O sorriso falso retornou aos lábios assim que percebeu uma das amigas a observando.
— O que disse, Kath? — perguntou a outra, curiosa.
Ela girou o rosto, os olhos duros como vidro.
— Nada… — respondeu com um tom suave demais para ser sincero. — Só estava lembrando que certas pessoas esquecem rápido o lugar delas.
Fez uma pausa, ergueu a taça e completou com um sorriso gélido.
— Mas eu vou lembrar por elas. O lugar na família De Valliére não pertence a qualquer uma. Pertence à Kethelyn… e eu vou garantir que continue assim.
A música aumentou, as luzes dançavam pelo salão, e por um momento tudo pareceu seguir normalmente. Mas o olhar de Katherine permaneceu preso na direção por onde o casal havia saído.
Milena sentiu um arrepio correr-lhe pela nuca. Havia algo no ar, uma tensão invisível, um peso que não combinava com o momento. Sentindo os braços de Marcelo tão firme, decidiu ignorar.
Enquanto o avô falava sobre recomeços e dias ensolarados em seu brinde final, Katherine virava a taça de champanhe inteira, sem tirar os olhos de Milena. O sorriso dela era doce. Mas os planos que nasciam por trás dele eram tudo, menos inocentes.
— Ah, Milena… — murmurou, o olhar ardendo em promessas sombrias. — Você não tem ideia do que te espera.
O jantar finalmente havia chegado ao fim. Depois de conhecer cada nome importante, fotos e responder algumas perguntas, Milena e Marcelo se despediram com acenos discretos, trocando poucas palavras com os convidados antes de saírem.
O ar da noite estava fresco. No carro, o silêncio entre eles era confortável, quebrado apenas pelo som suave do motor. Milena apoiou a cabeça no encosto, sentindo o cansaço se instalar nos ombros.
Ao chegarem à mansão, subiram diretamente para o quarto principal. A luz baixa do abajur criava um ambiente aconchegante e acolhedor. Milena olhou para o vestido manchado de vinho, um acidente bobo com um garçom desatento, e suspirou.
— Vou tomar um banho. — disse ela voz baixa, quase um murmúrio.—Ainda vai trabalhar?
Marcelo assentiu, os olhos fixos nela por um instante a mais.
— Vou só enviar a cópia de um relatório para Alan.— respondeu.— Antes, vou preparar seu banho.
Suas mãos encontraram a cintura de Milena, firmes, possessivas. Ela sorriu, o corpo se inclinando para trás, se aconchegando nos braços dele sem hesitar. Virou o rosto devagar. Os olhos se encontraram, profundos, intensos. Os lábios se tocaram, um beijo lento, quente, que começou suave e logo ganhou fome.
Milena se moveu na água, virando-se para sentar no colo dele, uma perna de cada lado do seu corpo. A água ondulou ao redor deles. As mãos de Marcelo subiram pelas costas dela, traçando a coluna com firmeza, guiando-a mais perto. Ele a dominava sem pressa, cada toque deliberado, cada beijo mais profundo, como se quisesse marcar cada centímetro dela.
Os lábios dele desceram pelo pescoço dela, mordiscando levemente a pele sensível enquanto uma mão segurava sua nuca, mantendo-a exatamente onde queria. A outra mão deslizava pela coxa, subindo devagar, até encontrar o calor entre suas pernas. Milena arfou contra a boca dele, o corpo se arqueando instintivamente.
Ele a puxou mais para si, os corpos colados, pele contra pele, escorregadios pela água e pelas pétalas que ainda flutuavam. Seus quadris se moveram juntos, um ritmo lento no início, quase torturante. Marcelo controlava o movimento, as mãos firmes na cintura dela, ditando a intensidade. Cada investida era profunda, calculada.
Milena segurou-se nos ombros dele, as unhas cravando levemente enquanto o prazer crescia. Ele a beijava com urgência agora, na boca, no pescoço, no colo, os dentes roçando a pele, a língua traçando caminhos quentes. O corpo dele roçava o dela em cada movimento.
— Amo como você se entrega dessa forma.— murmurou ele contra o ouvido dela, a voz rouca, baixa, carregada de posse.— Inteiramente minha.
Ela apenas assentiu, os olhos semicerrados, entregue. O ritmo acelerou, mais forte, mais fundo. A água transbordava da banheira em ondas suaves, mas nenhum dos dois se importava. O prazer os envolveu completamente, romântico na entrega total, dominante na forma como ele a guiava, a tomava, a fazia sua.
Quando o clímax chegou, foi juntos. Milena tremia nos braços dele, o rosto escondido no pescoço de Marcelo enquanto ele a segurava firme.

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