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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 170

“O pior tipo de ciúme nasce no instante em que uma mulher percebe que talvez nunca tenha ocupado oficialmente o lugar que o coração dela já escolheu.”

Dayse ainda não tinha aprendido qual era o verdadeiro problema de se apaixonar por Edward, porque o perigo nunca esteve apenas no desejo absurdo que aquele homem despertava dentro dela, nem na intensidade emocional quase sufocante que existia entre os dois sempre que os olhares se encontravam, mas principalmente no fato de que amar um homem como Edward significava viver constantemente à beira da insegurança, já que ele era o tipo de homem que fazia qualquer mulher se sentir especial por alguns instantes enquanto ainda mantinha partes demais da própria vida completamente inacessíveis.

E naquela manhã, Dayse finalmente começou a entender o quanto aquilo podia machucá-la.

A cobertura permanecia silenciosa enquanto ela organizava lentamente a mesa do café da manhã depois da madrugada intensa que passaram juntos, e talvez o pior fosse perceber que um sorriso pequeno e involuntário ainda insistia em surgir nos lábios dela toda vez que lembrava da maneira como Edward a segurou horas antes, como se naquele instante o resto do mundo simplesmente tivesse deixado de existir ao redor deles.

Ela usava apenas a camisa social dele, larga demais em seu corpo pequeno, enquanto os cabelos pretos ainda levemente bagunçados caíam pelas costas e os olhos percorriam distraidamente o apartamento iluminado pela luz elegante da manhã, mas por dentro alguma coisa nela já começava a se tornar perigosamente vulnerável.

Dayse estava começando a acreditar em sentimentos que nunca fizeram parte daquele contrato.

O som da campainha ecoou pela cobertura de maneira abrupta, quebrando imediatamente o silêncio confortável que existia, e Dayse ergueu os olhos na direção da porta enquanto limpava distraidamente as mãos na barra da camisa de Edward.

Por alguns segundos ela imaginou que pudesse ser Adrian. Ou talvez algum funcionário do prédio, mas no instante em que abriu a porta, alguma coisa dentro dela imediatamente ficou alerta.

A mulher parada diante dela era absurdamente bonita de um jeito elegante e sofisticado demais.

Alta, impecavelmente vestida. Os cabelos castanhos perfeitamente alinhados moldavam o rosto bonito enquanto os olhos experientes analisavam Dayse em silêncio, demorando alguns segundos longos na camisa masculina que ela usava.

Então a mulher sorriu.

Um sorriso pequeno, confiante e perigosamente confortável.

— Edward está?

O peito de Dayse apertou instantaneamente.

Porque existia intimidade naquela pergunta. Como se aquela mulher já tivesse atravessado aquela porta outras vezes.

Dayse sustentou o olhar dela enquanto tentava manter a própria postura intacta.

— Ele ainda está dormindo.

Os olhos da mulher brilharam discretamente antes dela soltar uma risada baixa.

— Dormindo?

Ela inclinou minimamente a cabeça, como se aquilo confirmasse exatamente o que imaginava.

— Entendi.

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