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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 28

Milena não precisou perguntar o motivo quando a professora a avisou.

— Milena. O senhor Marcelo pediu que você subisse. Agora.

O estômago se contraiu no mesmo instante. Não foi medo exatamente, mas aquele frio fino que descia pela espinha sempre que o nome dele surgia de forma inesperada. Ela assentiu, agradeceu e se levantou com calma.

Enquanto subia as escadas, os pensamentos se atropelavam. Talvez fosse por Gregory. Talvez fosse pelo sorriso que deu. Talvez fosse pelo simples fato de ela não ter atendido nenhuma ligação nos últimos dois dias. Talvez fosse por tudo que disse antes da viagem. Ou talvez fosse tudo junto.

Assim que pisou no último degrau, endireitou os ombros, respirou fundo. O corredor estava silencioso, como sempre. O escritório de Marcelo ficava no fim, com a porta de madeira escura fechada.

Ela parou diante dela por um segundo a mais do que o necessário. Bateu, mas não obteve nenhuma resposta. Franziu levemente a testa, esperando alguns segundos antes de bater novamente, dessa vez um pouco mais firme.

— Senhor De Valliére? — chamou, mantendo a voz neutra.

Nenhum ruído sequer. Milena pensou em se virar e ir embora, mas antes que desse um passo para trás, a porta se abriu por dentro.

Marcelo estava ali. Sem paletó. Camisa social escura com as mangas dobradas até os antebraços, alguns botões abertos. Relaxado demais para o lugar em que se encontrava. Os olhos pousaram nela com atenção lenta, avaliando-a dos pés a cabeça.

— Entra. — disse apenas, abrindo espaço.

Milena passou por ele com passos hesitantes.

A porta se fechou atrás dela com um clique suave. Ela permaneceu de pé, as mãos segurando a alça da bolsa, o corpo atento.

Marcelo caminhou até a mesa, apoiou-se de leve na borda e a observou em silêncio por alguns segundos longos demais para serem casuais.

— Você anda me ignorando por que? — perguntou, sem alteração na voz.

Milena levantou a cabeça e encontrou seus olhar.

— Estava ocupada...

— Ocupada para atender cinco minutos de ligação? — ele perguntou, num tom quase curioso.

Ela respirou fundo antes de responder.

— Ocupada com a minha vida... estava corrido esses dias.

Marcelo inclinou levemente a cabeça, como se aquela resposta tivesse despertado algo interessante.

— Pelo jeito eu não faço mais parte dela, não é? — perguntou, sem elevar a voz.

Milena sentiu o frio voltar, ela estreitou o olhar sem entender do por que ele a questionava.

— Senhor De Valliére...Você deixou bem claro o que fazemos aqui. — respondeu. — Um contrato, nada além disso.

Ele sorriu de canto, sem humor.

— Exatamente… — deu alguns passos na direção dela — E é por causa da sua assinatura que estamos aqui hoje.

A proximidade fez Milena prender o ar por um segundo. Marcelo parou a poucos centímetros, próximo o bastante para que ela sentisse o calor do corpo dele.

— Me diz... sentiu a minha falta? — perguntou, baixo.

Ela engoliu em seco. Não queria mentir. Também não queria se entregar.

— Não achei que isso fosse relevante para o acordo que fizemos. — respondeu, escolhendo cada palavra.

Marcelo ergueu a mão devagar e tocou o rosto dela, os dedos deslizando com cuidado pela linha da mandíbula até a bochecha. O gesto foi suave, quase íntimo demais para alguém que insistia em chamar aquilo de negócio.

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