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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 157

“Algumas mulheres reconhecem um homem apaixonado antes mesmo dele próprio ter coragem de admitir aquilo em voz alta.”

Margareth Fitzgerald

Os homens da família Fitzgerald raramente sabiam lidar corretamente com amor, porque todos aprendiam cedo demais a esconder emoções atrás de poder, silêncio e controle, mas o verdadeiro problema sempre começava no instante em que um deles finalmente se apaixonava de verdade, já que nenhum Fitzgerald jamais atravessou esse tipo de sentimento sem acabar destruindo alguma coisa importante no caminho.

Eu descobri sobre o acordo entre Edward e Dayse poucas semanas depois que tudo começou, e honestamente aquilo não exigiu metade do esforço que meu neto provavelmente imaginou que exigiria, porque Edward Fitzgerald podia enganar empresários, manipular jornalistas e esconder intenções do mundo inteiro sem dificuldade alguma, mas existia uma diferença enorme entre controlar o mercado financeiro de Manhattan e tentar esconder sentimentos de uma mulher que praticamente ajudou a criá-lo desde criança.

Edward sempre foi silencioso, controlado e fechado emocionalmente de um jeito que às vezes ainda me machucava assistir.

Depois da morte da minha nora e do meu filho, aquilo piorou drasticamente, porque vi meu neto aprender cedo uma verdade cruel que nenhuma criança deveria compreender tão nova: amar alguém significava correr o risco inevitável de perder aquela pessoa.

E Edward nunca superou aquilo completamente.

Talvez exatamente por isso tenha passado a vida inteira construindo barreiras emocionais tão rígidas que praticamente ninguém conseguia atravessar de verdade.

Meu neto aprendeu a controlar a postura, o tom de voz, o impulso, as reações. Exatamente como o próprio pai fazia. Mas existia uma coisa que o diferenciava de meu filho, ele jamais conseguiu controlar completamente os próprios olhos.

E foi exatamente assim que descobri que alguma coisa estava errada no instante em que ele me apresentou Dayse como noiva. Eu vi naquela noite, nos olhos dele, que ele já estava completamente apaixonado por aquela garota.

Descobrir sobre o contrato dias depois do jantar que ele nos apresentou Dayse. Fui até a empresa para pegar o telefone de Dayse, quando encontrei uma pasta escura parcialmente aberta sobre a mesa dele, mas o verdadeiro problema começou no instante em que meus olhos encontraram o nome de Dayse Whitmore escrito na capa em letras discretas demais para passarem despercebidas.

Eu ainda lembro perfeitamente da sensação estranha que atravessou meu peito naquele momento.

Porque existiam contratos empresariais espalhados pela mesa inteira do meu neto praticamente todos os dias. Mas nenhum deles carregava o nome de uma mulher, principalmente da sua “noiva”.

Aproximei-me da mesa quase sem perceber o que fazia e abri lentamente a pasta, apenas o suficiente para encontrar páginas, cláusulas específicas e a assinatura de Edward Fitzgerald presa no final de um acordo que deixou meu estômago embrulhado imediatamente.

Um contrato com Dayse por um ano.

Meu primeiro sentimento foi raiva. Porque conhecia perfeitamente os homens da minha família e por alguns segundos odiei a possibilidade de Edward estar tratando aquela menina como algum tipo de negociação conveniente escondida atrás de dinheiro, status e poder.

Naquela noite eu realmente pensei em confrontá-lo imediatamente. Pensei em entrar no apartamento dele e exigir explicações. Mas então me lembrei da maneira como ele olhou para Dayse na primeira noite em que eu a conheci.

E aquilo mudou completamente tudo dentro da minha cabeça. Porque eu conhecia meu neto bem demais para ignorar aquele olhar.

Edward Fitzgerald jamais observava mulheres daquela forma. Jamais perdia o foco daquela maneira. Jamais esquecia o resto do ambiente ao redor por causa de alguém.

E foi exatamente naquele instante que compreendi que talvez aquele contrato nunca tivesse sido apenas um contrato.

Talvez tenha sido a única maneira que Edward encontrou de manter Dayse perto dele sem assustá-la antes mesmo de ter uma chance real de se aproximar.

Porque Dayse era funcionária da empresa. Uma mulher inteligente, correta e emocionalmente cuidadosa demais para atravessar voluntariamente a distância absurda que existia entre ela e meu neto.

Então ele fez aquilo que homens emocionalmente desastrosos costumavam fazer quando se apaixonam e não sabem lidar corretamente com o próprio sentimento.

Ele criou uma desculpa.

Uma desculpa juridicamente impecável, emocionalmente irresponsável e completamente desesperada para manter aquela mulher na vida dele.

Mas o verdadeiro problema nunca foi o contrato. Foi perceber rapidamente que existia alguma coisa muito mais profunda e perigosamente emocional escondida por trás dele.

Porque homens não entregavam determinados pedaços da própria vida por obrigação.

E Edward entregou.

O anel.

Meu Deus… O anel praticamente destruiu qualquer dúvida que ainda pudesse existir dentro de mim.

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