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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 6

O carro deslizou e Milena mantinha as mãos cerradas no colo, os olhos fixos na janela, mas não via nada além do próprio reflexo tremulo.

Marcelo apenas olhava para a frente, o maxilar rígido, como se o abraço dela tivesse deixado uma marca que ele ainda tentava apagar.

Quando o portão da mansão se abriu, o motor mal reduziu. Devil parou exatamente em frente à porta principal. Marcelo desceu primeiro. Nem olhou para trás.

Milena hesitou, a mão na maçaneta. Ele já subia os degraus de mármore quando parou de repente e virou-se.

— Vem! — disse, seco.

Ela obedeceu. Antes que alcançasse o último degrau, Marcelo se aproximou rápido demais. Um braço firme envolveu sua cintura, o outro passou por baixo dos joelhos. Num movimento único, ele a ergueu e jogou sobre o ombro como se ela não pesasse nada.

Milena soltou um grito abafado.

— Marcelo! O que você está fazendo?

— Agora vou te fazer gemer até não aguentar mais.

— O que...? A gente... já não fez isso?

Ele ignorou suas perguntas, subindo a escadaria larga sem esforço, o corpo dela balançando a cada passo. O coração dela batia tão forte que parecia querer sair do peito. Ela agarrou a camisa dele nas costas, assustada com a altura, com a força, com tudo.

As portas do quarto se abriram e se fecharam com um clique baixo. Só então ele a colocou no chão com uma delicadeza que não fazia parte dele.

Os pés dela tocaram o tapete macio, mas as pernas ainda vacilavam. Marcelo não soltou sua cintura. Puxou-a contra si com uma única mão, a outra subindo até segurar seu queixo, obrigando-a a erguer o rosto.

O beijo veio sem aviso. Duro. Profundo. Faminto. A boca dele tomou a dela com fome. A língua invadiu, roubando o ar.

Milena tentou acompanhar, mas era impossível. Ele ditava cada segundo. Quando ela tentou recuar um centímetro em busca de ar, ele mordeu o lábio inferior dela, não forte o bastante pra machucar, mas o bastante pra avisar quem mandava.

Ele se afastou apenas o suficiente para falar contra a boca dela.

— Tire a camiseta.

A voz saiu baixa, rouca, definitiva.

Milena hesitou.

— Agora!

Os olhos dele eram puro breu. Sem paciência. Sem piedade.

Ela engoliu em seco. As mãos tremiam ao agarrar a barra da camiseta. Puxou devagar, o tecido roçando a pele quente. Quando passou pela cabeça, os cabelos caíram bagunçados sobre os ombros nus. Ela deixou a camiseta cair no chão.

Ficou só de sutiã preto simples e calça jeans baixa no quadril. O quarto pareceu mais frio de repente. Os braços quiseram se cruzar, mas ela os manteve ao lado do corpo.

Marcelo não piscou. O olhar desceu devagar pelo pescoço, pelos seios, pela barriga que subia e descia rápido demais.

— A calça também.

Milena sentiu o ar travar na garganta.

Marcelo não repetiu sua ordem. Apenas esperou, imóvel, o olhar cravado nela como se pudesse despi-la só com a vontade.

Os dedos dela desceram até o botão da calça. Abriu. O som do zíper foi lento, quase doloroso no silêncio. Ela engoliu o nó que subia pela garganta e empurrou o jeans para baixo, primeiro pelos quadris, depois pelas coxas, até o tecido se juntar aos pés. O movimento fez o corpo tremer. Quando terminou, chutou a calça para o lado.

Ficou ali, só de sutiã e calcinha de renda, os braços colados ao corpo, tentando cobrir o mínimo possível sem realmente cobrir nada.

A pele toda ardia. Os olhos dela fixos no chão, incapaz de encarar.

Marcelo deu um passo e falou.

— Olhe para mim.

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