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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 12

O elevador descia lentamente quando Dayse percebeu que não estava sozinha ali dentro com Liliana.

Estava presa.

Dayse apertou o contrato com mais força entre os dedos, sentindo o papel dobrar-se ligeiramente sob a pressão involuntária da sua mão enquanto mantinha o olhar firme na mulher diante dela, como se aquela pequena deformação no papel fosse a única manifestação física do incômodo que se recusava a demonstrar em voz alta.

— Talvez ele seja mais justo do que algumas pessoas imaginam — respondeu, com uma calma que contrastava com a tensão silenciosa que se acumulava dentro do elevador.

Liliana soltou uma pequena risada, curta e seca, mas carregada de descrença.

— Justo?

Os olhos dela percorreram Dayse lentamente de cima a baixo, sem qualquer tentativa de disfarçar a avaliação crítica que fazia naquele instante, como se estivesse analisando um objeto inesperado colocado diante dela.

— Você realmente acredita nisso?

Dayse não desviou o olhar. Permanecia imóvel, sustentando a intensidade daquela análise como se não tivesse absolutamente nada a esconder.

— Eu acredito que o senhor Fitzgerald sabe tomar decisões.

O sorriso que ainda permanecia nos lábios de Liliana desapareceu lentamente, dissolvendo-se em uma expressão mais séria e muito mais fria.

— Interessante…

Ela deu mais um passo à frente, aproximando-se o suficiente para que o espaço entre as duas diminuísse de forma perceptível.

— Porque eu conheço Edward há muito tempo.

O modo como o nome dele saiu da boca dela carregava uma intimidade que não precisava ser explicada em palavras.

— Tempo suficiente para saber que ele não faz favores sem receber nada em troca.

Dayse permaneceu exatamente onde estava.

Imóvel.

— Talvez ele tenha mudado de ideia.

Liliana inclinou levemente a cabeça, como alguém que considera uma possibilidade apenas para descartá-la em seguida.

— Ou talvez você tenha encontrado uma forma mais criativa de convencê-lo.

O insulto veio disfarçado de curiosidade casual, mas o significado por trás daquelas palavras era claro demais para ser ignorado.

Dayse respirou fundo antes de responder, deixando o ar sair lentamente pelos pulmões enquanto mantinha a voz perfeitamente estável.

— Você parece muito interessada nas decisões dele.

Liliana estreitou ligeiramente os olhos, e por um breve instante algo mais duro atravessou sua expressão.

— Eu me preocupo com a empresa.

Dayse inclinou levemente a cabeça, deixando escapar um gesto quase imperceptível de concordância.

— Claro.

Mas Liliana ainda não havia terminado.

— Só espero — disse com uma suavidade quase venenosa, que parecia cuidadosamente calculada — que você entenda exatamente onde está pisando e o eu verdadeiro papel diante de tudo isso.

Dayse se virou completamente para encará-la.

— Eu entendo perfeitamente.

Liliana ergueu uma sobrancelha.

— Entende?

Dayse permitiu que um pequeno sorriso surgisse no canto da boca, um gesto discreto que parecia mais confiança do que provocação.

— Eu trabalho aqui há três anos.

Ela fez uma pausa breve antes de completar, escolhendo cada palavra com a mesma precisão com que escolheria cada cláusula de um contrato.

— E não precisei derrubar ninguém para chegar até aqui.

Por um instante, o silêncio dentro do elevador ficou pesado, quase denso, como se respirar exigisse mais do que eu conseguia dar.

Liliana a observou em silêncio e soltou uma risada baixa, lenta, carregada de um desprezo tão evidente que parecia quase elegante.

— Ah… então é isso que você pensa? — Ela cruzou os braços devagar, inclinando ligeiramente a cabeça enquanto analisava Dayse com um olhar crítico, percorrendo cada detalhe dela, das roupas discretas ao modo firme como sustentava o olhar. — Que chegou até aqui por mérito?

O elevador seguia seu trajeto, o som suave do mecanismo ecoava entre as duas. Parecia que a maquina estava ciente da guerra que acontecia ali dentro.

Liliana deu um passo na direção dela.

— Deixe-me dizer uma coisa sobre Edward Fitzgerald.

O nome saiu da boca dela com uma intimidade incômoda.

— Eu o conheço há tempo suficiente para entender exatamente como a mente dele funciona.

Dayse não respondeu e Liliana continuou:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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