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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 10

Algumas regras existem para serem seguidas. Outras existem apenas para tornar a queda mais interessante.

E, no caso de Dayse Whitmore e Edward Fitzgerald, o problema nunca foi criar regras.

Foi o fato de que eles já tinham quebrado a principal antes mesmo de assinarem o contrato.

— Nós já transamos.

O rosto de Dayse ficou imediatamente vermelho.

Por um segundo ela ficou completamente imóvel, como se o cérebro estivesse tentando decidir se deveria negar aquilo… ou fingir que aquela noite simplesmente nunca tinha acontecido.

— Aquilo foi…

Ela parou e Edward inclinou levemente a cabeça.

— Um erro? — sugeriu ele.

— Um acidente.

Edward inclinou levemente a cabeça, como se estivesse realmente analisando aquela palavra.

— Um acidente… — Ele repetiu devagar, quase saboreando a expressão.

Então deu mais um passo e Dayse percebeu tarde demais que ele estava agora perto o suficiente para que ela sentisse o perfume dele. A mesma fragrância que ela lembrava perfeitamente da noite no motel.

Edward apoiou as duas mãos nos braços da cadeira dela e se inclinou, aproximando o rosto até que a distância entre eles fosse perigosamente pequena.

— Curioso…

Ela estreitou os olhos.

— Por… por quê?

Ele respondeu com a voz calma, baixa e absolutamente segura de si.

— Porque, se aquilo foi um acidente… foi o acidente mais entusiasmado que eu já presenciei.

O rosto dela ficou ainda mais vermelho.

— Você é insuportável.

Ele ignorou completamente a acusação.

Os olhos dele percorreram o rosto dela lentamente, observando cada micro expressão.

— Na verdade… — continuou com a voz ficando um pouco mais baixa — se a minha memória não está falhando… você pareceu gostar bastante.

O rosto dela queimava.

— Você é impossível.

— Eu prefiro confiante.

Ele inclinou a cabeça.

— E convenhamos… você também não parecia particularmente incomodada quando passou a madrugada inteira gemendo o meu nome.

Dayse arregalou os olhos.

— Nós não passamos a madrugada inteira.

Edward arqueou uma sobrancelha.

— Três vezes.

Ela ficou muda e ele deu de ombros.

— Talvez quatro. Admito que depois da terceira eu parei de contar.

— Você é absolutamente insuportável.

Ele sorriu.

— E ainda assim você está aqui.

Dayse respirou fundo.

— Isso não significa nada.

Edward se afastou, pegou o contrato novamente e o empurrou na direção dela.

— Então vamos manter as coisas simples.

Ela olhou para o documento.

— Nós fingimos.

— Sim.

— Para sua família.

— Exatamente.

Ela ficou alguns segundos em silêncio.

— E depois?

— Depois de um ano, nos divorciamos.

— E a minha carreira?

— Eu resolvo o problema do contrato e o erro financeiro desaparece do seu histórico profissional.

Dayse soltou o ar lentamente.

A vida dela tinha virado um caos em dois dias.

Ela pegou a caneta e estava prestes a terminar de assinar quando ouviu novamente a voz grave de Edward.

— Mais uma coisa.

A ponta da caneta parou sobre o papel e Dayse levantou lentamente os olhos.

— O quê é agora?

Edward agora estava encostado na mesa, com os braços cruzados, observando-a com aquele olhar atento demais, como se cada reação dela fosse um detalhe interessante demais para ser ignorado.

— Mais uma regra.

Ela suspirou, já irritada.

— Quantas regras exatamente você pretende adicionar a esse contrato?

Ele deu de ombros.

— As necessárias.

Dayse apoiou a caneta sobre a mesa e cruzou os braços.

— Fale logo.

Edward inclinou levemente a cabeça, e havia algo quase divertido no modo como ele a observava.

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