrina sabe que estamos aqui. Eu não sei como ela sempre esteve um passo na frente, mas esse avião só vai decolar se ela permitir.
— Não dessa vez.
Marcelo colocou a mão nas costas dela, conduzindo-a para a escada.
— Esse hangar não aparece em nenhum registro público.
Milena respirou fundo.
— Você tem certeza?
Marcelo respondeu sem hesitar.
— Absoluta.– ele respirou fundo e a olhou nos olhos.— Parece que não confia no seu homem.
— Eu... eu confio... mas e se...
— Não existe, "e se".— Interrompeu Marcelo.— Não somos bonecos para ela controlar as nossas vidas.
As crianças subiram a escada correndo fazendo Milena relaxar um pouco.
— Eu quero sentar na janela! — gritou Mason.
— Eu vi primeiro! — respondeu Dominic.
Leon entrou logo atrás deles, encantado por estar dentro do que para ele parecia o maior brinquedo do mundo.
Dentro do jatinho, tudo parecia silencioso e confortável demais para a tensão que estavam vivendo.
Marcelo ajudou Milena a subir. Ela entrou e imediatamente olhou para os quatro filhos. Eles estavam explorando os assentos como se fosse uma grande aventura. Aquilo apertou o coração dela.
Marcelo percebeu o olhar.
— Eles vão ficar bem.
Milena assentiu lentamente, mesmo ainda havendo medo ali.
Marcelo se aproximou.
— Olha para mim.
Ela hesitou por um momento, mas logo obedeceu.
— Ninguém vai encostar neles... em você ou no seu pai.
Milena respirou fundo.
— Você prometeu isso antes… mas Lívia se machucou no meu lugar, meu pai foi torturado, você... meus Deus... ela te machucou por anos. A única que ela não feriu ainda sou eu.

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