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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 13

Marcelo sem esperar por resposta, disse o que era para ela fazer e saiu do consultório sem olhar para trás.

A porta se fechou, Milena ficou parada por alguns segundos. O silêncio se instalou. Ela respirou fundo e voltou a atenção para a mesa. Havia papéis espalhados, relatórios simples, formulários que precisavam ser organizados. Nada complicado. Trabalho administrativo básico. Exatamente o tipo de coisa que ela sabia fazer bem.

Milena puxou a cadeira, sentou e começou a separar os documentos por ordem, tentando manter a mente focada. Mas não conseguia parar de pensar em como estar com ele sempre lhe trazia alívio e angústia ao mesmo tempo.

Milena passou a mão no rosto frustrada e deslizou os olhos por uma planilha, digitou alguns dados no computador e ajeitou o jaleco no corpo. Estava concentrada quando a porta se abriu de repente.

Ela se assustou. O corpo inteiro reagiu de uma vez. Ombros tensos, coração acelerado, a mão fechando involuntariamente sobre a caneta.

— Desculpa… — a voz de Caio veio rápido. — Eu não quis assustar.

Ele estava parado a poucos passos da mesa, segurando uma pasta azul. Não havia batido. Apenas entrou, como se aquilo fosse natural. Milena precisou de um segundo para se recompor.

— Tudo bem, professor. — respondeu, baixo.

Ela se levantou. O sorriso que ofereceu foi educado, breve, sem abrir espaço para qualquer pensamento contrário.

Caio levantou a sobrancelha por notar que suas ações impunha distância.

— O doutor Marcelo não está? — perguntou, olhando rapidamente ao redor.

— Saiu agora. — Milena respondeu, voltando a sentar. — Disse que logo retornaria.

Caio assentiu, aproximando-se alguns passos, o suficiente para Milena sentir o espaço diminuir. Ela endireitou as costas e voltou os olhos para a tela do computador.

— Vejo que já está trabalhando. — comentou ele. — O setor costuma ser puxado no início.

— Sim. — respondeu. — Estou organizando os relatórios da semana.

Caio apoiou a pasta sobre a mesa, inclinando-se levemente para observar o que ela fazia. Milena percebeu a aproximação e travou os movimentos, mas depois continuou digitando.

— Se quiser ajuda… — ele começou.

— Agradeço, mas está tudo sob controle. — respondeu, sem olhar para ele. A voz saiu calma e educada.

Caio observou por alguns segundos. Havia algo diferente nela. Não era a mesma aluna da sala de reuniões. Havia contenção, um limite invisível.

— O que exatamente o doutor pediu para você fazer? — ele perguntou.

Milena hesitou apenas o tempo necessário para não parecer defensiva.

— Organização administrativa. — respondeu. — Conferência de dados, arquivamento, essas coisas.

Caio assentiu de novo, mas não se afastou. Pelo contrário. Deu mais um passo, ficando perto demais para o conforto dela. Milena sentiu o estômago apertar.

Ela lembrou das palavras de Marcelo.

“ Homens não são educados desse jeito sem motivo."

— Milena… — Caio chamou, baixando um pouco a voz.

Ela levantou o olhar, mantendo a expressão neutra.

— Sim?

Ele se inclinou levemente, apoiando uma das mãos na mesa. A proximidade era desnecessária.

— Posso te fazer uma pergunta pessoal?

O silêncio se estendeu por um segundo a mais do que deveria.

— Não me leve a mal, professor. Mas prefiro manter as coisas profissionais. — respondeu ela.

Caio sorriu de leve.

— Só quero entender uma coisa. — insistiu. — Você e o doutor Marcelo, têm alguma coisa?

cap 13. Gestos que falam 1

cap 13. Gestos que falam 2

cap 13. Gestos que falam 3

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