Milena estava tensa, o corpo inteiro travado. As batidas na porta continuaram ecoando pelo escritório.
— Diretor, o senhor está aí?— Repetiu.
O medo a atravessou inteira. Alguém entrar ali agora seria o fim. Ela tentou se soltar, esconder o rosto. Mas mesmo o pânico não apagou o prazer que já corria pelas veias. Ela apertou os lábios com força, segurando o gemido que queria escapar.
Marcelo nem se moveu. Continuou com os dedos dentro dela, mexendo devagar.
— Estou ocupado! — respondeu, voz firme, gelada.
Silêncio reinou do outro lado. Passos foram ouvidos se afastando.
Ele virou o rosto para ela. Um sorriso de de canto, malicioso surgiu em seus lábios.
— Está com medo de alguém ver você gozando na minha mão, boneca?
Milena tentou falar, mas só saiu um gemido rouco quando ele acelerou os movimentos. Três dedos agora, abrindo ela toda, entrando e saindo com barulho molhado.
— Responde! — mandou, o polegar esfregando o clitóris inchado.
— S-sim… — ela conseguiu, voz tremendo.
— Relaxa. Porque ninguém vai entrar aqui. Você é minha. E eu odeio exibir o que é meu.
Ele tirou os dedos de uma vez. Ela soltou um gemido frustrado, o corpo querendo mais.
— Entre no banheiro e se limpe. Vamos pra casa, fazer o que ainda não terminamos.
Milena entrou no banheiro do escritório com as pernas ainda tremendo. Fechou a porta, girou a tranca e foi direto para a pia. Abriu a torneira fria e jogou água no rosto várias vezes. As lágrimas queimavam mais que a água, escorrendo misturadas.
Ela ergueu o olhar para o espelho. A garota que olhava de volta parecia outra pessoa. Os olhos vermelhos, lábios inchados, rosto manchado. A vergonha bateu forte.


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