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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 9

Casar com o CEO da empresa parecia o tipo de coisa que só acontecia em romances absurdos ou em histórias contadas depois de algumas taças de vinho.

Mas ali estava Dayse Whitmore… prestes a subir até o último andar da empresa para discutir os termos do próprio casamento

Quando a secretária da presidência apareceu na porta chamando seu nome, Dayse percebeu com uma clareza assustadora que sua vida tinha saído completamente do controle nas últimas quarenta e oito horas.

Primeiro o motel.

Depois o erro de quatro milhões de dólares.

E agora…

Um contrato de casamento com Edward Fitzgerald.

O CEO arrogante da empresa que trabalha, perigosamente atraente e aparentemente completamente convencido de que ela aceitaria a proposta.

O que, para irritação dela… Talvez não estivesse totalmente errado.

A secretária da presidência apareceu na porta do departamento jurídico pouco antes das quatro da tarde, e sua presença, embora discreta, teve o efeito imediato de interromper o ritmo habitual da sala.

— Senhorita Whitmore? — chamou, com aquela voz neutra e profissional de quem já havia presenciado muitas conversas tensas dentro daquela empresa e sabia reconhecer o nervosismo antes mesmo de ele se manifestar completamente.

Dayse levantou a cabeça quase no mesmo instante.

O coração dela disparou no peito antes mesmo de responder.

— Sim?

A secretária apoiou a mão no batente da porta.

— O senhor Fitzgerald pediu que a senhorita subisse até a sala dele.

O silêncio que caiu sobre o departamento jurídico foi imediato e quase teatral.

Clara, que até então estava recostada na cadeira analisando um documento, girou lentamente na direção de Dayse, e encarou a amiga com os olhos brilhando.

Marina parou de digitar.

Outros três pares de olhos recaíram sobre Dayse ao mesmo tempo fazendo ela esquecer por uns segundos de respirar.

— A-Agora? — perguntou, tentando soar casual, embora o aperto no estômago estivesse cada vez mais evidente.

— Agora — respondeu a secretária, com a mesma tranquilidade de quem anuncia algo absolutamente rotineiro.

Dayse se levantou devagar. Como se estivesse ganhando alguns segundos extras antes de entrar em um território hostil.

— Deseje-me sorte — murmurou para Clara e Marina enquanto pegava a bolsa.

Clara se inclinou na cadeira, apoiando o queixo na mão com um sorriso perigoso.

— Se você sair de lá noiva do CEO, eu quero ser madrinha.

Dayse lançou um olhar mortal na direção dela.

— Não brinca com isso.

Clara ergueu as duas mãos em rendição, mas o sorriso continuava ali.

— Boa sorte.

O elevador parecia subir mais devagar do que deveria. Cada andar que passava aumentava a sensação de que Dayse estava sendo lentamente conduzida para dentro de uma situação da qual talvez não houvesse saída fácil.

Quando finalmente chegou ao último andar, o ambiente da presidência parecia diferente do resto da empresa.

Mais silencioso, elegante, perigoso.

A recepcionista levantou os olhos e indicou a porta de madeira escura ao fundo do corredor.

— Ele está esperando.

Dayse respirou fundo antes de bater.

— Entre.

A voz dele veio calma do outro lado da porta.

Aquele tipo de calma que irritava profundamente.

Ela respirou fundo antes de abrir a porta. Edward estava atrás da mesa, lendo alguns documentos com a tranquilidade irritante de quem parecia completamente à vontade com o próprio poder.

Quando ela entrou, ele levantou os olhos. E por um breve instante não disse absolutamente nada. Apenas a observou.

Os olhos dele percorreram o rosto dela lentamente. Depois desceram um pouco pro corpo e antes de voltar para seus olhos, um sorriso malicioso surgiu em seus lábios fazendo o corpo de Dayse reagir àquilo e ela se amaldiçoar por isso.

— Sente-se.

Dayse caminhou até a cadeira diante da mesa, mantendo o queixo erguido como se aquilo fosse uma reunião perfeitamente normal.

— Eu pensei na sua proposta — disse, tentando manter a voz firme.

Edward fechou o documento que estava lendo e cruzou as mãos sobre a mesa com uma calma quase irritante.

— Ótimo.

Ele abriu uma pasta.

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