Entrar Via

Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 99

O carro ainda estava parado em frente ao prédio quando Marcelo rasgou o envelope com as mãos trêmulas.

Alan percebeu que ele mal respirava.

— Marcelo… espera. Vamos com calma.

Mas ele não conseguia ouvir. Puxou a folha dobrada de dentro do envelope. Reconheceu imediatamente a letra firme, organizada, cada curva que já tinha visto em bilhetes deixados na mesa, em receitas grudadas na geladeira, em anotações esquecidas na cabeceira.

Ele começou a ler. A primeira linha bastou para saber que aquilo era uma despedida.

O celular tocou interrompendo a leitura. Era do banco mais uma vez, ele pensou em recusar novamente, mas atendeu.

— Senhor De Valliére, estou entrando em contato só para avisar que a senhora Carlson retirou 50 mil da conta dela hoje pela manhã. Ela parecia aflita e com pressa. Esperamos que esteja tudo bem...

Marcelo sentiu os dedos tremerem, o celular escorregou da mão dele e caiu no banco.

Alan se inclinou.

— O que foi?

Marcelo não respondeu. Os olhos caíram para a carta numa tentativa de ver o que estava escrito, mas a respiração ficou irregular. O peito subia e descia rápido demais. A dor no abdômen, que até então ele ignorava, voltou a pulsar com força.

Uma mancha vermelha começou a se espalhar pela camisa. Alan percebeu na hora.

— Droga… você está sangrando.

Ele puxou a carta da mão de Marcelo e pegou o celular que havia caído no banco do carro.

— Primeiro você vai se cuidar. Depois lê isso.

— Não… — Marcelo tentou alcançar o papel de volta. — Eu preciso saber…

A visão dele começou a escurecer nas bordas. O coração batia descompassado. O ar parecia insuficiente.

— Marcelo, nós já sabemos que ela foi embora. — disse Alan, firme. — Essa ligação e essa carta é a resposta. Mas se continuar assim, você vai voltar direto para o hospital. E dessa vez pode não sair tão fácil.

Marcelo passou a mão pelo rosto molhado.

— Eu preciso entender o que fez ela ir embora…

A dor no peito apertou. A vista ficou turva. Ele tentou dizer mais alguma coisa, mas as palavras não saíram. O corpo cedeu.

Alan o segurou antes que ele caísse para o lado.

— Vamos para a mansão. — pediu ao motorista.

O carro arrancou. Durante o trajeto, Marcelo permaneceu desacordado. Alan pressionava o curativo improvisado contra o ferimento, preocupado com a palidez do amigo.

— Você não pode desmoronar agora. — murmurou.

Quando chegaram à mansão, Ayla abriu a porta assustada.

— Meu Deus…

— Ele está bem. — mentiu Alan. — Chama o médico da família.

Com a ajuda de Devil, subiram com cuidado até o quarto principal. Colocaram Marcelo na cama. O médico chegou pouco depois, examinou o ferimento, refez os pontos que haviam cedido e aplicou medicação para estabilizá-lo.

— Ele precisa de repouso absoluto. Nada de estresse. — orientou.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário