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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 130

Marcelo preocupado tentou intervir. Ele sabia que falar daquele assunto machucava ela. Mas quando outros seguranças chegaram como reforços. Milena apertou a mão dele interrompendo suas ordens.

— Eles querem a verdade. Então eu vou dar a eles.

A voz de Milena tremeu por um instante, mas ela ergueu o queixo antes de continuar.

— Houve dias em que precisei contar moedas para pagar o aluguel, comprar remédios, colocar o alimento dentro de casa, e manter a faculdade. Porque sim… eu tinha um sonho de me tornar alguém de quem meu pai pudesse se orgulhar. Enquanto muitas pessoas da minha idade estavam vivendo sem preocupações, eu passava minhas noites limpando mesas, carregando caixas e tentando descobrir como sobreviver ao dia seguinte.

Os flashes continuavam disparando, mas agora ninguém gritava. Parecia que agora estavam realmente interessados em ouvi-la.

— Então um homem apareceu com um contrato absurdo nas mãos e uma proposta que qualquer pessoa aqui julgaria imoral.

Ela respirou fundo evitando olhar na direção de Álvaro.

— Mas para mim, aquilo significava pagar o hospital do meu pai. Significava dar a ele uma chance de continuar vivo.— Milena encarou diretamente as câmeras.— Então sim… eu assinei aquele contrato.

Um murmúrio atravessou a multidão, mas foi incapaz de colocar em dúvida o que Milena revelava.

— Assinei sabendo que muitos um dia poderiam apontar o dedo para mim exatamente como estão fazendo agora.— Ela levou a mão ao peito como se aquilo pudesse lhe trazer algum conforto. — Mas sabem o que eu não vendi? A minha dignidade.

O silêncio no hangar ficou ainda mais pesado.

— Eu não roubei ninguém. Não destruí família nenhuma. Não tirei nada de ninguém. Eu apenas fiz o que milhões de mulheres fazem todos os dias neste mundo. Eu sobrevivi.

Milena então apontou discretamente para o tablet ainda nas mãos de Marcelo.

— Aquele contrato era realmente cruel e cheio de cláusulas absurdas. Mas com ele eu pude comprar o tempo… tempo para que meu pai continuasse vivo.

Ela balançou a cabeça devagar.

— E se vocês acham que eu deveria ter deixado ele morrer em um corredor de hospital para manter uma aparência respeitável diante da sociedade…—Os olhos dela se endureceram.— Então eu assinaria aquele contrato de novo.

Milena passou o olhar pela multidão de jornalistas.

— Querem me chamar de prostituta? Chamem. Querem dizer que eu me vendi? Digam.— A voz dela agora estava firme. — Mas não ousem falar dos meus filhos. Eles não são um erro. Eles não são uma transação. Eles são as coisas mais preciosas que existem na minha vida.

Por um segundo, ela virou o rosto para Marcelo. O olhar dele estava fixo nela, intenso, cheio de orgulho.

Milena voltou a encarar as câmeras.

— E se estão esperando que eu abaixe a cabeça hoje… vieram ao lugar errado.

Um dos repórteres tentou insistir:

— Então a senhora confirma que recebeu dinheiro em troca de dormir com ele?

Marcelo então virou completamente o corpo para Milena. Os olhos dela estavam marejados, brilhando sob as luzes duras das câmeras.

— Você acabou de destruir metade da imprensa do país... — ela murmurou, tentando sorrir entre as lágrimas.

Marcelo soltou uma pequena respiração, quase uma risada baixa.

— Ainda estou começando.

Ele ergueu a mão e tocou o rosto dela com cuidado, como se aquele gesto fosse infinitamente mais importante do que qualquer câmera ali.

Milena prendeu a respiração quando Marcelo deslizou os dedos até o queixo dela, erguendo levemente seu rosto. Ela colocou a mão sobre o peito dele, sentindo o coração bater forte sob a camisa.

— Isso vai ser um escândalo. Suas empresas… o seu avô...

Marcelo não deixou que ela terminasse. Ele a puxou pela cintura e a beijou.

O gesto foi firme, decidido, como se estivesse respondendo não apenas a ela, mas a todas as câmeras, a todos os julgamentos e a todos os olhares que estavam ali esperando o momento em que eles iriam se quebrar.

Milena ficou imóvel por uma fração de segundo, surpresa. Marcelo sorriu e murmurou sem separar os lábios dos dela.

— Que se dane a empresa… Já perdi você uma vez. Não vou perder de novo. — murmurou contra os lábios dela. — Tendo você e nossos filhos comigo, eu enfrento qualquer coisa.

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