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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 96

Sabrina manteve o sorriso no rosto por alguns segundos. Os capangas soltaram Milena. Um deles se aproximou de Álvaro e começou a desamarrar as cordas sem cuidado. Assim que terminou, se afastou. Sabrina ajeitou a bolsa no ombro.

— Lembre-se da sua promessa... — disse Milena, com a voz falhando.

Sabrina caminhou em direção à saída.

— Eu sempre cumpro o que prometo. Espero que cumpra a sua.— finalizou saindo sem olhar para trás.

O barulho da porta ecoou pelo galpão. Milena rapidamente correu até o pai.

— Pai… eu estou aqui. Acabou.

Álvaro estava fraco. O corpo tombava para o lado. Quando Milena tentou ajudá-lo a levantar, ele não conseguia sustentar as próprias pernas.

— Pai… eu preciso que me ajude...

Ele tentou. As pernas cederam imediatamente.

— Eu… não consigo… — a voz saiu baixa, arrastada.

Milena sentiu o desespero voltar.

— Calma. Eu vou dar um jeito.

Ela passou o braço dele pelo próprio ombro e tentou erguer o corpo dele com esforço. Álvaro era pesado. E ela estava nervosa, com os músculos tensos. Cada passo era difícil.

— Só mais um pouco… o carro está logo ali.

Eles caminharam devagar até a saída. Milena quase caiu duas vezes tentando sustentar o peso do pai. Quando finalmente chegaram ao carro, ela abriu a porta traseira e, com muito esforço, conseguiu acomodá-lo no banco.

Ela entrou pelo outro lado, fechou a porta e respirou fundo. As mãos ainda tremiam. O rosto de Álvaro estava sujo de sangue. O corte na testa sangrava, mas não parecia profundo.

— Vou cuidar disso agora.

Ela pegou a bolsa que sempre deixava no carro. Dentro havia um pequeno kit de primeiros socorros. Rasgou uma gaze, limpou o sangue com cuidado.

Álvaro fez uma leve careta de dor, mas aguentou calado.

— Desculpa, pai… — ela murmurou.

O corte era superficial, apesar do sangue. Ela pressionou a gaze, estancando o sangramento, depois colocou um curativo firme.

— Pronto. Não é grave, o senhor vai precisar ser forte até a gente chegar onde precisamos ir.

Ele respirava com dificuldade.

— Milena… — chamou, quase sem voz.

— Não fala muito agora.

— Não… deixa… o Marcelo…

Ela fechou os olhos por um segundo.

— Pai…

— Ele… te ama… — insistiu ele.

As lágrimas voltaram.

— Eu sei... e é por isso que eu preciso ir.— Ela segurou o rosto dele com cuidado.— Esse inferno só vai acabar quando eu partir.

Álvaro balançou a cabeça de leve.

— Não… é isso que ela quer…

— Chega... pai. E é o que eu vou fazer.— A voz dela estava firme apesar da dor.— Eu não vou colocar você, meus filhos e ele em risco por causa de um amor, por mais grande que seja.

Álvaro tentou segurar a mão dela.

— Você vai… se arrepender…

Ela engoliu em seco.

— Eu prefiro me arrepender do que enterrar alguém que eu amo.

O silêncio tomou conta do carro por alguns segundos. Álvaro tentou manter os olhos abertos, mas o cansaço venceu. A respiração ficou mais lenta. A cabeça tombou levemente para o lado.

Cap 96. O sacrifício de Milena 1

Cap 96. O sacrifício de Milena 2

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