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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 5

Milena estava tensa, o corpo inteiro travado. As batidas na porta continuaram ecoando pelo escritório.

— Diretor, o senhor está aí?— Repetiu.

O medo a atravessou inteira. Alguém entrar ali agora seria o fim. Ela tentou se soltar, esconder o rosto. Mas mesmo o pânico não apagou o prazer que já corria pelas veias. Ela apertou os lábios com força, segurando o gemido que queria escapar.

Marcelo nem se moveu. Continuou com os dedos dentro dela, mexendo devagar.

— Estou ocupado! — respondeu, voz firme, gelada.

Silêncio reinou do outro lado. Passos foram ouvidos se afastando.

Ele virou o rosto para ela. Um sorriso de de canto, malicioso surgiu em seus lábios.

— Está com medo de alguém ver você gozando na minha mão, boneca?

Milena tentou falar, mas só saiu um gemido rouco quando ele acelerou os movimentos. Três dedos agora, abrindo ela toda, entrando e saindo com barulho molhado.

— Responde! — mandou, o polegar esfregando o clitóris inchado.

— S-sim… — ela conseguiu, voz tremendo.

— Relaxa. Porque ninguém vai entrar aqui. Você é minha. E eu odeio exibir o que é meu.

Ele tirou os dedos de uma vez. Ela soltou um gemido frustrado, o corpo querendo mais.

— Entre no banheiro e se limpe. Vamos pra casa, fazer o que ainda não terminamos.

Milena entrou no banheiro do escritório com as pernas ainda tremendo. Fechou a porta, girou a tranca e foi direto para a pia. Abriu a torneira fria e jogou água no rosto várias vezes. As lágrimas queimavam mais que a água, escorrendo misturadas.

Ela ergueu o olhar para o espelho. A garota que olhava de volta parecia outra pessoa. Os olhos vermelhos, lábios inchados, rosto manchado. A vergonha bateu forte.

Milena levou a mão à boca. As lágrimas vieram de uma vez.

Aquele homem que tinha acabado de tocá-la sem cuidado e sem sentimento nenhum, acabou de salvar o pai dela. E foi então que ela percebeu que nunca ia conseguir odiar ele por completo.

Ela o encarou e não pensou. Se inclinou na direção dele e o abraçou. Um abraço rápido, desesperado, apertado. O corpo dela encostou no dele, quente e trêmulo. A testa repousou contra o ombro dele.

Marcelo congelou. Literalmente. A mão que segurava a porta ficou suspensa. O corpo dele travou, rígido. Os olhos escuros desceram para o topo da cabeça dela, confusos por uma fração de segundo.

Milena percebeu tarde demais o erro que cometeu. Se xingou mentalmente e tentou se afastar.

— D-desculpa… eu só…

A mão dele se fechou no pulso dela antes que recuasse.

— Não precisa agradecer. — disse, a voz baixa, rouca. Olhou fundo nos olhos dela. — Até por que não estou te dando isso de graça. Cada gasto que eu tiver com seu pai, você pagará com juros.

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