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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 169

“O problema de certas noites não era o desejo… era perceber como elas começavam a parecer perigosamente com lar.”

Algumas mulheres se apaixonam durante jantares românticos… outras percebem tarde demais que começaram a se perder no instante em que passaram a sorrir observando um homem dormir

Dayse despertou devagar no meio da madrugada, ainda perdida naquela sensação quente e preguiçosa que permanecia no corpo depois de horas sendo tocada por Edward Fitzgerald. Durante alguns segundos ela ficou imóvel, tentando entender onde estava, até virar levemente o rosto e encontrar ele adormecido ao seu lado na cama enorme.

E foi impossível não sorrir.

A luz fraca da cidade atravessava parcialmente as cortinas do quarto, desenhando sombras suaves sobre o rosto dele. Edward dormia profundamente, algo raro demais para um homem que parecia viver permanentemente em estado de alerta. O maxilar normalmente tensionado finalmente estava relaxado, os cabelos escuros bagunçados contra o travesseiro branco, e a respiração lenta dele quebrava o silêncio elegante do apartamento.

Dayse o observou em silêncio por longos segundos.

Talvez tempo demais.

Porque existia alguma coisa perigosamente íntima em assistir Edward Fitzgerald dormir daquela forma, sem armaduras, sem arrogância, sem a postura fria e controlada que ele sustentava diante do resto do mundo. Naquele instante ele parecia apenas um homem exausto… e estranhamente tranquilo ao lado dela.

O peito de Dayse apertou devagar. E aquilo a assustou mais do que deveria.

Porque ela já estava completamente apaixonada por ele. E essa percepção surgiu dentro da própria cabeça, fazendo seu estômago se contrair imediatamente.

Dayse desviou os olhos do rosto dele por um instante, tentando respirar fundo enquanto uma parte racional sua praticamente gritava o quanto aquilo era perigoso.

Edward Fitzgerald não era um homem seguro para sentimentos.

Ele era intenso, dominante e viciante demais.

E talvez fosse exatamente esse o problema.

Ela voltou a olhar para ele outra vez, sentindo o coração acelerar de maneira irritante ao perceber que até dormindo aquele homem continuava absurdamente bonito.

Foi então que o próprio estômago roncou baixinho, quebrando completamente o momento. Dayse soltou uma risada abafada pelo nariz antes de balançar levemente a cabeça.

Com cuidado, afastou o lençol do corpo e saiu devagar da cama, tentando não acordá-lo. O piso frio arrepiou sua pele imediatamente enquanto ela procurava alguma coisa para vestir pelo quarto espalhado pelas evidências caóticas da noite deles.

Os olhos dela encontraram uma camisa preta jogada sobre a poltrona perto da janela.

A camisa dele.

Dayse caminhou até lá sem conseguir impedir o pequeno sorriso que surgiu em seus lábios e vestiu a camiseta preta, que era enorme e ia até o meio das suas coxas. Depois que vestiu, ela levou o tecido ao rosto e sorriu ao sentir o cheiro dele impregnado.

Não colocou nada por baixo, afinal ele tinha rasgado a sua calcinha.

Os cabelos ainda estavam úmidos, caíam soltos e bagunçados nas costas. Ela caminhou descalça até a cozinha moderna, acendeu a luz indireta e abriu a geladeira enorme, procurando algo para comer. Encontrou alguns ovos, uns queijos e uma verduras. Resolveu fazer um omelete. Procurou por uma tigela a começou a bater os ovos, estava tão concentrada no que fazia que se assustou ao sentir braços fortes enlaçarem a sua cintura.

— Senti sua falta na cama. — sussurrou enquanto encostava o corpo grande no dela, afastando os cabelos dela e depositava um beijo lento no pescoço.

Edward usava apenas short de moletom cinza, o peito estava nu, e a pele ainda estava quente do banho recente.

— Vim preparar alguma coisa para comermos.

— Está com fome?

— Estou.

— Eu também estou faminto… — disse já colocando as mãos por baixo da camiseta que ela usava.

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