“Alguns homens só entendem o próprio amor quando começam a sentir medo da perda.”
Enquanto os dedos de Dayse ainda permaneciam presos ao vestido da mãe de Edward, Margareth começava lentamente a perceber que talvez o maior problema entre os dois não seja a falta de amor, mas sim o fato de que nenhum homem da família dela jamais soube amar alguém sem primeiro transformar sentimentos em caos.
Os olhos de Dayse se arregalaram minimamente.
— Margareth…
— Estou falando sério.
Ela interrompeu imediatamente.
— Homens como meu neto só entram verdadeiramente em pânico quando percebem que não possuem mais controle absoluto da situação.
Dayse soltou uma risada nervosa.
— Isso parece cruel.
— O amor às vezes é cruel, querida.
Margareth respondeu calmamente antes de dar de ombros.
— Aja com indiferença. Com desprezo, se necessário. Fiz exatamente isso com Augustus durante anos e inclusive foi um dos conselhos que dei para Helena quando ela começou a perder a paciência com Henry.
O sorriso divertido aumentou minimamente.
— E funcionou maravilhosamente bem.
Dayse balançou a cabeça tentando não rir.
— Acho que a senhora é mais perigosa do que aparenta.
— Querida… eu sobrevivi aos homens Fitzgerald a vida inteira. Isso praticamente me transformou em uma estrategista de guerra emocional.
As duas acabaram rindo baixo juntas pela primeira vez desde que Dayse chegou naquela casa.
Mas então Margareth observou ela atentamente por alguns segundos antes de franzir minimamente a testa.
— Espera um instante…
Dayse piscou surpresa e Margareth inclinou lentamente a cabeça.
— Se vocês estão noivos… por que ainda não moram juntos?
Dayse piscou lentamente sem saber exatamente como responder àquela pergunta, porque honestamente a situação entre ela e Edward havia se tornado complicada demais para ser explicada de maneira simples, principalmente depois da discussão daquela manhã e do silêncio devastador que ainda continuava ecoando dentro da cabeça dela.
Porque no fim do dia tudo entre os dois ainda deveria ser apenas um contrato cuidadosamente calculado, embora pela primeira vez Dayse já não tivesse certeza se aquela farsa realmente conseguiria continuar depois de tudo o que aconteceu entre eles.
Margareth estreitou minimamente os olhos observando a hesitação surgir imediatamente no rosto da jovem.
E aquilo praticamente respondeu tudo.
Ela soltou um suspiro longo antes de balançar lentamente a cabeça.
— Ah, meu Deus… aquele menino realmente herdou o talento do pai para transformar sentimentos em problemas desnecessários.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe