“O pior tipo de marca nunca foi aquela deixada na pele… era a que permanecia queimando silenciosamente dentro do peito.”
O verdadeiro problema de homens possessivos nunca foi o desejo, era o instante em que finalmente deixavam de se importar em esconder até onde seriam capazes de ir por uma mulher.
— Você é minha, Dayse — repetiu com, a voz baixa e rouca, quase como um rosnado. — E hoje eu vou fazer questão que todo mundo saiba disso.
Antes que ela pudesse responder, Edward segurou seu queixo com firmeza e tomou sua boca num beijo feroz, dominador. Não era um beijo pedindo permissão, era um beijo que reivindicava.
A língua dele invadiu a dela com urgência, enquanto uma das mãos descia pelo corpo dela, apertando a cintura, subindo pela coxa e erguendo o vestido longo até a cintura num movimento brusco.
Dayse gemeu contra a boca dele, enquanto suas mãos agarravam os ombros largos de Edward. O coração dela batia tão forte que parecia querer sair do peito.
Edward afastou o rosto apenas o suficiente para olhar nos olhos dela enquanto a mão deslizava entre suas pernas. Os dedos encontraram a renda da calcinha já molhada. Com um sorriso perigoso, ele puxou o tecido delicado para o lado, expondo-a completamente.
— Tão molhada pra mim… — murmurou com a voz carregada de satisfação masculina. — Isso tudo é meu.
Sem aviso, Edward abriu o zíper da própria calça, libertou o membro grosso e latejante e, num único movimento firme, a invadiu profundamente.
Dayse soltou um gemido alto, empurrando a cabeça para trás contra a parede. A sensação de ser preenchida tão de repente, tão fundo, fez suas pernas tremerem. Edward não deu tempo para ela se acostumar, começou a estocar com força, ritmado, dominando cada centímetro do corpo dela.
— Olha pra mim — ordenou, segurando o rosto dela com uma mão enquanto a outra apertava sua coxa, mantendo-a aberta para ele. — Quero ver seus olhos enquanto eu te fodo.
Dayse obedeceu, o encarando com os olhos vidrados de prazer. Cada estocada era profunda, possessiva, quase punitiva. O som molhado dos corpos chocando ecoava no banheiro luxuoso junto com os gemidos dela, que ela tentava e falhava abafar.
Edward inclinou o quadril, mudando o ângulo, acertando aquele ponto que a fazia ver estrelas.
— Edward… ah, meu Deus… — ela choramingou, cravando as unhas cravando nos ombros dele por cima do terno.
— Isso. Geme pra mim — ele rosnou, acelerando as investidas. — Quero que você sinta exatamente quem te possui.
Ele segurou as duas coxas dela, erguendo-a do chão. Dayse instintivamente enlaçou as pernas em volta da cintura dele, deixando o vestido embolado na cintura. Naquela posição, Edward conseguia ir ainda mais fundo, batendo com força e precisão.
O prazer era avassalador.
Dayse sentia que estava perdendo a sanidade, cada estocada fazia sua mente esvaziar, restando apenas ele.
O ciúme dele, a raiva contida, o desejo bruto… tudo aquilo a deixava completamente louca.
Edward mordeu seu pescoço, chupando a pele com força suficiente para deixar uma marca, enquanto continuava metendo sem piedade.
— Ninguém mais toca em você. Ninguém mais chega perto — ele grunhiu contra sua pele. — Entendeu?
— Sim… sim… — ela respondeu quase soluçando de prazer.
O orgasmo dela veio primeiro, violento e repentino. Dayse apertou os olhos, sentindo o corpo inteiro convulsionar em torno dele, enquanto um gemido longo e rouco escapava de sua garganta.
Mas Edward não parou.
Continuou estocando durante o orgasmo dela, prolongando-o até ela se desfazer por inteiro.
Só então ele permitiu que o próprio prazer tomasse conta. Com algumas estocadas mais profundas e brutas, Edward gozou dentro dela, enchendo-a completamente com seu gozo. O gemido baixo e gutural vibrou contra o pescoço de Dayse.
Os dois ficaram assim por longos segundos, ele ainda dentro dela, os corpos suados colados, as respirações entrecortadas.
Edward encostou a testa na dela, enquanto o membro ainda latejava dentro dela. Então ele se aproximou ainda mais e, com a voz baixa, rouca e tomada por uma satisfação claramente possessiva, sussurrou perto da boca dela:
— Agora meu cheiro está em você, minha pequena.
Dayse estremeceu inteira com as palavras. Porque ela sabia, assim como ele, que aquela marca ia muito além da pele.
Edward deu um beijo lento em sua boca inchada antes de completar, baixinho:
— E quando a gente voltar para aquela festa, eu quero que todo mundo sinta o cheiro de quem você realmente pertence.
Dayse ainda tentava recuperar o fôlego quando Edward se afastou lentamente, mantendo as mãos firmes na cintura dela por alguns segundos antes de ajeitar a calcinha no lugar com um cuidado calmo e possessivo demais para parecer inocente. Depois, ele arrumou o próprio terno sem pressa, mas o olhar continuava preso nela daquela maneira intensa e faminta que fazia o coração de Dayse acelerar outra vez.

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