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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 158

“Algumas mulheres conseguem destruir um relacionamento… outras conseguem destruir silenciosamente a capacidade de outra mulher confiar de novo.”

O evento beneficente da Fundação Fitzgerald continuava funcionando com a sofisticação impecável típica da elite milionária de Manhattan, enquanto empresários circulavam elegantemente pelo salão iluminado em dourado, garçons atravessavam discretamente os ambientes carregando bandejas de champagne e jornalistas se espalhavam próximos aos convidados mais importantes da noite tentando conseguir declarações, fotografias ou qualquer aproximação minimamente relevante dos sobrenomes capazes de movimentar dinheiro, influência e poder dentro dos Estados Unidos.

Mas Dayse já não conseguia prestar atenção em metade daquilo.

Porque Edward permanecia perto dela o tempo inteiro, e talvez o verdadeiro problema daquela noite fosse exatamente perceber que ele já não parecia preocupado em esconder isso da mesma forma que escondia antes.

A mão dele continuava firme na cintura dela enquanto conversava calmamente com dois investidores importantes próximos ao bar principal do salão, mas os dedos deslizavam distraidamente pelas costas nuas dela de tempos em tempos, como se aquele toque já tivesse se tornado automático demais para continuar sendo apenas parte de uma encenação cuidadosamente construída.

E aquilo mexia perigosamente com ela. Principalmente depois do beijo. Talvez aquele fosse exatamente o problema. Porque Edward Fitzgerald tinha começado a olhar para ela de um jeito que já não parecia fingimento.

Dayse segurou discretamente a taça de champagne tentando recuperar algum controle interno enquanto observava Edward se afastar por alguns segundos ao ser interrompido por outro empresário do outro lado do salão, e foi exatamente nesse instante que Adrian voltou a se aproximar dela segurando um copo de whisky entre os dedos e um sorriso divertido preso no canto da boca.

— Então… — ele começou casualmente — acho que oficialmente preciso agradecer a você.

Dayse ergueu levemente a sobrancelha sem entender.

— Agradecer por quê?

Adrian soltou uma risada baixa antes de responder:

— Por ter me apresentado, Clara.

Aquilo fez Dayse sorrir imediatamente.

Um sorriso verdadeiro, leve que fez Adrian perceber no mesmo instante, como ela estava relaxada.

— Então vocês realmente estão juntos? — perguntou divertida.

Adrian balançou a cabeça positivamente enquanto o próprio rosto adquiria um tom discretamente avermelhado.

— Acho que sim.

Dayse acabou rindo baixo.

— Ela gosta muito de você, Adrian.

Ele desviou os olhos por um instante antes de responder:

— Espero não estragar isso.

A suavidade inesperada daquela resposta fez alguma coisa dentro de Dayse se aquecer imediatamente, porque homens raramente falavam daquele jeito quando sentimentos reais estavam envolvidos.

Ela se inclinou discretamente na direção dele antes de sussurrar divertida:

— Não se preocupe… ela gosta de você muito mais do que provavelmente já conseguiu admitir em voz alta.

Adrian acabou soltando uma risada baixa enquanto balançava a cabeça negativamente.

Principalmente porque Edward não era apenas rico. Ele era o tipo de homem que chamava atenção no instante em que entrava em qualquer lugar, não só pela aparência absurdamente bonita, mas pela presença forte, masculina e naturalmente intimidadora que carregava sem esforço. Porque existiam homens bonitos… e existiam homens como Edward Fitzgerald, capazes de deixar mulheres nervosas apenas com um olhar mais demorado.

Stephanie finalmente parou diante dele segurando elegantemente o próprio bloco de anotações enquanto o observava com interesse descaradamente feminino antes mesmo de qualquer pergunta profissional surgir.

— Edward Fitzgerald… — disse com um sorriso impecável — acho injusto alguém conseguir comandar o mercado financeiro americano e ainda parecer ter saído da capa da Forbes.

Edward desviou os olhos do empresário imediatamente, encontrando o olhar da jornalista com uma curiosidade discreta e educada. Dayse observava tudo em absoluto silêncio, mas já conseguia sentir o coração apertar dentro do peito no instante em que Stephanie sorriu para ele daquele jeito confiante e perigosamente confortável antes de continuar:

— Honestamente? Acho que agora entendo porque metade de Manhattan parece emocionalmente obcecada por você.

Edward ergueu discretamente uma das sobrancelhas numa reação quase preguiçosa diante do comentário da jornalista, como se aquele tipo de aproximação feminina exageradamente ensaiada já não fosse capaz de impressioná-lo há muito tempo, mas então os olhos dele voltaram para Dayse imediatamente, atentos ao jeito como ela tinha ficado imóvel ao lado de Adrian.

Edward continuava olhando para ela do outro lado do salão enquanto Stephanie permanecia parada ao lado dele segurando o bloco de anotações elegantemente contra o próprio corpo, ainda sorrindo daquele jeito confortável demais para alguém que acabara de conhecê-lo.

E talvez o pior de tudo fosse perceber que Dayse já conhecia exatamente o tipo de mulher que Stephanie se transformava quando decidia disputar atenção masculina.

Porque ela já tinha perdido alguém para aquele sorriso uma vez.

Os dedos dela apertaram lentamente a taça de champagne enquanto o coração começava a bater forte demais dentro do peito.

Então, antes que conseguisse impedir a si mesma, Dayse sustentou os olhos em Edward por alguns segundos e pensou apenas uma coisa:

O que exatamente ele faria se Stephanie decidisse flertar de verdade com ele naquela noite?

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