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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 131

Do outro lado da cidade, Sabrina assistia à transmissão pelo celular com um sorriso lento nos lábios. Ao lado dela, Bruno cruzava os braços, observando as imagens que agora circulavam em todos os canais de notícias.

— Eles ainda vão ficar juntos. — comentou ele.— Você garantiu que ele não teria coragem de permanecer com ela. E que Milena se esconderia.

Sabrina inclinou a cabeça e sorriu com ironia.

— Claro que vão. O amor deles ainda está intacto. Milena me surpreendeu. Parece que ela não é mais aquela menina medrosa de anos atrás.

Ela pausou o vídeo exatamente no momento em que Marcelo segurava o rosto de Milena diante das câmeras.

— Mas não se preocupe querido, Bruno. Expor a vida dela, prejudicar a imagem de boa moça perante a sociedade e mostrar para aquele encosto do Álvaro o que a filhinha dele fez para salvá-lo...— ela riu— é só o começo.

O sorriso dela se alargou enquanto desligava a tela.

— Vamos ver até onde esse amor sobrevive quando o mundo inteiro decidir esmagá-los. Quando Álvaro colocar a prova esse sentimento. Porque se engana quem pensa que ele vai aceitar que a menina que ele criou com tanto sacrifício tenha sido tratada como um contrato sem importância.

Enquanto isso, o trajeto até a mansão foi em um silêncio confortável.

Marcelo dirigia com uma das mãos no volante e a outra entrelaçada na de Milena. No banco de trás, as crianças estavam curiosamente quietas depois de toda a agitação. Antes de pousarem, Marcelo entrou em contato com a babá que cuidou dos seus filhos quando eram bebês e a chamou para voltar a trabalhar para eles.

A babá falava em voz baixa com Ayla, tentando distrair os pequenos enquanto o carro atravessava os portões da propriedade.

Milena mantinha os olhos na paisagem que passava pela janela, mas a mente estava longe dali. Aquela exposição não teria tanta importância se não fosse pelo olhar do pai quando ouviu a verdade que ela tanto evitou revelar para ele.

Marcelo apertou a mão dela de leve. Ela virou o rosto.

— Você está bem?— ele perguntou.

Milena respirou fundo antes de responder.

— Acho que ainda não caiu a ficha que tudo foi revelado assim, sem preparo algum.

Marcelo soltou um pequeno suspiro. Uma sombra de tristeza invadiu seu olhar.

— Não se preocupe, amor.— Ele disse tentando sorrir.— Algumas verdades não devem ser silenciadas.

O carro parou diante da escadaria principal da mansão. Os portões de ferro se fecharam lentamente atrás deles, isolando o lugar do barulho do mundo lá fora. Assim que Marcelo desligou o motor, a babá e Ayla desceram primeiro para ajudar as crianças.

No outro carro, que vinha logo atrás, Lívia abriu a porta e começou a ajudar Álvaro. Com movimentos cuidadosos, ela posicionou a cadeira e o auxiliou a sair do veículo.

Milena já estava com Vallentina nos braços quando percebeu a expressão no rosto do pai. No mesmo instante ela ficou imóvel.

Marcelo também notou e sabia que aquele olhar não era nada comparado com a decepção que estava estampada em seu rosto.

Álvaro avançava devagar pelo caminho de pedras, empurrando a própria cadeira com movimentos firmes, quase teimosos. Lívia vinha logo atrás, pronta para ajudá-lo, mas ele recusou com um leve gesto da mão.

O coração de Milena apertou no peito.

— Pai…

Marcelo instintivamente colocou a mão nas costas dela, um gesto silencioso de proteção.

— Vamos entrar. A gente conversa lá dentro. — murmurou ele, baixo.

—Aquele contrato… aquelas cláusulas… são mentiras, não são?– A voz dele falhou levemente.— Me diga que vocês inventaram aquilo. Que fizeram algum tipo de acordo para confirmar essa história… só para ganhar tempo.

O silêncio que se seguiu pareceu se esticar por segundos intermináveis. Marcelo deu um pequeno passo à frente.

— Senhor Álvaro...

— Eu não quero ouvir outra resposta que não seja essa!— Álvaro interrompeu rapidamente.

Ele aproximou a cadeira alguns centímetros. O olhar endureceu, mas havia dor ali.

— Desculpe, senhor...— começou Marcelo, mas foi interrompido novamente.

— Não termine! —A voz de Álvaro saiu mais baixa agora, mas ainda mais pesada.— Eu passei anos acreditando que minha filha estava segura com você.

Ele apontou discretamente para Milena, mas ainda sem conseguir encará-la.

— E hoje descubro que ela assinou um contrato para se vender… para salvar a minha vida.

As mãos dele se fecharam com força sobre as rodas da cadeira.

— Que você usou a fragilidade dela. Abusou da minha confiança.

O olhar dele finalmente se ergueu, frio e vazio.

— Você expôs minha filha ao ridículo diante do mundo inteiro.— A voz dele tremeu levemente na última frase.— Como se minha filha fosse apenas uma marionete que você podia usar quando bem entendesse.

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