Entrar Via

Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 103

“O problema nunca é a noite… é o que o corpo revela quando ela acaba.”

Edward ainda sentia o gosto dela na boca quando percebeu que alguma coisa estava errada.

A luz suave da manhã entrava pelas cortinas entreabertas do quarto. Edward acordou primeiro, sentindo o corpo ainda quente do contato com Dayse durante a noite. Ele observou por alguns segundos o rosto dela dormindo tranquilamente ao seu lado. Os cabelos espalhados no travesseiro e o lençol que mal cobria seu corpo nu. E logo um sorriso leve surgiu em seus lábios ao lembrar da noite intensa que tiveram.

Com cuidado para não acordá-la, ele se levantou devagar, alongando os músculos. Caminhou até o banheiro, tomou um banho rápido e revigorante, deixando a água fria levar embora o cansaço e o suor da noite anterior. Vestiu uma calça jeans escura e uma camisa preta simples, passou as mãos pelos cabelos umidos se olhando rapidamente no espelho e voltou para o quarto.

Dayse começava a se mexer na cama. Ela piscou devagar, tentando abrir os olhos, mas uma forte tontura a atingiu no mesmo instante. A cabeça rodava como se o quarto inteiro estivesse girando. Um enjoo violento subiu pela garganta, fazendo seu estômago revirar. Ela gemeu baixinho, levando a mão à testa e tentando se sentar, mas o corpo não obedecia direito.

— Edward… — chamou com a voz fraca e rouca.

Ele se aproximou imediatamente, se sentando na beira da cama ao lado dela. O olhar de Edward escureceu no mesmo instante em que percebeu a palidez dela, e, embora o resto do corpo permanecesse firme e controlado, a mandíbula se contraiu com força suficiente para denunciar que estava preocupado.

— Ei, princesa… o que foi? — perguntou com a voz baixa e preocupada, colocando a mão na testa dela para verificar se estava com febre. — Você está pálida, tá passando mal?

Dayse fechou os olhos com força, respirando fundo para tentar controlar o enjoo, mas não adiantou. O gosto amargo na boca e a náusea intensa pioravam a cada segundo.

— Acho que… eu vou vomitar… — murmurou com a voz tremendo. — Me ajuda… por favor.

Sem hesitar, Edward passou um braço por baixo dos joelhos dela e outro pelas costas, erguendo-a com facilidade do colchão, a cerregando rapidamente até o banheiro. Entrou com ela no colo e a colocou de joelhos em frente à privada, segurando os cabelos dela com uma mão enquanto a outra acariciava suas costas com carinho.

— Calma, eu tô aqui — disse ele suavemente, agachando-se ao lado dela. — Respira devagar. Pode soltar tudo, princesa. Eu seguro você.

Dayse mal teve tempo de responder, porque o enjoo veio com tudo.

Ela se inclinou para frente e vomitou, sentindo o corpo tremer com as contrações fortes. Edward não desviou o olhar em nenhum momento, segurando os cabelos dela com firmeza enquanto a outra mão subia e descia pelas costas em movimentos lentos e constantes, e, embora a expressão permanecesse controlada, havia uma tensão silenciosa nos traços dele, como se cada contração do corpo dela fosse sentida também dentro dele.

— Isso… vai passar… tô bem aqui com você — repetia com a voz firme e protetora, sem demonstrar nojo ou impaciência.

Quando os espasmos finalmente diminuíram, Dayse apoiou a testa no braço, respirando com dificuldade, sentindo o corpo fraco e suado enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Edward se levantou sem pressa pegando a toalha e umedecendo na água fria antes de voltar para ela, limpando o rosto dela com um cuidado. Depois, a ajudou a se levantar devagar, sustentando seu peso contra o peito dele.

— Melhor? — perguntou baixinho, beijando o topo da cabeça dela. — Quer que eu te leve de volta pra cama ou prefere ficar um pouco aqui?

— Toma um banho que eu vou buscar uns remédios e um chá — sussurrou perto do ouvido dela, com a voz rouca e cheia de intenção. — Agora, se quiser, posso dar banho em você…

Dayse arregalou os olhos e se afastou rapidamente dos braços dele, enquanto o rubor se espalhava até as orelhas. Ela cruzou os braços sobre os seios, tentando manter alguma dignidade mesmo estando completamente exposta.

— Seu tarado! — exclamou, corada e com a voz ainda fraca, mas cheia de indignação fingida. — Eu sei tomar banho sozinha!

Edward soltou uma risada grave e gostosa, erguendo as mãos em sinal de rendição, mas sem tirar o sorriso safado do rosto.

— Tudo bem, tudo bem… foi apenas uma oferta generosa — respondeu, piscando para ela. — Vou deixar você em paz então. Mas se precisar de ajuda pra não cair, é só chamar.

Ele se inclinou, deu um beijo leve na testa dela e saiu do banheiro, fechando a porta com cuidado para dar privacidade. Do lado de fora, ainda dava para ouvir o riso baixo dele ecoando pelo corredor enquanto seguia em direção à cozinha.

Dayse ficou ali, encostada na pia, sentindo o coração bater rápido por uma mistura de vergonha, ressaca e o calor residual que o sorriso zombeteiro dele provocava. Ela balançou a cabeça, murmurando para si mesma:

— Tarado… — murmurou, tentando soar irritada enquanto a água quente caía sobre seu corpo.

Mas o sorriso que surgiu logo depois não combinava com a palavra, e foi exatamente isso que a fez fechar os olhos por um segundo a mais do que deveria, porque, no fundo, Dayse já começava a entender que o problema não era o que ele fazia com o corpo dela, era o que ele estava fazendo com tudo o resto.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe