“O verdadeiro problema do ciúme masculino nunca foi a raiva… era o instinto possessivo que surgia logo depois.”
O verdadeiro problema de homens territorialistas nunca foi o ciúme, era o instante exato em que deixavam de enxergar os outros homens como simples companhia e começavam a vê-los como ameaça.
Edward Fitzgerald observava o salão do outro lado da festa enquanto um empresário austríaco continuava explicando alguma coisa relacionada ao mercado europeu, mas ele já não conseguia prestar atenção em absolutamente nada fazia vários minutos, porque Maksin Volkov permanecia perto demais de Dayse e aquilo começava lentamente a destruir o restante da paciência que ainda existia dentro dele.
Os dedos apertaram discretamente o copo de whisky enquanto os olhos azuis permaneciam presos nos dois do outro lado do salão, observando detalhes específicos demais para serem ignorados por um homem possessivo.
O jeito como Maksin inclinava levemente o corpo na direção dela sempre que falava alguma coisa.
O jeito como Dayse sorria. Como aquele russo parecia confortável demais perto dela.
E aquilo estava começando a irritá-lo num nível perigosamente irracional.
O empresário ainda continuava falando quando Edward simplesmente interrompeu a conversa no meio sem qualquer esforço para parecer educado.
— Com licença.
O homem mal teve tempo de responder. Edward Fitzgerald já atravessava o salão com passos firmes, o maxilar travado e os olhos escurecendo lentamente conforme diminuía a distância entre ele e Dayse.
Maksin percebeu primeiro.
O advogado sustentou os olhos nele por alguns segundos antes de endireitar discretamente a postura. Homens inteligentes reconheciam imediatamente o instante exato em que outro homem começava a perder a paciência.
E Edward Fitzgerald estava perigosamente perto disso.
Dayse virou o rosto logo em seguida e o coração tropeçou violentamente dentro do peito no instante em que encontrou os olhos dele atravessando o salão na direção dos dois com aquela calma fria demais para parecer tranquila.
Ele parecia perigosamente irritado, mas ainda controlado. O que era muito pior.
Edward finalmente parou ao lado dela sem sequer olhar primeiro para Maksin.
A mão deslizou imediatamente até a cintura de Dayse antes de puxá-la discretamente para mais perto do próprio corpo num gesto automático, territorial e masculino demais para passar despercebido.
Então os olhos azuis finalmente encontraram Maksin e até Dayse sentiu o ar pesar naquele instante.
Naquele momento, Edward estava olhando para aquele homem exatamente do jeito que homens perigosos olhavam para alguém que começava lentamente a ultrapassar um limite invisível.
O sorriso pequeno surgiu no canto da boca dele. Um sorriso frio, debochado e arrogante.
— Volkov… — murmurou calmamente demais — interessante perceber que você aparentemente abandonou a diretoria jurídica da empresa para começar uma carreira social ao lado da minha noiva.
Maksin sustentou o olhar imediatamente.
Mas diferente de Stephanie, ele não parecia provocador.
Parecia cuidadoso.
Ele conhecia Edward Fitzgerald bem o suficiente para entender exatamente o nível perigoso de irritação escondido atrás daquela voz controlada.
O advogado então levou calmamente o copo até os lábios antes de responder:
— Na verdade, senhor Fitzgerald, apenas estava fazendo companhia para a senhorita Whitmore enquanto o senhor estava ocupado com os investidores austríacos.
Edward arqueou discretamente uma das sobrancelhas. E aquilo quase pareceu pior do que raiva.
— Que atitude admiravelmente altruísta da sua parte — respondeu com um sarcasmo elegante demais para ser inocente. — Fico emocionado em saber que minha empresa agora oferece suporte emocional personalizado para minha noiva durante eventos corporativos.

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