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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 55

Sophia mantinha os olhos fechados mesmo depois que Hugo a acomodou cuidadosamente no banco de trás. Ela parecia pesada demais até para si mesma. A cabeça girava. Cada movimento em seu corpo fazia tudo arder.

Hugo deu a volta no carro, mas antes que pudesse entrar, Sophia virou lentamente o rosto para a janela e abriu os olhos.

Foi então que viu, poucos metros adiante, Danilo fechava a porta traseira de um carro preto enquanto Richard entrava no banco da frente.

O coração dela disparou. Porque ela sabia que Aurora estava ali.

Os dedos subiram devagar pelo vidro frio da janela como se quisessem alcançar algo impossível.

Os olhos começaram a se encher de lágrimas antes mesmo da voz sair.

— Adeus, minha filha… — sussurrou quebrada.

Na mesma hora, sentiu o leite descer dolorosamente em seus seios. Ela encolheu automaticamente. Como se até o próprio corpo se recusasse aceitar aquela separação.

O soluço escapou forte. Sophia curvou-se no banco levando a mão até a boca enquanto chorava sem conseguir controlar.

Hugo entrou rapidamente no carro ao perceber o estado dela.

— Ei… ei… — chamou baixo, puxando-a cuidadosamente para perto.

Mas ele mesmo sabia, não existia nada que pudesse dizer. Nenhuma palavra no mundo diminuiria aquela dor.

Sophia se agarrou à camisa dele enquanto chorava em silêncio contra seu peito.

— Ela vai se esquecer de mim, Hugo, minha menina nunca vai saber que a mãe dela sou eu... que eu não queria deixar ela sozinha...

Hugo fechou os olhos e não conseguiu segurar as próprias lágrimas.

— Nós vamos dar um jeito, Sophia... eu não sei como, mas vamos. Você vai ficar perto dela.— murmurou quase em uma promessa que não sabia como, mas que faria qualquer coisa para cumprir.

Do lado de fora, o carro preto começou a passar lentamente ao lado deles.

No banco traseiro, Heitor segurava Aurora nos braços em silêncio, completamente atento a cada pequeno som que ela fazia.

Ele virou o rosto em direção ao carro de Hugo e viu Sophia completamente destruída abraçada nele. Os olhos vermelhos, seu corpo pequeno tremia. Aquilo atravessou seu peito de uma forma devastadora. Ver Sophia daquele jeito machucou mais do que deveria.

Aurora resmungou baixinho nos braços dele, e Heitor desviou o olhar para a filha.

Ele ajeitou a manta ao redor dela e respirou fundo.

— Está tudo bem, pequena, papai está aqui.— murmurou tentando ignorar o aperto sufocante dentro do peito.

Minutos depois o carro de Hugo saiu. Durante todo o caminho, Sophia quase não falou. O corpo dela parecia sem forças até para permanecer acordada.

Hugo dirigia em silêncio, olhando para ela constantemente. Ela permanecia encolhida contra o banco segurando a manta rosa de Aurora junto ao peito. A única coisa que ainda restava da filha.

Quando finalmente chegaram ao prédio, Sophia mal conseguiu abrir os olhos.

Hugo estacionou rapidamente e saiu do carro. Assim que abriu a porta, percebeu que ela sequer conseguia levantar.

— Sophia.— chamou preocupado.

Ela tentou apoiar os pés no chão, mas a perna falhou. Ela perdeu o equilíbrio para frente.

Hugo a segurou antes que caísse.

— Eu consigo… só preciso de um segundo.— ela tentou insistir com a voz fraca.

— Para de fingir que você está bem.— respondeu firme.— Eu sou seu apoio. Chora quando quiser chorar. Grita quando quiser gritar. Mas não finja que está tudo bem.

Sem dar espaço para discussão, passou um braço por trás das pernas dela e a pegou no colo novamente.

Cap 55. A dor de uma mãe e a promessa de um pai. 1

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